BRASIL: Confira as principais notícias no início do feriado

Nova derrota de Lula no Congresso. Após rejeitar a candidatura de Messias ao STF, Câmara e Senado derrubaram ontem o veto de Lula ao PL da Dosimetria, abrindo caminho para redução de penas de condenados pelo 08/01. A medida pode beneficiar cerca de 190 pessoas, incluindo Jair Bolsonaro — que pode ter sua pena diminuída em ao menos 5 anos. Alívio no bolso. Lula anunciou que o governo lançará um pacote para reduzir o endividamento dos brasileiros, com descontos de até 90% nas dívidas e juros limitados ao máximo de 1,99% ao mês. O programa inclui crédito, Fies e cheque especial — além de liberar até 20% do FGTS para quitar débitos. Wall Street de olho em nós. O Brasil foi o 3º maior destino de investimento estrangeiro em 2025, com US$ 77 bilhões — alta de 22% YoY. Atrás apenas de EUA e China, o país recebeu US$ 40 bilhões para a construção de um datacenter de inteligência artificial movido a energia eólica no período. Vaga no STF em disputa. Lula sinalizou a interlocutores que pretende indicar um novo nome nas próximas semanas para a vaga em aberto no STF. Aliados do presidente aconselham que a escolha seja de uma mulher com o objetivo de pressionar Alcolumbre e o Centrão às vésperas das eleições. Supermercado virou protagonista. Em meio ao consumo pressionado, o varejo alimentar faturou mais de R$ 1,1 trilhão no ano passado, chegando a representar 9% do PIB. O setor segue como motor de emprego no país, reunindo 9 milhões de trabalhadores. Trocas de favores. Reportagem da Folha de S. Paulo afirma que Davi Alcolumbre teria sinalizado à oposição que pode pautar impeachments de ministros do STF em troca de apoio à sua reeleição. O político teme a possibilidade de perder a presidência da Casa no ano que vem para o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
Alerta: Copa do Mundo acontece nos três países com surto ativo de Sarampo

O Governo do Rio Grande do Sul emitiu recomendações para viajantes e setor de turismo do Estado frente ao cenário epidemiológico do sarampo no contexto da Copa Mundo 2026, que será realizada de 11 junho a 19 de julho em três países sede: México, Canadá e Estados Unidos, todos com surto ativo de Sarampo e responsáveis pelos maiores números de casos confirmados das Américas. O continente americano perdeu a certificação de eliminação da transmissão endêmica do sarampo (obtida em 2016) em novembro de 2025, após aumento expressivo do número de casos: 14.767 (32 óbitos), número 32 vezes maior que os registrados em 2024. Até 11 de abril de 2026 já foram confirmados 16.696 casos de sarampo (11 óbitos) em 13 países nas Américas. Diante desse cenário e, considerando o quantitativo de casos confirmados de sarampo nos países sede da Copa do Mundo 2026 (Estados Unidos da América- 1.738 casos, México – 9.207 e Canadá – 871), assim como o alto fluxo de viajantes no período do evento, existe o alerta de alto risco de importação de casos para áreas onde não estão ocorrendo surtos, como o Brasil. Estimativas da Federação Internacional de Futebol (FIFA), em relação às últimas copas do mundo, calculam média de 50.000 torcedores por partida e movimentação de cerca de 01 milhão de turistas de mais de 200 países. Deste modo, recomenda-se revisão da situação vacinal contra o sarampo para todos os viajantes e, em especial, aos que se deslocarão para os jogos da Copa do Mundo 2026. Em caso de viagem a vacina deve ser aplicada no mínimo 15 dias antes do embarque. A ação mais importante para a proteção de todos contra a doença é a vacinação. O Esquema vacinal preconizado pelo Programa Nacional de Imunizações é o seguinte: 12 meses: primeira dose; 15 meses: segunda dose; 12 meses a 29 anos: duas doses da vacina tríplice viral; 30 anos a 59 anos: uma dose da vacina tríplice viral pessoas com 60 anos e mais: em situações de surtos da doença ou viagens para locais de risco, aplicar uma dose de tríplice viral quando não tiver comprovante de vacinação anterior, avaliando-se riscos e benefícios; trabalhador da saúde, independentemente da idade: duas doses intervalo mínimo de 30 dias entre as doses, da vacina tríplice viral; A vacina é contraindicada para gestantes, imunodeprimidos e pessoas com sinais e sintomas de sarampo/rubéola. As pessoas são consideradas não vacinadas quando não possuem esquema completo ou registro físico (carteira de vacinação) ou eletrônico das doses de vacina anteriormente realizadas. Para regularizar a situação, a Unidade Básica de Saúde mais próxima do domicílio deve ser procurada para realizar a vacinação. E tem Sarampo no Brasil? Sim, em 2026, até o momento, foram confirmados um caso importado (SP) e outro relacionado à importação (RJ). Em 2025 foram confirmados 38 casos de sarampo no Brasil: 11 importados (01 RS – proveniente EUA), 24 relacionados à importação e 03 de fonte desconhecida. Em 2024 foram registrados cinco casos, sendo quatro importados (01 RS – proveniente Paquistão). Neste mesmo ano, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)/Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiram ao Brasil recertificação de eliminação da circulação do vírus do sarampo, pois o país comprovou que durante 2 anos, não houve casos confirmados de pessoas que adquiriram o sarampo no país.
Uma em cada 10 crianças de 4 e 5 anos não vai à escola em 876 cidades. Ensino nessa idade é obrigatório

Apesar de a matrícula em unidades de educação infantil a partir dos 4 anos de idade ser obrigatória no país, ainda há crianças fora da escola. Em 16% dos municípios, ou seja, 876 cidades brasileiras, pelo menos uma em cada dez crianças de 4 e 5 anos não frequenta creches ou pré-escolas. As desigualdades são ainda maiores quando é levado em consideração onde esses municípios estão localizados. Na Região Norte, 29%, o que corresponde a 130 municípios, têm menos de 90% das crianças matriculadas na educação infantil. O menor percentual é no sul do país, com 11% dos municípios com menos de 90% das crianças de 4 a 5 anos fora da escola. Na Região Centro-Oeste são 21% dos municípios, ou 99; no Nordeste são 17% (304) e, no Sudeste, 13% (213). Os dados são referentes a 2025. Matrículas em creches O Brasil tem como meta estabelecida em lei, no Plano Nacional de Educação (PNE), ter pelo menos 60% das crianças de até 3 anos matriculadas em creches até 2036, além de atender a pelo menos 50% dessas crianças entre as populações indígenas, quilombolas e do campo. Pelo novo indicador proposto, a maior parte dos municípios brasileiros, 81%, ou 4.485, registra taxas inferiores a 60% de crianças nessa faixa etária em unidades de educação infantil. Na Região Norte, está também o maior percentual – são 94% dos municípios com índices inferiores a 60%, ou 424 cidades. Nas demais regiões os índices são: 90% no Centro-Oeste; 83% no Sudeste; 81% no Nordeste e, 66% no Sul, com atendimentos inferiores a 60% das crianças de até 3 anos em creches. Educação infantil nas capitais Entre as capitais brasileiras, aquelas que já conseguiram universalizar o atendimento de crianças de 4 e 5 anos em unidades de educação infantil, ou seja, atendem 100% dessas crianças são Vitória, Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte. Aquelas com os índices mais baixos de atendimento são Maceió, com 64,8%; Macapá, com 71,4% e, João Pessoa, com 73,4%. As capitais com os maiores percentuais de atendimento de bebês e crianças com até 3 anos de idade são São Paulo, com 72,9% matriculadas em unidades de educação infantil, Vitória, com 66,7%, e Belo Horizonte, com 63%. Todas com atendimento acima da meta de 60% estabelecida no PNE para essa etapa nos próximos dez anos. Os piores índices de atendimento estão em Macapá, com 9,1% das crianças atendidas; Manaus, com 12,8% e Porto Velho, com 16,9%. Saber quantas crianças estão fora da escola é importante até mesmo para que se possa fazer uma busca ativa, encontrá-las e garantir que tenham acesso a esse direito, diz o diretor executivo do Iede, Ernesto Martins Faria. “Como a gente está falando de educação infantil, que é de responsabilidade dos municípios, precisamos dar uma resposta, para eles verem o cenário e fazer busca ativa de crianças que deveriam estar na escola e não estão. Então, precisam de um dado. Mesmo que possa ter alguma imprecisão, necessitam de um norte. Especialmente no cenário em que possivelmente muitos municípios brasileiros têm taxa de atendimento muito abaixo da desejada”, acrescenta. O Censo Demográfico cobre todos os municípios, mas é realizado apenas a cada dez anos. Já a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc) produz dados anuais, mas limitados aos níveis nacional, de estados, regiões metropolitanas e capitais. O novo indicador utiliza dados do Censo Escolar e projeções populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas pelo Datasus, para estimar a cobertura anual em creches e pré-escolas em todos os municípios brasileiros. Ele também busca maior precisão quanto à idade das crianças. Oficialmente, os dados do IBGE divulgados em dezembro de 2025, referentes a 2024, mostram que 39,7% das crianças de 0 a 3 anos estavam matriculadas em escolas, e 93,5% daquelas de 4 a 5 anos. Ter dados mais precisos em nível municipal mostra que a cobertura escolar pode estar ainda mais crítica em algumas localidades, que precisam de atenção. Fonte: Agência Brasil
Sicredi Aliança RS/SC/ES retorna R$ 41,2 milhões aos associados

Os mais de 185 mil associados da Sicredi Aliança RS/SC/ES nas três áreas de atuação, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo, devem receber R$ 41,2 milhões referentes à distribuição de resultados da cooperativa no exercício fiscal de 2025. Desse montante, R$ 19.889.329,28 serão creditados diretamente nas contas dos associados, nesta quinta-feira (30), sendo 50% destinados ao capital social e 50% à conta poupança. Esse repasse complementa a primeira etapa da distribuição, realizada em dezembro de 2025, quando a cooperativa creditou R$ 21.388.828,35 em juros ao capital social. Com a soma dos dois pagamentos, a Sicredi Aliança consolida um volume recorde de retorno financeiro aos associados, a cooperativa registrou um crescimento de 50% nos resultados distribuídos aos associados em relação a 2025, passando de R$ 27,5 milhões para R$ 41,2 milhões em um ano. A distribuição deste valor acontece anualmente por meio do resultado operacional da cooperativa, com a representação dos resultados entre as receitas e as despesas durante o período. A destinação dos resultados foi aprovada pelo conselho administrativo e pelos associados em assembleia, realizada no dia 7 de abril. De acordo com o diretor-executivo da Sicredi Aliança RS/SC/ES, Cristiano Piano, o resultado se deve a diversos fatores que concretizaram, na prática, o crescimento da cooperativa. Segundo ele, a base de associados aumentou em 24% em relação ao ano anterior; o volume de negócios também foi maior, com crescimento de 16,7% da carteira de crédito; além disso, a cooperativa expandiu no seu território atual, já que passou a atender em novos municípios e inaugurou quatro novas agências. “Esses dados demonstram um crescimento expressivo que consolida a fortaleza do modelo de negócios do Sicredi, onde ao mesmo tempo que a Cooperativa cresce, de forma sustentável, com resultados consistentes, amplia cada vez mais a capacidade de atendimento das necessidades financeiras de seus associados, contribuindo de forma significativa no desenvolvimento das regiões onde atua. Foram diversas melhorias contínuas em processos, avanços em digitalização, capacitação de pessoas e uma busca constante por eficiência e gestão rigorosa de custos”, pontua. Círculo virtuoso que beneficia as comunidades Mais do que beneficiar os associados, a distribuição de resultados da Sicredi Aliança RS/SC/ES também impacta as comunidades da área de abrangência da cooperativa. Todas as operações feitas na cooperativa devem beneficiar de forma direta ou indireta o associado e suas respectivas empresas neste ciclo. “No cooperativismo, a distribuição de resultados reforça um ciclo virtuoso, pois os recursos gerados coletivamente retornam aos próprios associados, fortalecendo a cooperativa, incentivando a continuidade do relacionamento econômico e promovendo o desenvolvimento das comunidades onde atua. Trata-se de um mecanismo estratégico que alia sustentabilidade econômica, fortalecimento do quadro social e impacto positivo no território”, destaca o diretor-executivo Cristiano Piano. Como fazer parte da distribuição de resultados Toda pessoa ou empresa que se tornar associado da Sicredi Aliança RS/SC/ES deve realizar a integralização de um valor mínimo de entrada de capital para se tornar sócio da cooperativa. A partir da integralização, o associado possui o direito de fazer parte da distribuição de resultados, a depender da movimentação e do volume de negócios realizados em conjunto com a cooperativa. Sobre o Sicredi O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.
Sequestro: caminhoneiro de Passo Fundo é resgatado em São Paulo

Na tarde da quarta-feira, dia 29 de abril, a Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Passo Fundo foi procurada por familiares relatando a ocorrência de sequestro de caminhoneiro passofundense na cidade de Suzano, Estado de São Paulo. Logo que houve o conhecimento do crime em andamento, foram imediatamente realizadas diligências pela DPPA de Passo Fundo, sob coordenação da Delegada Neiva, inclusive com troca de informações com a Polícia Civil de São Paulo, Divisão Antissequestro (DAS). A articulação de apoio teve também a participação da PRF acionando Colegas de SP e da PRE/PM/SP. Assim, diante da pronta resposta, integração de informações e medidas urgentes acionadas, foi obtido êxito no resgate da vítima pela PC/SP, em cativeiro, bem como no mesmo momento a recuperação do caminhão levado pelos meliantes pela PM/PRE/SP que já se encontrava a cerca de 100km do local onde a vítima foi sequestrada. A PC/SP segue nas apurações para identificar os autores. As forças de segurança do Rio Grande do Sul estão sempre prontas e integradas para SERVIR e PROTEGER.
BRASIL: Senado impõe derrota histórica a Lula e rejeita Messias no STF

O Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, com um placar de 34 votos a favor e 42 contra. O feito é tão relevante que a última vez que o Senado barrou uma indicação ao Supremo foi em 1894, durante o governo do marechal Floriano Peixoto. Os bastidores de Brasília indicam Davi Alcolumbre como o grande responsável pelo desfecho reverso ao governo. O presidente do Senado articulou com a oposição a dura derrota para Lula numa clara demonstração de força do Legislativo perante o Planalto — não à toa, ele “previu” o placar segundos antes de anunciar o resultado. Além de Alcolumbre, ministros do governo indicam que ministros da Corte como Alexandre de Moraes e Flávio Dino também atuaram para que Messias não fosse aprovado. O resultado é considerado por muitos a maior derrota política de Lula em toda a sua história. A leitura no Congresso é que o presidente subestimou o poder de Alcolumbre e de seus aliados ao insistir em Messias, que não possui estatura jurídica e política para o cargo. A derrota faz com que a decisão do substituto de Luís Roberto Barroso deva ficar somente para o ano que vem. Com isso, o presidente eleito em outubro poderá escolher 4 ministros do STF no próximo mandato. Mas não pense que acabou por aí…O governo pode sofrer uma nova derrota ainda hoje. O Congresso analisa neste pré-feriado o veto de Lula ao PL da Dosimetria, podendo reverter a decisão de Lula. Lembra dele? O projeto surgiu como um “meio-termo” para o pedido de anistia aos condenados pelo 08/01. Na prática, ele reduz penas para crimes contra a democracia, beneficiando diretamente os envolvidos na invasão aos prédios dos Três Poderes. O tema é considerado relevante pela oposição, principalmente porque Bolsonaro e seus aliados também seriam beneficiados. No entanto, ela se viu em uma encruzilhada… A Lei Antifacção, aprovada neste ano, endurece o combate ao crime organizado, dificultando benefícios como progressão de regime. Porém, o PL da Dosimetria facilita a ida do regime fechado para o semiaberto. Se o Congresso derrubar o veto de Lula totalmente, ele acaba, por tabela, enfraquecendo as regras que criou mirando o Crime Organizado. Por isso, os parlamentares devem “dividir o veto”, derrubando a parte que reduz as penas de crimes políticos, mas mantendo o veto na parte que flexibiliza a progressão de regime. O objetivo é preservar o rigor da Lei Antifacção. A manobra, dada como quase certa nos bastidores do Congresso, é vista como vital para reduzir a pena do ex-presidente Bolsonaro de 27 para 13 anos sem que o Congresso perca o discurso de “tolerância zero” contra o crime.
Veículo de alto valor, vinculado a prática de estelionato, é apreendido

A Polícia Civil, por meio da 2ª Delegacia de Polícia de Passo Fundo, realizou a apreensão de um veículo de alto valor vinculado a prática de estelionato, na modalidade conhecida como “conto do bilhete premiado”. O automóvel, um SUV de luxo, foi identificado como sendo de propriedade de indivíduo preso na última quinta-feira (23/04) pela Polícia Rodoviária Federal em Passo Fundo. Na ocasião da abordagem, o suspeito apresentou documento falso, o que reforçou os indícios de sua atuação reiterada em práticas criminosas. A partir da prisão e do aprofundamento das diligências investigativas, a equipe da 2ª DP localizou e procedeu à apreensão do veículo, considerado relevante elemento patrimonial vinculado ao investigado, bem como potencial produto de atividade ilícita. A medida integra o conjunto de ações estratégicas voltadas ao combate qualificado aos crimes de estelionato, especialmente aqueles que vitimam pessoas em situação de vulnerabilidade por meio de fraude e engodo. A Polícia Civil destaca que a atuação integrada entre forças de segurança tem sido fundamental para a identificação, prisão de criminosos e recuperação de bens, reforçando o compromisso institucional com a repressão à criminalidade e a proteção da sociedade. Fonte e foto: 2ª DP Passo Fundo
BRASIL: A hora da sabatina de Messias chegou

