A vacinação é uma intervenção de elevado benefício em relação ao seu custo, pois tem contribuído para o avanço no caminho para a conquista da erradicação da poliomielite e no alcance da eliminação de doenças como a rubéola e a síndrome da rubéola congênita (SRC), além de prevenir e controlar outras doenças imunopreveníveis.
O Ministério da Saúde realiza, entre 8 de agosto e 9 de setembro, mais uma edição da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e da Campanha Nacional de Multivacinação. O Dia D de divulgação e mobilização nacional será em 20 de agosto, mas estados e municípios têm autonomia para estipular datas adicionais.
Serão vacinadas contra a pólio as crianças menores de 5 anos. O objetivo é alcançar no mínimo 11.572.563 de indivíduos nessa faixa etária. Já para a atualização das vacinas de rotina de forma geral, o público-alvo são os menores de 15 anos. Em ambos os casos, não há necessidade de guardar intervalo em relação à vacina contra a covid-19.
A estratégia de vacinação contra poliomielite é um grande desafio para os países frente ao processo de erradicação do poliovírus. Nos mais de 30 anos do esforço global de erradicação, com seu início em 1988, vários progressos têm sido alcançados. O Brasil não detecta casos desde 1990. No entanto, desde 2015 tem sido detectada uma progressiva queda das coberturas vacinais para poliomielite.
Esta situação contribuiu na classificação do Brasil como País de alto risco para a poliomielite segundo o relatório de 2021 da Comissão Regional de Certificação (CRC). Essa classificação tem como base os dados anuais monitorados e apresentados pelo país referente a VEPFA, vacinação e contenção laboratorial.
Os resultados mostram que o País apresenta aproximadamente 84% dos municípios classificados como de “alto risco” e “muito alto risco” para pólio.
Desta forma, o Brasil se encontra entre aqueles países que apresentam maior risco para reintrodução do PVS e surgimento do PVDV. As análises foram realizadas nos três níveis de gestão (nacional, estadual e municipal) para identificar e direcionar as ações necessárias para mitigar o risco de reemergência da poliomielite.
