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Vila Maria FM

BRASIL: IBGE divulga mapa com Pará no centro do mundo para a COP30

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira, 11, uma nova versão do mapa-múndi, com o estado do Pará no centro do planeta, como forma de valorizar a COP30, evento mundial que está acontecendo em Belém para debater o combate às mudanças climáticas. O mapa está invertido ao que normalmente é mostrado, com o hemisfério sul na parte de cima e o hemisfério norte na parte de baixo. Em postagem nas redes sociais, o IBGE “afirma que é uma forma de valorizar Belém como capital simbólica do Brasil durante a COP, no mês em que o compromisso de construir uma transição ecológica justa e sustentável ganha destaque”. A representação também demarca o território do Brasil, da Amazônia, dos outros países que tem partes da maior floresta tropical do planeta e a “Amazônia Azul”, a região do Oceano Atlântico que se projeta a partir do litoral até o limite exterior da Plataforma Continental brasileira, de exploração econômica exclusiva do Brasil. A COP em Belém é a trigésima edição da “Conferência entre as Partes”, evento anual realizado pela Organização das Nações Unidas para debater o combate às mudanças climáticas. O principal objetivo é chegar a acordos entre todos os países para evitar o aumento na temperatura média da terra em 1,5ºC em relação à média de antes do início da revolução industrial. É a primeira vez que uma COP ocorre no Brasil. Em 2024, o IBGE havia publicado uma versão do mapa-múndi com o Brasil no centro, em versão atualizada do Atlas Geográfico Escolar. Na ocasião, a mudança gerou polêmica, com acusações nas redes sociais de que refletiria uma visão ideológica do ensino de geografia. O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, defendeu a decisão de colocar o Brasil no centro após as reações. “A centralidade dos países do Norte Global nas projeções cartográficas é expressão do projeto eurocentrista de modernidade Ocidental. A emergência do Sul Global acompanha o reposicionamento do Brasil no mapa-múndi”, disse, nas redes sociais. Tecnicamente, tanto o mapa com Belém no centro como o do Brasil são tão corretos quanto possível para representar uma superfície real que é esférica numa imagem plana. No espaço, não existe em cima e embaixo, portanto, os hemisférios norte e sul foram definidos apenas por convenção, enquanto qualquer lugar pode ser considerado o centro – outros países, como Austrália e Nova Zelândia também fazem mapas nos quais seus territórios aparecem no centro.

PF apura crimes em licitações e lavagem de capitais com recursos públicos federais

A OPERAÇÃO LAMAÇAL, com apoio da CGU, contou com o cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de 10 veículos e do bloqueio de ativos de até R$ 4,5 milhões A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria Geral da União (CGU), deflagrou, na manhã desta terça-feira (11/11), a Operação Lamaçal. O objetivo é apurar o cometimento de crimes contra a Administração Pública e lavagem de capitais oriundos do desvio de recursos públicos federais do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) repassados à administração municipal de Lajeado/RS, em razão das enchentes ocorridas no mês de maio de 2024. Durante a ação, policiais federais cumpriram 35 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, além do sequestro de 10 veículos e bloqueio de ativos no montante aproximado de até R$ 4,5 milhões. As buscas aconteceram nos municípios de Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Guaporé, Carlos Barbosa, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Porto Alegre. No decorrer do inquérito policial, foi possível verificar irregularidades em procedimento licitatório realizado pela Prefeitura Municipal de Lajeado para contratação de empresa, tendo como objeto a prestação de serviços terceirizados de psicólogo, assistente social, educador social, auxiliar administrativo e motorista. A dispensa da licitação foi realizada com a justificativa do estado de calamidade pública declarado pelo Município em 2024. Há indícios de que a contratação direta da empresa investigada tenha ocorrido sem observância da proposta mais vantajosa e os valores contratados estariam acima do valor de mercado. O valor total dos dois contratos, inicialmente levantados no curso do inquérito policial, somam aproximadamente R$ 120 milhões. Os investigados poderão responder pelos crimes de desvio de verbas públicas, crimes em licitações e contratos administrativos, bem como por lavagem de capitais. A operação contou com a participação de 92 policiais federais e três auditores da CGU. Fonte e fotos: Comunicação Social Delegacia de Polícia Federal em Santa Cruz do Sul

Confira nomes e sobrenomes mais comuns no país, segundo o IBGE

O Brasil é um país formado principalmente por Marias, Josés, Silvas e Santos. De cada cem brasileiros, seis são Marias. Elas somam 12,3 milhões de pessoas. Nas cidades cearenses de Morrinhos e Bela Cruz, as Marias somam 22% da população. Já os Silvas são 34 milhões de brasileiros ou 16% da população. Em seis cidades de Pernambuco e Alagoas, os Silva são mais de 60% da população. As revelações fazem parte do site Nomes do Brasil, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A ferramenta interativa permite consultar a ocorrência, período de nascimento, concentração geográfica e idade mediana de pessoas com determinados nomes e sobrenomes. O levantamento retrata a população brasileira em 1º de agosto de 2022, data base do Censo 2022. O período de ocorrência do nome permite identificar, por exemplo, que o pico de nascimento de Marias foi de 1960 a 1969, com 2,5 milhões. Já entre 2020 e 2022, a quantidade ficou em 517 mil. Já nomes como Gael, Ravi e Valentina tiveram crescimento vertiginoso a partir de 2010. Se na primeira década do século 21 nasceram 763 pessoas chamadas Gael, entre 2020 e 2022 foram 96,5 mil. Ao todo, o IBGE identificou mais de 140 mil nomes e 200 mil sobrenomes. Não há diferenciação entre sinais gráficos, ou seja, não há diferenciação entre Tamara e Tâmara. Já casos como Ana e Anna, Luís e Luiz, os nomes são contabilizados separadamente. Confira os nomes e sobrenomes mais populares no país: Mulheres Maria: 12.224.470 pessoas Ana: 3.929.951 Francisca: 661.582 Julia: 646.239 Antonia: 552.951 Juliana: 536.687 Adriana: 533.801 Fernanda: 520.705 Márcia: 520.013 Patrícia: 499.140  Homens José: 5.141.822 pessoas João: 3.410.873 Antônio: 2.231.019 Francisco: 1.659.196 Pedro: 1.613.671 Carlos: 1.468.116 Lucas: 1.332.182 Luiz: 1.326.222 Paulo: 1.326.222 Gabriel: 1.201.030 Sobrenomes Silva: 34.030.104 pessoas Santos: 21.367.475 Oliveira: 11.708.947 Souza: 9.197.158 Pereira: 6.888.212 Ferreira: 6.226.228 Lima: 6.094.630 Alves: 5.756.825 Rodrigues: 5.428.540 Costa: 4.861.083 Fonte: Agência Brasil

BRASIL: O rádio segue liderando audiência e preferência no país

Mesmo com o avanço dos streamings e das redes sociais, o rádio continua sendo o meio com maior alcance diário no Brasil — acredite se quiser. Os números não mentem: Segundo um relatório da Kantar, 79% dos brasileiros ainda ouvem rádio, passando, em média, 3h47 por dia com o som ligado. Isso não significa que a tecnologia não se adaptou com seus +100 anos de história. Hoje, a tendência de rádio web fez o formato se espalhar entre YouTube, plataformas de streaming de áudio e smart speakers — as Alexas da vida. 70% dos ouvintes ainda escutam AM/FM; 33% acompanham pelo Youtube; 16% usam serviços sob demanda; 13% escutam pelos apps das próprias rádios. Não se preocupe. Passou de 100% porque há quem escute em mais de um formato. O resultado é que 92% da população brasileira consome algum tipo de conteúdo sonoro diariamente, o que coloca o nosso país entre os maiores mercados de áudio do mundo. Temos uma dica pra você curtir Onde tem atenção, tem…  O rádio movimenta cerca de R$ 2,5 bilhões em publicidade e continua sendo um dos maiores empregadores da mídia brasileira. 43% dos ouvintes dizem já ter comprado ou pesquisado um produto após ouvir uma propaganda. No mundo todo, o mercado de rádio representa quase US$ 10 bilhões, e as estimativas apontam que ele deve continuar crescendo nos próximos anos.