Depois de discussões entre Planalto e Congresso e semanas de interlocução entre os políticos, começa hoje a sabatina de Jorge Messias para ocupar a vaga deixada por Luís Barroso no STF. Como vai funcionar: Indicado por Lula, Messias encara primeiro a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde precisa de 14 votos para avançar. Depois, o advogado-geral da União precisará de ao menos 41 votos no Senado para ser aprovado. Nos bastidores, o governo está confiante. A conta levada ao Planalto fala em cerca de 50 votos garantidos — acima do desempenho de Flávio Dino em 2023. Já a oposição calcula que ele teria dificuldade até para passar dos 35 votos. Parte dessa tensão passa por Davi Alcolumbre. O presidente do Senado demonstra resistência ao nome de Messias. Por outro lado, se encontrou com o indicado de Lula na semana passada fora da sua agenda oficial. Já no Supremo, ministros de alas distintas como Gilmar Mendes (ligado ao Centrão), Cristiano Zanin (indicado de Lula ao tribunal) e André Mendonça (indicado por Bolsonaro) têm atuado para que Messias seja aprovado. A votação será mais um teste da força do governo perante o Congresso meses antes das eleições. Coincidentemente ou não, o governo federal ampliou de forma significativa o volume de emendas parlamentares, liberando R$ 12 bi somente em abril.
ECONOMIA: O governo vai conseguir aliviar as dívidas dos brasileiros?

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas para a população, deve ser anunciado ainda nesta semana pelo presidente Lula. A medida está sendo criada para enfrentar uma crise no país. Por aqui, 80% da população está endividada e o número de inadimplentes chegou a 82 milhões — ambos recordes históricos. Como o programa funcionará? O Desenrola 2.0 deverá estar disponível para pessoas que ganham até 5 salários mínimos (R$ 8.105) e, entre outras medidas, oferecer (1) até 90% de desconto em dívidas e (2) saque de até 20% do saldo disponível no FGTS para quitar dívidas. A expectativa é repactuar entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões. Em contrapartida, os participantes do programa não poderão apostar em bets durante seis meses, apontadas como uma das causas do endividamento da população. Do outro lado, críticos enxergam o movimento como uma forma de enxugar gelo em ano eleitoral, apontando que a primeira versão do Desenrola não impediu o crescimento do número de endividados no país. Bottom-line: Em um movimento que também busca aliviar a pressão das contas sobre a população, o governo suspendeu a cobrança de 3,4 milhões de multas em rodovias no sistema free-flow até o dia 16 de novembro.
Eleições 2026: prazo para regularizar pendências encerra em 06 de maio

Os eleitores que pretendem votar nas eleições de outubro têm até o dia 6 de maio para regularizar suas pendências na Justiça Eleitoral. O prazo deve ser observado pelo cidadão que quer tirar o primeiro título de eleitor, regularizar o documento, cadastrar biometria, transferir o domicílio eleitoral e atualizar dados cadastrais. A partir do dia 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado e não serão permitidas alterações nos dados dos eleitores. Para resolver as pendências, o eleitor pode acessar o serviço eletrônico disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pela plataforma, é possível enviar os documentos solicitados para cada tipo de serviço e acompanhar o andamento da solicitação. O eleitor também pode procurar os cartórios eleitorais ou postos de atendimento presenciais em todo o país. A localização pode ser encontrada no site do tribunal. Alguns serviços, como a coleta de biometria e a solicitação do primeiro título, só podem ser realizados presencialmente. Regularização Para verificar se o título está regular, o eleitor pode acessar a página do TSE na internet e clicar no menu Consultas. Em seguida, basta clicar em Situação do Título. O passo a passo para a regularização será indicado pelo sistema eletrônico. CancelamentoO prazo de regularização também deve ser seguido por quem teve o título cancelado por deixar de votar por três eleições seguidas (três turnos consecutivos) e não justificou ausência. Além de não conseguir votar nas eleições de outubro, a manutenção do cancelamento pode causar diversas restrições para o cidadão, como não conseguir tirar passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em instituição pública de ensino e tomar posse em cargo público após ser aprovado em concurso. Primeiro título De acordo com a Constituição, o voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos e facultativo para jovens entre 16 e 17 anos e quem tem mais de 70. Após completar 15 anos, os jovens poderão solicitar a emissão do primeiro título de eleitor. Contudo, somente estará apto a votar quem tiver completado 16 anos na data da eleição. EleiçãoO primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Eventual segundo turno para os cargos de governador e presidente ocorrerá no dia 25 do mesmo mês.
BRASIL: Bolso do brasileiro cada vez mais apertado

Sobrar dinheiro no fim do mês parece ter virado artigo de luxo por aqui. A renda disponível para consumo — o que sobra depois de pagar impostos, aluguel, contas básicas, comida e dívidas — atingiu o menor nível dos últimos 15 anos. Em fevereiro, a “sobra” no orçamento das famílias caiu para 21%, contra 23,6% no início de 2024. Parece pouco, mas representa bilhões a menos circulando em lazer, roupas, viagens e compras do dia a dia. (Imagem: Valor Econômico)O diagnóstico da crise: Mesmo com o mercado de trabalho aquecido, o ganho salarial tem sido freado por uma combinação de fatores financeiros: Dívidas crescentes: O endividamento das famílias bateu recorde histórico de 49,9%. Hoje, cerca de 30% de toda a renda mensal do brasileiro é destinada apenas paraa honrar o principal e os juros de dívidas. Juros altos: Com a Selic a 14,75%, o custo do crédito disparou. Bancos, mais cautelosos com a inadimplência, restringiram a oferta, empurrando famílias para linhas caras como o cartão de crédito e cheque especial. Custo de vida: Embora a inflação geral pareça controlada, o peso de itens essenciais como energia, aluguel e alimentação seguem consumindo boa parte da renda. A percepção de crise é corroborada pela opinião pública. Segundo levantamento do Datafolha, 59% dos brasileiros consideram sua renda insuficiente para pagar as despesas básicas. A pesquisa revela ainda que 45% da população precisou buscar fontes alternativas de renda nos últimos meses para fechar as contas. No fim, embora o país esteja com uma taxa de desocupação baixa (5,8%), o salário dos trabalhadores não tem acompanhado o custo de vida. Sem a população poder gastar além do necessário, o setor de serviços e o comércio tendem a estagnar, criando um ciclo de baixo crescimento econômico..
TECNOLOGIA: Vírus bancário ataca celulares e sequestra Pix em tempo real

