Nos dois primeiros meses de 2025, as estatais brasileiras acumularam um déficit de R$ 707 milhões — número 39,5% menor que o registrado no mesmo período de 2024. Os dados foram divulgados pelo Banco Central do Brasil.
O levantamento do Banco Central considera todas as estatais do país, com exceção das empresas financeiras, como o Banco do Brasil e Caixa, e a Petrobras. A autoridade monetária apura o resultado fiscal seguindo a metodologia conhecida por economistas como “abaixo da linha”, que é diferente do cálculo do Tesouro Nacional, que é “acima da linha”.
O rombo foi puxado pelas empresas controladas pela União, que somaram R$ 989 mi de saldo negativo. Já estados e municípios apresentaram superávit e estabilidade, respectivamente, amenizando o resultado geral.
Apesar do déficit, o governo afirma que os gastos seguem dentro do planejamento e são sustentáveis, com foco em investimentos estratégicos e uso de reservas acumuladas.
Ainda assim, especialistas seguem em alerta: despesas fixas altas e dependência de transferências podem pressionar as contas, exigindo mais eficiência e controle fiscal.
Confira os dados no https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticasfiscais
