No último sábado, o Datafolha divulgou sua mais recente pesquisa eleitoral para a disputa à Presidência da República — e os resultados não foram tão bons para Lula.
O atual comandante da República teve uma avaliação negativa de 40% dos entrevistados, enquanto apenas 29% consideram seu governo positivo.
A percepção dos leitores têm se refletido nas intenções de voto: Nos cenários de 2° turno, Lula aparece tecnicamente empatado com Flávio, Zema e também com Caiado.
Mas o ponto curioso está aqui
O que poucos destacam é como a Gen Z (nascida entre 1997 e 2010) tem “largado a mão” de Lula. Na pesquisa, o presidente apresenta cerca de 40% das intenções de voto dos jovens de 16 a 24 anos. Na mesma época há 4 anos, esse número era de 62%.
- Uma pesquisa recente da Atlas/Intel ainda indicou que quase 73% daqueles que possuem entre 16 e 24 anos desaprovam o governo Lula.
Por que isso importa: Os jovens representam cerca de 14% do eleitorado brasileiro. Mas, mais do que isso, sempre foram uma base importante para a esquerda — principalmente de Lula. Só que a situação parece ter mudado…
Alguns fatores podem ter afastado o presidente das gerações mais novas, como:
- Falta de representatividade dos mais jovens no PT, que possui uma bancada na Câmara com média de idade próxima a 60 anos.
- Ascensão de nomes de direita nas redes sociais, com linguagem que conversa mais com o perfil da nova geração.
Desemprego da população entre 16 e 24 anos, que atingiu 11,4%, valor bem acima dos 5,1% da média nacional.
Tentando reverter o cenário, nos últimos dias, o PT investiu quase R$ 400 mil em impulsionamento de posts no Instagram e Facebook. Do ano passado para cá, o partido desembolsou +R$ 2 milhões com artistas e influencers para promover programas do governo.