Um novo tipo de vírus bancário voltado para dispositivos Android tem como alvo usuários brasileiros e utiliza o sistema Pix para desviar dinheiro de forma quase imediata. De acordo com um relatório da Zimperium, o malware, chamado PixRevolution, é capaz de interferir em transferências no exato momento em que elas estão sendo realizadas. Segundo a Zimperium, o PixRevolution integra uma nova geração de trojans financeiros criados especificamente para explorar o Pix no Brasil. Classificado como um “agent-operated Android trojan”, esse tipo de malware permite que um operador acompanhe e interaja com o dispositivo da vítima em tempo real. A campanha tem como alvo aplicativos de instituições financeiras populares, como Nubank, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Santander Brasil, PicPay, PagSeguro, Sicredi e XP Investimentos. O ataque combina espionagem com controle ativo do aparelho. Utilizando permissões de acessibilidade do Android, o vírus consegue ler conteúdos exibidos na tela, monitorar interações e até executar comandos automaticamente. Entre as técnicas empregadas estão sobreposição de tela, captura de credenciais, interceptação de notificações e automação dentro dos aplicativos bancários. A infecção geralmente começa com aplicativos falsos que imitam serviços conhecidos, como Expedia, Correios ou até instituições oficiais, além de outros nomes usados como isca. Esses apps enganam o usuário e facilitam a instalação do malware. Na prática, o vírus não apenas observa, mas também executa ações, podendo preencher dados e confirmar transações sem que a vítima perceba. Fernando Serto, Field CTO na Akamai, explica esse comportamento: “malwares financeiros são projetados para monitorar o comportamento do usuário e só são ativados quando identificam uma ação sensível, como a abertura de um aplicativo bancário ou até mesmo durante o início de uma transação via Pix.” Um dos aspectos mais críticos é a atuação em tempo real. O operador pode acompanhar a transação e interferir exatamente no momento da confirmação, alterando dados ou redirecionando valores. “Como o Pix é um método de pagamento instantâneo, o ataque acontece dentro de um tempo muito curto, reduzindo as chances de reversão”, afirma Serto. Ele acrescenta: “Os ataques partem do dispositivo da própria vítima e utilizam credenciais válidas, dentro de um fluxo esperado, reduzindo os sinais de anomalias”. Apesar da sofisticação, a infecção ainda depende, em grande parte, da ação do usuário, geralmente por meio de engenharia social. “Hoje já é possível uma combinação dos dois modelos, mas a infecção inicial ainda depende muito de engenharia social”, reforça o especialista. A dificuldade de detecção está ligada ao fato de que o golpe ocorre durante ações legítimas. “Por exemplo, o comportamento do usuário hoje está cada vez mais orientado por velocidade e fluidez, que inclusive a nossa pesquisa mostra que são os principais fatores na escolha de um banco. E os ataques se aproveitam justamente dessa dinâmica”, explica. Mesmo assim, sinais como lentidão, apps desconhecidos, pedidos incomuns de permissões e movimentações financeiras suspeitas podem indicar infecção. Para se proteger, recomenda-se evitar aplicativos fora de lojas oficiais, desconfiar de links e revisar permissões, especialmente as de acessibilidade. Também é essencial manter o celular atualizado e redobrar a atenção durante transações via Pix.
BRASIL: Combustível barato ou contas em dia?

No fim da semana passada, o governo federal enviou ao Congresso um projeto para tentar criar um “colchão” contra a volatilidade do petróleo. A proposta é usar parte da arrecadação extra gerada pela alta do barril para reduzir impostos sobre combustíveis e evitar repasses maiores nas bombas. Explicando: Com a guerra pressionando o preço internacional do petróleo, o Brasil tende a arrecadar mais com royalties, participações especiais e exportações do setor. O governo previa arrecadar R$ 160 bi com recursos naturais neste ano, mas essa projeção saltou para R$ 177 bi. São esses R$ 17 bilhões extras que o Executivo quer usar para abater impostos como Cide e PIS/Cofins. Por que isso importa? O país importa cerca de 15% da gasolina e 25% do diesel que consome. Como os combustíveis influenciam os preços dos fretes, alimentos e serviços, o plano do governo é conter uma possível alta na inflação. Mas nem todo mundo gostou da ideia… O mercado financeiro não recebeu a notícia com aplausos. O motivo é a palavra que os investidores mais temem: incerteza. 1 – Analistas já contavam com esses R$ 17 bilhões para ajudar a fechar as contas públicas. Se o governo gasta o extra, o alívio fiscal desaparece. 2 – Para o mercado, não está claro como esse cálculo funcionará no dia a dia. Com o preço do barril oscilando, fica a dúvida se o imposto mudaria na mesma velocidade, o que pode virar um pesadelo logístico para os postos e distribuidoras. 3 – Com a proximidade das eleições, investidores temem que a medida seja mais política do que técnica, criando subsídios difíceis de retirar depois. Bottom-line: No início do mês, o governo federal já havia anunciado programas de incentivos fiscais para conter a alta dos combustíveis, com um custo estimado em R$ 30 bilhões.
Qualidade do biocombustível Be8 BeVant é atestada na Europa pela SGS

A SGS, empresa global de certificação de combustíveis e parceira técnica da Be8, validou a qualidade do biocombustível Be8 BeVant® em veículos na Europa. Amostras da solução brasileira foram comparadas, em laboratório, com 20 outros combustíveis do mesmo tipo. O resultado da análise foi divulgado no estande da Apex Brasil, na Hannover Messe 2026, pelo diretor de Transição Energética e Relações Institucionais da Be8, Camilo Adas, e pelo gerente de Negócios de Sustentabilidade da SGS, Heiko Sepulveda. “O Be8 BeVant® é a referência de padrão de qualidade entre todos os produtos avaliados”, disse o representante da SGS. Segundo Adas, o atual movimento de busca por alternativas renováveis no continente europeu dialoga com a experiência brasileira. “No passado, o Brasil também precisou encontrar novos caminhos e esse movimento volta a se repetir agora na Europa”, afirmou. Ele acrescentou que a transição energética deve ser plural, combinando rotas como hidrogênio e eletrificação com soluções já disponíveis. “É preciso vir para a Alemanha e trabalhar em parceria com as empresas locais”, disse. Descarbonização da Europa No estande da Siemens, Camilo Adas também participou como convidado do painel “Conectando o potencial renovável do Brasil às necessidades de descarbonização da Europa”, que reuniu executivos e especialistas para discutir sinergias entre o potencial energético brasileiro e as demandas europeias por descarbonização. Na plateia, estava o CEO da Siemens Brasil, Pablo Fava. Durante sua participação, Camilo destacou que o biocombustível é uma tecnologia acessível e já consolidada em termos de aplicação prática, afirmando que o Brasil acumula cerca de meia década de experiência com esse tipo de insumo em escala e uso contínuo. Segundo Camilo, o Brasil tem até três safras de grãos por ano e consegue gerar alimento e energia ao mesmo tempo. Biocombustível para substituir o diesel fóssil Na Hannover Messe, a Be8 apresentou o Be8 BeVant® como um biocombustível de aplicação direta capaz de substituir integralmente o diesel fóssil sem necessidade de adaptações em motores ou infraestrutura. No estande, um caminhão Mercedes-Benz Actros abastecido com o produto foi exibido após testes no campo de provas da Daimler Truck, em Wörth, na Alemanha. O veículo apresentou desempenho equivalente ao diesel convencional e potencial de redução de cerca de 99% das emissões de dióxido de carbono equivalente no conceito tanque a roda, reforçando a viabilidade do BeVant® como solução imediata para a descarbonização do transporte pesado. A iniciativa integra a estratégia da Be8 de expansão no mercado europeu com base em cooperação industrial, validação técnica e aplicação prática de soluções já disponíveis, posicionando o Be8 BeVant® como uma alternativa concreta na transição energética global. Sobre a Be8 A Be8 é uma empresa líder em produção de biodiesel com foco global em energias renováveis, implementa novas matrizes energéticas por meio de um ecossistema circular de inovação. Com foco em uma produção que garante um futuro com recursos naturais, fazendo entregas sustentáveis para as pessoas, os negócios e o planeta. É integrante da holding ECB Group e foi fundada em 2005. A sede da companhia fica em Passo Fundo (RS) e conta com escritórios administrativos em São Paulo (SP), em Cuiabá (MT), em Genebra, na Suíça e em Dubai (Emirados Árabes Unidos), responsáveis por comercializar a produção de Passo Fundo (RS), Marialva (PR), Nova Marilândia e Alto Araguaia (MT), Floriano (PI), Santo Antônio do Tauá (PA), La Paloma (Paraguai) e Domdidier (Suíça). Sobre a SGS A SGS é a empresa líder mundial em testes, inspeção e certificação. Operamos uma rede de mais de 2.500 laboratórios e instalações comerciais em 115 países, com o suporte de uma equipe de 99.500 profissionais dedicados. Com mais de 145 anos de excelência em serviços, combinamos a precisão e a exatidão que definem as empresas suíças para ajudar as organizações a atingir os mais altos padrões de qualidade, conformidade e sustentabilidade.
Vila Maria: Definida programação da 11ª Expovima

A Associação Comercial, Industrial, Serviços, Agropecuária e Turismo de Vila Maria – ACIVI, juntamente com a Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores e a empresa IMPACTUS, responsáveis pela realização da décima primeira edição da Expovima, já definiram a programação da multifeira que acontece de 08 a 10 de maio no Parque Municipal de Eventos de Vila Maria. Os visitantes tem acesso gratuito à Expovima e aos shows. Ao todo são 120 expositores nos mais diversos segmentos: comércio, indústria, serviços, agroindústrias, artesanato, turismo e gastronomia. A visitação aos estandes, acontece nas sexta-feira e sábado das 10:00 as 22:00, e no domingo, das 10:00 as 18:00. A praça de alimentação também abre as atividades as 10 da manhã e segue até o final dos shows à noite. Confira a programação do palco de shows: SEXTA DIA 08 14:00 – Encontro de Prefeitos e Vice-Prefeitos – ARCA14:00 – Encontro de Primeiras e Segundas Damas e Corte de Soberanas17:00 – Inauguração da Sede da ARCA- Assoc.da Região das Cascatas17:00 – Shobu-Kan – Escola de Karate18:30 – Cerimônia Abertura da Feira20:30 – Analuuh e Laura21:00 – Industria Musical23:30 – Paula Machado SÁBADO DIA 0910:00 – Projeto vem dançar11:00 – Gilson Matiasso e Banda13:00 – CTG Apresentação Invernadas14:00 – Matheus Lodi & Grupo16:00 – La Constancia18:00 – Alberi e Banda Dimensão20:00 – Banda Long Play22:00 – Adson e Alana DOMINGO DIA 1010:30 – Banda Ministério Adoração (Igreja Evangélica)12:00 – Cristiano Esberce14:00 – Caravana da Ilusão (apresentação circense)16:00 – Disco Trio18:30 – Guilherme Meca21:00 – Grupo Chocolate Créditos: Rádio Vila Maria FM
Polícia Civil deflagra operação contra o golpe do bilhete premiado e prende quatro suspeitos

