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CIÊNCIA: Superlua iluminará os céus nesta segunda-feira

10/11/2016 Rádio Vila Maria FM Notícias

É só olhar para o céu para ver uma Lua cheia maior e mais luminosa. Na próxima segunda-feira, o satélite estará mais perto da Terra, oferecendo um espetáculo inédito em quase 70 anos.

Os observadores terão a impressão de que a Lua é gigante, diz Pascal Descamps, do Observatório de Paris. Haverá uma superlua, resultado de dois fenômenos astronômicos concomitantes: a fase de Lua cheia e o momento em que o astro, cuja órbita é elíptica, estará o mais perto possível da Terra. Por isso parecerá maior e mais brilhante do que o normal.

A Lua atingirá seu perigeu, o ponto de órbita mais próximo ao centro do nosso planeta, às 11h22min GMT (9h22min de Brasília) e estará cheia às 13h52 GMT (11h52min de Brasília). Ao anoitecer, será vista a partir do mundo inteiro. Uma superlua pode ser até 14% maior e 30% mais luminosa que uma Lua cheia no seu apogeu (posição na sua órbita na que se encontra mais afastada da Terra), segundo a Nasa. Há uma superlua  a cada ano e 48 dias, mas algumas são mais super que outras, explica o astrônomo francês.

Na segunda-feira, a Lua estará a 356.509 km da Terra – a distância média é de 384.400 km. É necessário remontar a 26 de janeiro de 1948 para ter uma superlua cuja distância em relação à Terra seja menor do que essa, afirma Pascal Descamps. E teremos que esperar até 25 de novembro de 2034 para que a Lua se aproxime mais de nós. Daí que, desta vez, ela foi batizada de superlua extra, uma acumulação de prefixos utilizada pela Nasa.

Ilusão de ótica

Todos poderão aproveitar o espetáculo, inclusive os que costumam dormir cedo. Basta olhá-la quando ela aparecer.  Se for observada ao nascer, o efeito da superlua será dobrado, devido a um efeito conhecido como ilusão lunar, diz Pascal Descamps. Esta ilusão de ótica faz com que o satélite da Terra pareça maior quanto está perto do horizonte do que quando está alto no céu.

Além disso, como o sistema Terra/Lua se aproximará da época do ano em que está mais perto do Sol (em 4 de janeiro de 2017), a Lua vai receber mais luz solar do que o habitual, o que também aumentará seu brilho aparente, de acordo com a Associação Astronômica Irlandesa (IAA). Observável a partir de todos os lugares (se as condições meteorológicas permitirem, é claro), o show será para todos, visível a olho nu. Mas, com binóculos ou um telescópio, a superfície lunar poderá ser escrutada como nunca.

Nunca se sabe, talvez possamos ver rostos, animais ou outras figuras na superfície do astro, como contam lendas antigas. E compreender por que nossos antepassados imaginavam ver coisas na Lua, comenta Mark Bailey, diretor emérito do Observatório de Armagh, na Irlanda do Norte. Para este astrônomo, eventos como esse têm a vantagem de incentivar os cidadãos a olharem para o céu.  

Precisamos tentar fazer com que as pessoas estejam mais atentas para perceber seu ambiente natural, disse o cientista, que lamenta que prestemos tão pouca atenção a esta Lua que se apresenta todas as noites sobre nossas cabeças.

Fonte: Correio do Povo

 

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