O clima voltou a esquentar em Brasília. O ministro André Mendonça determinou que Davi Alcolumbre leia, em até 48h, o pedido de prorrogação da CPMI do INSS.
A princípio, ela se encerraria no próximo sábado, mas o ministro acatou o pedido da oposição de estender. A ideia é defendida principalmente para que se chegue a mais conclusões a partir das investigações realizadas.
Até porque, agora, começaram a aparecer conexões de Daniel Vorcaro e do caso Master com todo o caso do desvio de verbas de aposentadorias do INSS.
O impacto do outro lado: Na prática, a decisão tira da presidência do Congresso o controle sobre o timing da comissão, algo que Alcolumbre considera uma interferência direta.
Nos bastidores, o senador foi pego de surpresa. Ele não esperava que Mendonça atendesse ao pedido da cúpula da CPMI e interferisse em uma prerrogativa que considera ser apenas do Congresso.
Esse não é o primeiro atrito entre os dois. Alcolumbre foi peça-chave no atraso da indicação de Mendonça ao STF, que levou o recorde de 142 dias para ser aprovada. Agora, aliados do senador tratam o episódio como um possível “troco”.
“Bom, e de quem vai ser a palavra final?”. A decisão ficará a cargo do STF. Amanhã, o tribunal votará sobre a prorrogação dos trabalhos da comissão.
Enquanto Legislativo e Judiciário disputam espaço, o Planalto acompanha de longe, e sem interesse na continuidade da comissão. A visão é de que isso pode gerar desgaste político às vésperas das eleições, especialmente após investigações citarem nomes ligados ao PT, como o filho de Lula.
