Depois de um 2025 traumático para quem não vive sem cafezinho, o ano que vem promete um pequeno alívio nos preços. A bebida mais amada pelos brasileiros deve até ficar um pouco mais barata, só que continuará caro para os padrões históricos.
Relembrando: O preço do café registrou a maior inflação acumulada em 12 meses desde o Plano Real, e o grão arábica bateu o nível mais alto em quase três décadas. A consequência disso foi a queda de 5,4% nas vendas de café no Brasil entre fevereiro e agosto, algo perto de 500 mil sacas a menos.
(Imagem: g1)
Alguns fatores foram responsáveis por essa alta do preço e queda nas vendas:
1 – O clima jogou contra: calor extremo e seca prejudicaram lavouras no Brasil e em outros grandes produtores.
2 – Além disso, o custo dos fertilizantes aumentou, os fretes ficaram mais caros e a demanda internacional cresceu — especialmente depois do fim da tarifa de 50% dos EUA sobre o café brasileiro.
O que muda em 2026?
A principal esperança está no clima. Chuvas mais regulares no início do ano devem melhorar a produtividade e aliviar parte da pressão sobre os preços. Produtores também vêm apostando mais no robusta, grão mais resistente e com produção menos volátil.
Mesmo assim, analistas são claros ao afirmar que o preço até pode cair, mas não deve voltar ao que era antes.
Curiosidade: O Brasil é o 12° país que mais consome café por pessoa no mundo. Em média, são 1,6 xícara de café ingerida por dia para cada brasileiro.