TRABALHO: Vila Maria está em 2º no ranking dos municípios com maior nível de ocupação

No Brasil, 50 municípios apresentaram nível de ocupação igual ou maior que 70%. Ou seja, a cada 10 pessoas, 7 estavam trabalhando. O indicador mede a proporção de pessoas ocupadas no total da população com 14 anos ou mais de idade. Os dados constam no módulo do Censo 2022 sobre Trabalho e Rendimento, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Do total de municípios do país, três se destacam com os maiores níveis de ocupação. A lista é composta por Fernando de Noronha (PE), com taxa de 82,9%; Vila Maria (RS), com 78,4%; e Serra Nova Dourada (MT), com 78,2%. Esses níveis superam, inclusive, a média nacional, de 53,5%. Em contrapartida, 330 cidades contavam com o indicador menor ou igual a 30%. Isso significa que a cada 10 pessoas 7 foram classificadas como desocupadas ou fora da força de trabalho. Confira a média de ocupação por regiãoNorte (48,4%)Nordeste (45,6%)Sudeste (56,0%) Sul (60,3%)Centro-Oeste (59,7%)O levantamento levou em conta pessoas que dedicaram pelo menos uma hora completa ao trabalho em uma ocupação; ou tinham trabalho remunerado do qual estavam temporariamente afastadas na semana por motivo de férias, doença, falta ou jornada variável. RendimentoEm relação ao rendimento do trabalho, o levantamento aponta que, no período analisado, em 520 dos 5.571 municípios brasileiros (9,3%), o valor era inferior a um salário mínimo da época, de R$1.212. Por outro lado, em 19 cidades este indicador ficou acima de quatro salários mínimos, o que correspondia a R$ 4.848. Gasto Brasil mostra que país gasta mais rápido e já ultrapassa os 4 trilhões de reais em 2025 CFEM: estados e municípios produtores minerários partilham mais de R$ 504 milhões em outubro Nesse recorte, os três municípios com os menores rendimentos médios mensais do trabalho, foram Cachoeira Grande (MA), com R$ 759; Caraúbas do Piauí (PI), com R$ 788; e Mulungu do Morro (BA), com R$ 805. Já os três maiores foram Nova Lima (MG), com R$ 6.929; São Caetano do Sul (SP), com R$ 6.167; e Santana de Parnaíba (SP), com R$ 6.081. Vale destacar que os 10 municípios com os menores rendimentos médios do trabalho estão localizados no Nordeste do país. Já os 10 entes com os maiores rendimentos médios do trabalho estão situados nas regiões Sul e Sudeste, conforme observado na tabela abaixo.  Ainda de acordo com o IBGE, em 2022, enquanto 35,3% dos trabalhadores do país recebia até um salário mínimo, somente 7,6% contavam mais de cinco salários mínimos.

STR, SENAR e Secretaria da Saúde promovem campanha de exames gratuitos em Vila Maria

Na manhã desta segunda-feira, o programa Vila Maria em Foco, recebeu a Presidente do STR de Vila Maria – Marilice Demarco e a Secretária de Saúde e Assistência Social – Cátia Férri, para falar sobre a ação de saúde preventiva que será realizada nesta terça-feira, dia 11, no Salão Paroquial de Vila Maria. Em parceria com o SENAR, serão ofertados durante todo dia, exames PSA Total para homens e Vitamina D para mulheres, além de palestra, brindes e lanches no local. A ação faz parte do Novembro Azul. De acordo com Marilice, a campanha faz parte do projeto social do SENAR, realizado pela primeira vez neste ano, e para poucos municípios onde há convênio através do Sindicato dos Trabalhadores Rurai. Serão ofertados 200 exames de PSA Total para homens e 120 de vitamina D para mulheres. Quem participar dos exames, vai receber um kit saúde e também um kit alimentação. A Secretária Cátia, mencionou que o município também irá contribuir com o excedente, ou seja, se forem mais que 200 homens e mais que 120 mulheres, Vila Maria vai subsidiar os exames à mais, e reforçou a importância de a comunidade participar da ação. Os exames serão realizados a partir das 08 horas da manhã, sem fechar ao meio-dia, e as reservas devem ser feitas pelo fone/whats (54) 9 9978-8241. Confira a integra da conversa aqui.