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da 3ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, com apoio da 2ª Delegacia de Polícia de Passo Fundo, deflagrou nesta sexta-feira, dia 24 de abril, operação voltada ao combate do chamado “conto do bilhete premiado”, prática criminosa que tem vitimado, principalmente, pessoas em situação de vulnerabilidade. A ação resultou na prisão de quatro indivíduos suspeitos de integrarem organização criminosa especializada nesse tipo de estelionato. Durante a operação, também foi realizada a apreensão de um veículo utilizado pelos investigados para a prática dos delitos, reforçando os indícios de atuação estruturada e reiterada do grupo. As investigações apontam que os criminosos abordavam vítimas em via pública, simulando a posse de bilhete premiado de alto valor e, mediante ardil e manipulação psicológica, convenciam-nas a entregar quantias em dinheiro sob a promessa de divisão do suposto prêmio. Trata-se de golpe clássico, porém ainda recorrente, em razão da sofisticação das abordagens e da atuação coordenada dos autores. A integração entre as unidades policiais foi determinante para o êxito da operação, evidenciando a importância da cooperação interinstitucional no enfrentamento aos crimes patrimoniais. A Polícia Civil segue com as investigações, visando identificar outras possíveis vítimas e eventuais comparsas envolvidos no esquema. A instituição reforça o alerta à população quanto a esse tipo de golpe, orientando que situações envolvendo promessas de ganhos fáceis e abordagens por desconhecidos sejam tratadas com desconfiança, sendo fundamental o imediato acionamento das autoridades policiais. Polícia Civil do Rio Grande do Sul – Servir e Proteger
ECONOMIA: Os locadores estão fugindo da Receita Federal

Um estudo apontou que 85% dos locadores de imóveis residenciais alugados no Brasil cometem evasão fiscal, ou seja, os locadores deixam de formalizar e de pagar imposto para a Receita Federal. Apesar do termo complexo, ele nada mais significa do que aquele seu amigo que mora de aluguel no apartamento de um tio, ou aquele outro que tem um apartamento para alugar, mas só aceita inquilino que não exige contrato formal. Por que isso importa? Com esse tipo de infração, o Estado deixa de arrecadar R$ 65 bilhões, cerca de 0,5% do PIB. Isso é o equivalente a custear, por exemplo, cerca de 3,6 milhões de alunos por ano na rede pública de ensino. Ao mesmo tempo em que isso acontece, o aluguel foi a forma de moradia que mais cresceu no Brasil de 2000 a 2022, saltando de 14% para 22% — totalizando 16 milhões de domicílios. Na prática, isso significa que, se a evasão e o número de aluguéis continuarem crescendo, o Brasil estará deixando de arrecadar cada vez mais impostos. Para se ter ideia, das 27 capitais do país, 14 têm um índice de evasão fiscal superior a 90%. Manaus, Boa Vista, São Luís, Belém e Maceió puxam a fila, ficando bem próximas de 100%. Olhando para fora… Em países europeus e nos Estados Unidos, os números também são altos. Entre os americanos, a fatia não declarada representa 51% de toda a renda gerada com aluguéis. O estudo considera como evasão fiscal qualquer aluguel que não foi registrado no sistema oficial da Receita Federal. Ainda assim, é possível que parte desses locadores declarem esse ganho diretamente no Imposto de Renda.
MUNDO: O Irã está mesmo mais fragilizado?

“Seriamente fragmentado”. Foi assim que Donald Trump resumiu a atual situação do governo iraniano ao anunciar a extensão do cessar-fogo. Mas será que o presidente americano realmente tem razão? Na parte econômica, os números indicam que simAntes mesmo da guerra, a economia iraniana já vinha pressionada por sanções. Mas, depois do início do conflito, a crise se intensificou, chegando ao ponto do FMI projetar uma retração de 6,1% do PIB e inflação perto de 69% para este ano. No bolso da população, o impacto é ainda maior. A inflação de alimentos passou de 100%, com pão e cereais subindo cerca de 140% em um ano. Já a moeda local, o rial, perdeu 60% do seu valor. Já na política, a situação não é tão simples…Se a economia facilita a pressão de Trump, a política torna o acordo um pesadelo. Após a eliminação de figuras como o aiatolá Ali Khamenei, o poder em Teerã ficou mais pulverizado. Um grupo de autoridades disputa espaço enquanto o novo líder, Mojtaba Khamenei, deve usar uma prótese na perna e pode precisar de cirurgia plástica no rosto após ficar gravemente ferido nos primeiros ataques americanos. Na prática, ficou muito mais difícil para os EUA negociarem com um governo que, mesmo “disperso”, se mostra muito mais rígido em acordos com Washington. Enquanto isso, a guerra vai durando bem mais do que Trump gostaria, impactando não só os custos militares, mas também sua popularidade — que já caiu de 40% para 36% desde o início do conflito.
BRASIL: As principais notícias do início desta sexta-feira

Gilmar x Zema. A tensão entre os dois subiu de nível ontem. Ao ser perguntado sobre as sátiras postadas pelo mineiro a respeito do STF, Gilmar falou: “Imagine que nós comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Ou se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo?” Zema respondeu dizendo ser muito seguro sobre sua sexualidade e que nunca roubou nada na vida. Mais cedo, Gilmar já tinha dito que o ex-governador de Minas fala um “dialeto próximo do português, (…) uma língua lá do Timor-Leste”. Tira casaco, bota casaco. Após o STJ conceder habeas corpus, a Justiça Federal aceitou o pedido da Polícia Federal e decretou novamente a prisão preventiva de MC Ryan, MC Poze do Rodo e do criador da Choquei. A investigação indica que o grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão ligado a bets ilegais, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Poder em disputa. Douglas Ruas pediu ao STF para assumir imediatamente o governo estadual do RJ após ser eleito presidente da Alerj. Atualmente, o comando segue com o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, após a renúncia de Cláudio Castro e a dupla vacância no Executivo. De mal a pior. Os Correios fecharam 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, acumulando 14 trimestres consecutivos no vermelho. Grande parte do rombo (R$ 6,4 bilhões) veio de precatórios — ordens de pagamento emitidas por decisões do Judiciário. Conta de luz mais cara. A Aneel aprovou reajustes para oito distribuidoras de energia, com altas médias entre 5% e 15%. O impacto atinge mais de 22 milhões de unidades consumidoras e deve pressionar ainda mais o orçamento das famílias. Mais uma delação para a conta. Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, deseja sair da Papuda e ir para a sede da PF em Brasília. A intenção é negociar uma colaboração para as investigações do caso Master — mirando diminuir sua possível pena.
Colheita do milho se encaminha para o final no RS

