O feriado da Independência virou palco de mobilizações simultâneas em pelo menos 15 cidades, em um 7 de Setembro marcado pelo confronto entre Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal.
- A Avenida Paulista, em São Paulo, recebeu o ato de maior porte, convocado pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), sob os lemas “Fora Lula, Fora Moraes” e “É agora ou nunca”.
- Fora de SP, protestos também ocorreram no Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, todos com discursos contra o presidente Lula e contra Moraes — repetindo o padrão dos últimos três anos, em que a data se consolidou como termômetro político da oposição.
Por que isso importa? Com a eleição presidencial se aproximando, o tamanho e o tom dos atos deste ano foram usados por ambos os lados como indicador de força política a menos de um mês do primeiro turno.
O ato ganhou fôlego extra depois que o ministro André Mendonça derrubou o sigilo de mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. Cartazes e faixas na Paulista pediam o impeachment de Moraes e citavam presos do 8 de Janeiro.
Caravanas de manifestantes de esquerda também tentaram se aproximar da concentração na Paulista, mas foram dispersadas pela Polícia Militar com bombas de efeito moral. Confira aqui algumas imagens.
Enquanto isso, em Brasília… O presidente participou do desfile cívico-militar oficial, ao lado do presidente do STF, Edson Fachin, e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Lá, ele discursou por cerca de 3 minutos, associando a defesa dos recursos naturais à autonomia do país.
AINDA EM BRASIL: Na nova pesquisa Quaest, em um 2o turno entre Lula e Flávio os dois aparecem com 41%. Na Quaest anterior, Lula tinha 42% e Flávio 41%. Além disso, a aprovação do governo caiu de 45% para 43%, enquanto a desaprovação subiu de 48% para 50%.