A cultura do milho está em fase final de safra e a área colhida alcança 90% dos 803.019 hectares cultivados nesta Safra 2025/2026. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (23/04), houve avanço limitado das operações no período, em função da ocorrência de precipitações, sobretudo na Metade Sul, onde a umidade dos grãos se manteve elevada, e houve restrição do tráfego de máquinas. Restam por colher lavouras de milho implantadas em períodos intermediários e tardios, que se encontram em estádios reprodutivos ou em final de enchimento de grãos, beneficiadas pelas recorrentes chuvas desde meados de março, consolidando os componentes de rendimento médio estimado para o Estado em 7.424 kg/ha. A expectativa de produção total se mantém em 5.961.639 toneladas de milho nesta safra no RS. A qualidade dos grãos, de modo geral, é considerada satisfatória nas áreas de milho colhidas sob condições adequadas, embora a elevada umidade em períodos chuvosos tenha imposto restrições operacionais e maior cuidado no momento da colheita. Milho silagem – As lavouras de milho destinadas à silagem se encontram, em sua maioria, colhidas. As áreas remanescentes (safrinha) seguem em fase reprodutiva, com bom acúmulo de biomassa, favorecido pela umidade adequada do solo. A área colhida alcança cerca de 87%, porém o avanço ocorreu de forma limitada no período, devido à elevada umidade das plantas e do solo, associada às chuvas frequentes. Essa condição tem dificultado o corte e a eficiência de enchimento e compactação dos silos, e pode haver impactos à qualidade da fermentação do material ensilado. A estimativa da Emater/RS-Ascar indica área de 345.299 hectares, e produtividade média de 37.840 kg/ha. Enquanto o milho vem sido colhido de forma escalonada, de 3 a 5% na semana, a soja tem a colheita concentrada e avança para o terço final, condicionada a janelas de tempo firme. A chuva atrapalhou um pouco, mas os produtores gaúchos aceleraram a colheita nos períodos de tempo seco e atinge 68% da área cultivada no RS, que é de 6.624.988 hectares. Soja – A colheita da soja apresenta avanço significativo, mesmo condicionada às precipitações mais concentradas na Metade Sul, e irregulares no restante do Estado. As chuvas, mesmo desiguais, impuseram um ritmo mais lento na operação, e foram necessárias readequações para viabilizar a atividade, especialmente no aumento de número de máquinas colhedoras e ampliação de jornadas nas janelas de tempo firme. De modo geral, observa-se elevada variabilidade produtiva, como reflexo da distribuição irregular das precipitações ao longo do ciclo, principalmente durante o enchimento de grãos, quando episódios de déficit hídrico, associados a temperaturas elevadas, comprometeram o potencial produtivo. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha. Feijão 1ª safra – A colheita está encerrando, com rendimentos próximos das expectativas iniciais na maior parte das regiões produtoras. Na Região dos Campos de Cima da Serra, onde se concentra a maior produção estadual, a colheita está praticamente concluída, restando apenas áreas pontuais com cultivares tardias. Na região, a produtividade média não deve superar 1.200 kg/ha, ficando aquém do esperado. Há expressiva diferença de desempenho entre sistemas de cultivo: áreas irrigadas alcançaram até 2.800 kg/ha; lavouras de sequeiro variaram entre 900 e 1.200 kg/ha, demonstrando o impacto das condições hídricas sobre o resultado final da safra. Essa redução deve influenciar negativamente o resultado estadual, estimado em 1.781 kg/ha pela Emater/RS-Ascar. A área cultivada com feijão 1ª safra está estimada em 23.029 hectares no Estado. Feijão 2ª safra – As lavouras da segunda safra se encontram em fase reprodutiva avançada de enchimento de grãos e início de maturação, e há pequena proporção colhida. O desenvolvimento da cultura tem sido favorecido pela boa disponibilidade hídrica e pelas temperaturas amenas. As plantas apresentam desenvolvimento vegetativo e reprodutivo satisfatórios, além de formação de vagens e enchimento de grãos ideais, mantendo o bom potencial produtivo. A Emater/RS-Ascar projeta área de 11.690 hectares, e produtividade média de 1.401 kg/ha. Arroz – A colheita das lavouras de arroz irrigado no RS supera 88%, embora o avanço das operações tenha sido condicionado pelas precipitações recorrentes no período. As chuvas, mesmo em volumes moderados, associadas a períodos de elevada umidade relativa e de garoa, mantiveram o teor de umidade dos grãos elevado, restringindo o ritmo de colheita e exigindo maior seletividade nas janelas operacionais. As áreas remanescentes estão em estádios finais do ciclo (maduras e prontas para colheita). De modo geral, o desempenho produtivo das lavouras de arroz está satisfatório, sustentado por condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo, apesar das variações localizadas decorrentes de fatores operacionais e de problemas pontuais de manejo. A qualidade dos grãos está adequada, com bom rendimento industrial. A área cultivada nesta safra, segundo o Instituto Riograndense do Arroz (Irga), é de 891.908 hectares e a produtividade projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 kg/ha. Foto: Vanessa Almeida de Moraes, em Coxilha – foto Arquivo Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues
EDUCAÇÃO: Greve atinge mais de 50 universidades federais no Brasil

O governo e os funcionários das universidades estão em pé de guerra. Uma paralisação de servidores já atinge pelo menos 53 universidades federais em todas as regiões do país. Entre as instituições afetadas estão a Universidade Federal do Rio de Janeiro, considerada a maior federal do país, e a Universidade Federal de São Paulo. A adesão, no entanto, não ocorre de forma uniforme: enquanto algumas universidades enfrentam paralisações mais amplas, outras registram adesão parcial, como é o caso da Universidade Federal do Rio Grande do Norte onde cerca de 10% dos servidores aderiram ao movimento. Já no Ceará as universidades federais não aderiram. A greve está mantida nas federais de Roraima, Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Oeste do Pará, Maranhão, Piauí, Paraíba, Campina Grande, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Recôncavo da Bahia, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Grande Dourados, Mato Grosso do Sul, Uberlândia, Triângulo Mineiro, Juiz de Fora, Viçosa, Lavras, Ouro Preto, São João Del Rey, Alfenas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Fluminense, campus de Itabira da Universidade Federal de Itajubá, São Paulo, ABC, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande, Pelotas, Santa Maria, Pampa, Minas Gerais, Fronteira do Sul, Alagoas, da Integração Latino-Americana e do Estado do Rio de Janeiro, além das rurais de Pernambuco, Semi-Árido e Rio de Janeiro. O motivo da greve chama-se Reconhecimento de Saberes e Competências (ou RSC). Na prática, é um bônus no salário para servidores com experiência, mas sem diploma de doutorado. O governo já aprovou a lei, mas o decreto ainda não foi assinado. Os pontos reivindicados foram acordados em 2024. A categoria também reivindica a implementação de jornada de 30 horas semanais para todos os servidores, além de ajustes na estrutura de cargos e salários e maior participação nos processos internos das universidades. Embora as aulas continuem na maioria das instituições, o movimento tem afetado desde a emissão de diplomas até o funcionamento de hospitais universitários. O governo anunciou que as mudanças entram na folha de pagamento ainda deste mês. O MEC afirma respeitar o direito de greve e diz seguir em diálogo com os servidores, destacando que as tratativas continuam dentro dos cronogramas legais e administrativos.
O que muda com a lei que vai impedir jovens de fumar para sempre no Reino Unido?

Já imaginou uma geração inteira que não teve acesso ao cigarro? É isso que o Reino Unido quer fazer. Nesta terça-feira, o parlamento aprovou a lei que proíbe todos os nascidos a partir de 2008 de comprar cigarro – mesmo depois da maioridade. De acordo com o Departamento de Saúde do país, a meta é uma geração inteira de não fumantes. Uma proibição radical, que é considerada uma das mais ambiciosas do mundo no combate ao tabagismo. O projeto marca uma mudança histórica na política sobre cigarros no país: nos últimos anos, o Reino Unido chegou a estimular o uso de cigarros eletrônicos como estratégia de redução de danos para fumantes adultos. No entanto, com o aumento do uso entre jovens, sinais de dependência precoce de nicotina e preocupações com efeitos à saúde, o país passou a rever essa abordagem e agora endurece o cerco contra o fumo. Como funciona a leiA regra é simples, mas com efeito duradouro: a idade mínima para comprar cigarro vai subir ano a ano. Na prática, isso significa que pessoas nascidas a partir de 1º de janeiro de 2009 nunca poderão comprar cigarro legalmente ao longo da vida. Hoje, essas pessoas ainda são adolescentes. No entanto, mesmo quando se tornarem adultas, elas vão seguir impedidas de comprar cigarros e qualquer produto que tenha tabaco. A medida cria o que especialistas chamam de “proibição geracional”, porque atinge grupos específicos para sempre, e não apenas por faixa etária temporária. Por que o governo decidiu fazer issoO objetivo principal é impedir que jovens comecem a fumar. Segundo o governo britânico, o tabagismo ainda é uma das principais causas evitáveis de morte no país, com cerca de: 64 mil mortes por ano na Inglaterra 400 mil internações hospitalares custo de cerca de 3 bilhões de libras por ano ao sistema de saúdeA aposta é que, ao impedir o acesso desde cedo, menos pessoas se tornarão dependentes de nicotina. Com isso, reduzir impactos na saúde e nos gastos públicos no longo prazo. O que muda para os cigarros eletrônicosA nova lei também endurece as regras para os cigarros eletrônicos, que vinham sendo tratados de forma diferente nos últimos anos. No Reino Unido, esses dispositivos chegaram a ser estimulados como estratégia de redução de danos para fumantes adultos — uma alternativa ao cigarro tradicional. Mas esse cenário mudou quando as autoridades de saúde perceberam: o aumento do uso entre jovens o risco de dependência precoce de nicotina relatos de problemas de saúde associados ao uso, incluindo mortes precocesHoje, a venda desse tipo de produto é proibido para menores de 18 anos, restrições à publicidade e à exposição nos pontos de venda, por exemplo. Agora, a medida também impede a venda de cigarros eletrônicas de forma vitalícia para os nascidos depois de 2008. Fonte: G1
Cigarrinha-do-milho causa prejuízo de 25,8 bilhões de dólares ao País em quatro anos

A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), considerada a principal praga da cultura, tem provocado prejuízos bilionários à produção nacional. Um estudo inédito quantificou o impacto econômico dos enfezamentos do milho na produção nacional. Entre 2020 e 2024, o Brasil perdeu uma média de 22,7% de sua safra de milho anualmente devido a essas doenças, cujos patógenos são transmitidos por aquele inseto-vetor, gerando um prejuízo de cerca de 6,5 bilhões de dólares anuais. Ao longo das quatro safras avaliadas, o montante acumulado de perdas financeiras atingiu a marca de 25,8 bilhões de dólares, uma vez que cerca de 2 bilhões de sacas de 60 quilos deixaram de ser produzidas. Para se chegar a esses resultados foram analisados dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) referentes às séries históricas de produtividade, produção de grãos e área plantada de milho desde 1976 e estimadas as perdas econômicas associadas aos enfezamentos nas principais regiões produtoras do grão no Brasil. As conclusões foram publicadas na revista internacional Crop Protection e detalham como os enfezamentos e a cigarrinha-do-milho passaram de um problema secundário para o maior desafio sanitário do sistema produtivo de milho no Brasil das últimas décadas. O estudo foi conduzido pela Embrapa Cerrados (DF), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Radiografia dos prejuízos Além de dados estatísticos, os pesquisadores utilizaram informações coletadas pelo projeto Campo Futuro, iniciativa da CNA e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Os levantamentos foram conduzidos em 34 municípios representativos das principais regiões produtoras do Brasil e reuniram produtores rurais e especialistas. Por consenso técnico, eles identificaram e estimaram as perdas associadas à cigarrinha-do-milho e ao complexo de enfezamentos em cada município e safra. Na primeira safra analisada (2020/2021), o impacto foi maior – 28,9% de perda na produção. Na safra 2023/2024, houve redução no índice – 16,7%. Já o gasto com aplicação de inseticidas para controle da cigarrinha subiu 19% nessas quatro safras, superando nove dólares por hectare, o que elevou significativamente o custo de produção para o agricultor. “Os resultados indicam que os enfezamentos do milho levaram a uma perda média de 31,8 milhões de toneladas por ano”, aponta Charles Oliveira, pesquisador da Embrapa Cerrados e autor do estudo. Em cerca de 80% das localidades avaliadas, a cigarrinha ou os enfezamentos foram apontados como fator central para a queda de produtividade. Larissa Mouro, coordenadora do Campo Futuro, enfatiza a importância do estudo para o setor produtivo: “Esse histórico permitiu gerar uma estimativa econômica consistente e com abrangência nacional”. A ameaça dos enfezamentos O Brasil é o terceiro maior produtor mundial do grão e um dos principais exportadores. A estimativa para a safra 2025/2026 é de uma produção de 138,4 milhões de toneladas, segundo dados da Conab, e um valor de produção de cerca de 30 bilhões de dólares. Atualmente, os dois tipos de enfezamentos – o pálido (Spiroplasma kunkelii) e o vermelho (“Candidatus” Phytoplasma asteris) – são a maior ameaça fitossanitária à produção brasileira do grão. As duas doenças são causadas pela cigarrinha-do-milho, que também transmite os vírus do mosaico-estriado e da risca do milho. De acordo com o pesquisador da Embrapa, o problema é agravado por não haver tratamento preventivo para essas doenças, que podem ocasionar a perda total, principalmente de lavouras cultivadas com híbridos suscetíveis. Embora os patógenos sejam conhecidos desde a década de 1970, surtos epidêmicos tornaram-se frequentes a partir de 2015. “Mudanças no sistema de produção ocorridas nas últimas décadas, como a expansão da safrinha e o cultivo de milho durante quase todo o ano, criou um cenário favorável para a sobrevivência da cigarrinha e dos microrganismos”, detalha Oliveira. Para Tiago Pereira, assessor técnico da CNA, a cigarrinha deixou de ser um problema localizado: “Estamos falando de perdas que impactam diretamente a renda do produtor, a estabilidade produtiva e a competitividade do País. O diferencial desse estudo é transformar essa percepção recorrente em números, com base científica”. Fonte: Embrapa
Entenda o projeto que pode mudar placas de veículos no Brasil

Um projeto de lei quer recolocar nomes de estado e município nas placas dos veículos, além da bandeira da unidade da federação. A matéria foi aprovada na terça-feira (14) na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para o autor do projeto, senador Esperidião Amin (PP-SC), a medida pode ajudar autoridades a identificar a origem dos veículos em casos de infrações, furtos e roubos. O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), afirmou que a mudança pode reforçar o senso de pertencimento regional e facilitar a identificação de veículos “de fora”. O Rio de Janeiro já tentou incluir a bandeira do estado na placa, na época da implantação em 2018, mas a mudança foi considerada inviável e barrada pelo ministério. ➡️ O que mudaVolta do nome do estado e do município nas placasInclusão da bandeira da unidade da federação ➡️ O que diz quem defende a propostaSegundo o autor do projeto, a identificação pode ajudar autoridades de trânsito e policiais a identificarem com facilidade a origem de um veículo em casos de infrações furtos, roubos e outros crimes envolvendo veículos. O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), argumentou que a medida pode resgatar o significado cultural e identitário das placas, reforçando o senso de pertencimento regional. O deputado federal Hugo Leal esclareceu que o PL não obriga a troca de placa de nenhum veículo já emplacado e, portanto, não gera novos custos para os proprietários. Conforme o Art. 2º do PL, a mudança valerá apenas para novos emplacamentos realizados após a entrada em vigor da lei. ➡️ Como é a placa do Mercosul A placa padrão Mercosul passou a ser obrigatória no Brasil no início de 2020 e, além de tirar o estado e o município do veículo, trouxe mudanças como: combinação de letras e números em um novo formato; aumento da quantidade de combinações possíveis; uso de QR Code para consulta de dados; À época da implementação, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) justificou a mudança afirmando que o sistema antigo estava próximo de atingir seu limite de combinações possíveis. Com o novo formato alfanumérico da placa Mercosul, a capacidade foi expandida para cerca de 450 milhões de combinações. Fonte: g1
E se vier outra enchente? Municípios e especialistas debatem acesso a alimentos durante tragédias climáticas

Um levantamento feito com os 18 municípios mais afetados pela enchente de 2024 no Rio Grande do Sul mostrou que apenas quatro têm planos que integram a agenda de segurança alimentar e nutricional à da mudança do clima. Uma dificuldade que muitos municípios enfrentam em eventos climáticos extremos é garantir a segurança alimentar da população. Como manter o abastecimento em abrigos, hospitais e escolas em uma cidade afetada pelas cheias? O mesmo levantamento mostrou que apenas metade dos 18 municípios têm orçamento para políticas climáticas e só um terço tem planos de mitigação ou adaptação climática. Esses dados serão apresentados no II Seminário da Estratégia Alimenta Cidades Rio Grande do Sul, que acontece no dia 23 de abril, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). A ideia é que a experiência destes municípios seja usada para preparar estas e outras cidades, caso um novo desastre climático aconteça. “O objetivo é discutir as ações que os municípios irão realizar nos próximos anos com relação ao fortalecimento da agenda alimentar urbana, com foco nas mudanças climáticas”, afirma a coordenadora do projeto, Raquel Canuto. No evento, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) deve apresentar aos gestores municipais um cardápio de políticas, programas e ações que podem ser implementados pelos municípios. Também participam representantes dos ministérios das Cidades, Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. O Clínicas é parceiro do MDS e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na iniciativa. Fonte: HCPA
Super El Niño pode ser o mais forte em 140 anos e elevar calor até 2027

Uma nova atualização da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aponta uma probabilidade de 62% de que o El Niño surja em maio, com possibilidade de se tornar um “Super El Niño” entre novembro deste ano e janeiro de 2027. As condições atuais são de fim do La Niña para um “padrão neutro”. Caso se confirme, o fenômeno pode quebrar recordes de temperatura em 2027 e gerar uma série de eventos climáticos extremos, desde tempestades intensas a secas extremas, a depender da região do mundo. Problemas que serão agravados pelas mudanças do clima, causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento incomum das águas superficiais do Oceano Pacífico na região da linha do Equador, lembra a CNN Brasil. No Brasil, ele coloca norte e sul do país em polos contrários: enquanto as regiões Norte e Nordeste se tornam mais secas, com possibilidade de quebra de safras e insegurança hídrica, na região Sul aumentam os riscos para enchentes. Além das ondas de calor que podem atingir todo o território, o Sudeste e o Centro-Oeste podem sofrer com chuvas irregulares. As chances de um Super El Niño são de 25%, com possibilidade das temperaturas da superfície do mar aumentarem até 2°C. Professor de Ciências Atmosféricas e Ambientais da Universidade de Albany, Paul Roundy avaliou nesta semana que havia um “potencial real” para o El Niño mais forte dos últimos 140 anos. Cientistas da NOAA ressaltam, porém, que as previsões da primavera no Hemisfério Norte não são muito nítidas, devido às transições naturais que acontecem nesta época do ano. Além disso, especialistas salientam que as leituras tendem a ser mais distorcidas, devido à crescente concentração de gases do efeito estufa na atmosfera. “Temos esta tendência subjacente de aquecimento que faz com que os El Niños pareçam maiores do que realmente são, e que os La Niñas pareçam menores do que realmente são, porque tudo está ficando mais quente”, ressaltou Joel Lisonbee, cientista associado sênior do Instituto Cooperativo de Pesquisa da Universidade do Colorado no Guardian. “A comunidade da OMM [Organização Meteorológica Mundial] estará monitorando atentamente as condições nos próximos meses para embasar a tomada de decisões. O El Niño mais recente, em 2023-24, foi um dos cinco mais fortes já registrados e desempenhou papel importante nas temperaturas globais recordes que vimos em 2024”, disse a secretária-geral da entidade, Celeste Saulo. Ela ressaltou que as previsões para El Niño e La Niña ajudam a evitar milhões de dólares em perdas econômicas e são ferramentas essenciais de planejamento para setores sensíveis ao clima, como agricultura, saúde, energia e gestão de recursos hídricos. “Elas também são uma parte fundamental da inteligência climática fornecida pela OMM para apoiar operações humanitárias e gestão de riscos de desastres, salvando assim vidas”, disse Celeste. Por aqui, a possibilidade de seca na Região Norte já é vista com preocupação no Pará, explica o Pará Terra Boa. Um relatório divulgado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) informou que brigadistas temporários foram contratados para ação de prevenção a incêndios florestais. No Sudeste, a chance de um super El Niño coloca em alerta o abastecimento de água na Grande São Paulo. Em especial o Sistema Cantareira, que opera com cerca de 51,5% de sua capacidade, ante 58,6% em igual período de 2025, informam O Cafezinho e Metrópoles. Um levantamento do Observatório do Clima (OC) mostrou que o Brasil tem quase 1,6 mil municípios em vulnerabilidade climática e fiscal. Os piores indicadores estão na região Norte. Fonte: www.ihu.unisinos.br
ECONOMIA: A taxação sobre dividendos ainda não teve o efeito esperado

Pela primeira vez, os números da Receita Federal sobre a arrecadação do novo impostos sobre dividendos foram divulgados. Pelo visto, por enquanto, o efeito esperado pelo governo na arrecadação ainda não apareceu. Vamos aos números: Em janeiro e fevereiro, a cobrança da alíquota de 10% na fonte sobre dividendos acima de R$ 50 mil pagos por empresas às pessoas físicas rendeu R$ 121,7 milhões aos cofres públicos. A expectativa da Receita é — e continua sendo — uma arrecadação de R$ 30 bilhões para este ano. A ideia é que esse montante compense a isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil por mês, também criada pelo governo. Por que isso importa? A União enfrenta uma questão fiscal, com um rápido crescimento da dívida pública, que já beira os R$ 9 trilhões, enquanto os gastos públicos continuam superando a arrecadação federal — o déficit foi de R$ 61,7 bilhões no ano passado. Na visão de Lula, um dos caminhos para aumentar a arrecadação e equilibrar as contas é taxando os “super-ricos”. Mas esses dados indicam a dificuldade de arrecadar sobre esse grupo, que tende a “driblar” e fugir de impostos. Tanto que muitos empresários anteciparam a saída de dividendos para dezembro, evitando o impacto da tributação. Algumas empresas, inclusive, já anteciparam saída de dividendos até 2028 a seus acionistas. Por outro lado, isso também indica que a efetividade da medida deve aumentar até o final do ano, uma vez que os números desses primeiros meses não representam a realidade de médio/longo prazo da nova lei. Resumindo: Os números não significam que é impossível taxar, e que a medida não vai ter efeito. No entanto, a projeção de R$ 30 bilhões já para 2026 ainda parece muito distante perto do que os dois primeiros meses do ano mostraram.
BRASIL: Um giro pelas principais manchetes do país hoje

Só a ponta do iceberg? A Polícia Federal analisou dois terços de apenas um celular de Daniel Vorcaro. Outros sete aparelhos aguardam na fila para a averiguação dos policiais, sendo que alguns a PF ainda nem conseguiu desbloquear. A expectativa é que a PF exija a senha dos aparelhos no acordo de delação. Hannover, Alemanha. O presidente Lula chegou à Alemanha para participar da maior feira industrial do mundo e assinar parcerias comerciais e de inovação — estão previstos 10 acordos em diferentes áreas. Lula foi recebido pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, com quem teve uma agenda fechada ontem. Substituição de motores. A montadora chinesa Omoda & Jaecoo, que é do Grupo Chery, vai assumir a fábrica da Jaguar Land Rover no estado do Rio de Janeiro. Os britânicos estão de saída do Brasil e vão abrir mão do que foi a primeira fábrica do grupo fora do Reino Unido. “Fornecedores do narcotráfico”: Um relatório do Departamento de Estado do governo Trump aponta o Brasil como um dos principais fornecedores de insumos para produção de drogas do mundo. Também são citados na lista China, Venezuela, Coreia do Norte, Colômbia, Índia, México, Bolívia, Afeganistão e Tailândia.
Marau: Cartório Eleitoral terá horário especial de atendimento neste sábado, 25 de abril

O Cartório Eleitoral de Marau terá atendimento especial neste sábado, dia 25 de abril e, ainda de 1º a 3 de maio. A ação antecede o fechamento do cadastro eleitoral, previsto para 6 de maio. A iniciativa busca ampliar o acesso da população aos serviços eleitorais, evitando filas comuns em anos de eleição e atendendo especialmente eleitores que não conseguem comparecer ao Cartório em horário comercial, além de incentivar o cadastramento biométrico. Durante os dias de mutirão, serão ofertados serviços como emissão do primeiro título, atualização cadastral, transferência de domicílio eleitoral, alteração de local de votação, regularização de pendências e coleta de dados biométricos. Importante destacar que a situação irregular do título eleitoral pode acarretar restrições relevantes, como impedimentos para emissão de passaporte, matrícula em instituições de ensino e posse em cargos públicos, além do rebaixamento da conta GOV.BR, o que prejudica o acesso a benefícios governamentais e a serviços do INSS. Para o atendimento, é necessário apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência atualizado. O atendimento será das 12h às 17h. No dia 28 de março quando foi realizado o primeiro horário especial o Cartório Eleitoral de Marau registrou 26 atendimentos.
Polícia Civil deflagra Operação “Bagagem Oculta – 4ª Fase” em Marau

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Marau, com apoio da Brigada Militar, através do 3º Esquadrão de Marau e do 3º BPChoque de Passo Fundo, deflagrou, na manhã desta sexta-feira, a Operação Bagagem Oculta – 4ª Fase, voltada ao cumprimento de mandados de busca e de prisão no âmbito de investigação relacionada ao tráfico de drogas. A primeira fase da ofensiva teve início em agosto de 2025. Durante o cumprimento das ordens judiciais, realizado nos bairros São Cristóvão e Santa Helena, em Marau, bem como no município de Nicolau Vergueiro, os policiais localizaram munições de diversos calibres, inclusive de uso restrito, além de porção de droga, resultando na prisão em flagrante de um suspeito. Também foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva por tráfico de drogas. A ação desta sexta-feira resultou em três prisões. Com isso, somadas todas as fases da Operação Bagagem Oculta, a atuação policial já alcança o total de 19 prisões. A ofensiva mobilizou 26 policiais civis e militares, com o emprego de sete viaturas, evidenciando a integração e a capacidade de resposta das forças de segurança no combate à criminalidade. A atuação conjunta reafirma o comprometimento das instituições com o enfrentamento firme e permanente aos crimes graves, especialmente ao tráfico de drogas, aos delitos contra a vida e à criminalidade organizada, levando à responsabilização de investigados e ao fortalecimento da segurança pública na região.