BRASIL: Confira as principais notícias do início da semana

Tragédia no Paraná. Um tornado com ventos de até 250 km/h devastou Rio Bonito do Iguaçu, destruindo 90% da cidade. A tragédia deixou 6 mortos e 750 feridos. O governo do estado decretou estado de calamidade pública e prometeu R$ 50 milhões para reconstrução. A conta não fecha nem dentro de casa. A inadimplência em condomínios chegou a 12% no primeiro trimestre de 2025 — o maior índice desde 2022. O aumento acompanha a alta da taxa média de condomínio, que subiu de R$ 501 para R$ 516 em apenas seis meses. GP de São Paulo. Em sua estreia em casa, Bortoleto precisou abandonar a corrida após uma colisão logo no início da prova. O destaque ficou para Verstappen, que chegou em 3° após largar dos boxes, e para Lando Norris, que venceu e ampliou sua vantagem na liderança do campeonato. O clima esquentou no roxinho. Depois de anunciar o fim do trabalho 100% remoto, o Nubank enfrentou protestos em uma reunião no Zoom com mais de 7 mil funcionários. O tom subiu no chat — e o banco demitiu 12 pessoas por conduta inadequada. A discussão foi parar até no LinkedIn, com direito a comentário do CEO. ENEM 2025. Cerca de 3,5 milhões de brasileiros fizeram ontem o primeiro dia do principal exame de ensino do país. O tema da redação foi ‘Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira’. Neste ano, a prova contou com 17 mil idosos inscritos, um aumento de 191% em relação a 2022. 

Novembro Azul: “Eu já senti o que os pacientes sentem: tratei e fiquei curado”. Confira o relato do Urologista Douglas Pedroso

Novembro Azul é uma campanha mundialmente conhecida que incentiva o diagnóstico precoce do câncer de próstata. Como de costume, buscamos um dos especialistas do Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo, para destacar a importância de conscientizar os homens sobre os cuidados com a saúde. Desta vez, o convidado para falar sobre o tema foi o urologista Douglas Pedroso, de 74 anos, que, além de oferecer orientações médicas, decidiu compartilhar com os leitores sua experiência pessoal. “Em 23 de abril deste ano, completei 15 anos da cura de um câncer de próstata. Os pacientes se enxergam em mim. Eu já senti o que eles sentem, tratei e fiquei curado.” Além disso, há 18 anos, o Dr. Douglas também enfrentou um hepatocarcinoma, passou por um transplante de fígado no HSVP, e ficou curado, sem sequelas. Com a legitimidade de quem conhece, na prática, a importância do diagnóstico precoce, ele afirma: “Se nós olharmos o contexto médico, só existem duas doenças para as quais posso oferecer cura ao meu paciente: infecção e câncer. Claro, às vezes há recidiva e o paciente precisa de tratamento complementar. Mas, no contexto geral, com detecção precoce e um bom tratamento, as chances de cura são de 96% no câncer de próstata.” O urologista destaca que a detecção precoce do câncer de próstata é feita por meio do exame de toque retal e da dosagem do PSA (Antígeno Prostático Específico), a partir dos 45 anos em casos de histórico familiar, ou após os 50 anos para os demais. “É um exame simples e eficaz. O dedo do urologista detecta nódulos de até 1,5 cm que, às vezes, nem o ultrassom identifica. Havendo suspeita, realiza-se ressonância, biópsia e, então, define-se o melhor tratamento. Atualmente, para câncer localizado, a indicação é cirúrgica.” A maior incidência de câncer de próstata ocorre entre os 50 e 65 anos, sendo uma doença silenciosa, sem sintomas nas fases iniciais. Isso a diferencia da hiperplasia prostática benigna, que pode causar sinais como jato urinário fraco, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, entre outros. Para a hiperplasia, o tratamento pode ser feito com medicação ou, em casos mais avançados, por meio de cirurgia a laser, como o procedimento com a tecnologia HoLEP. O médico explica que os riscos da cirurgia são mínimos quando comparados ao desejo de cura e à vontade de viver. “Na prostatectomia radical, pode haver incontinência urinária transitória (em cerca de 10 a 15% dos casos) e disfunção erétil, ambas com tratamento disponível. Mas, quando realizada na fase inicial da doença, a cirurgia oferece altas chances de cura. Em alguns casos específicos, como câncer de grau 1 sem sinais de progressão, é possível optar pela vigilância ativa”. Para reduzir os riscos da doença, a recomendação médica é unânime: manter uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. “Está comprovado que a prática regular de musculação, exercícios físicos e atividades aeróbicas diminui significativamente o risco de câncer de próstata. A alimentação também desempenha um papel importante: dietas balanceadas e até o jejum intermitente podem ajudar a prevenir diversos tipos de câncer. A obesidade, por outro lado, aumenta consideravelmente as chances de desenvolvimento da doença, especialmente em pessoas que não se cuidam e acumulam gordura corporal”. Para os homens que ainda têm preconceito sobre o assunto, Douglas Pedroso deixa um recado: não ignore o câncer de próstata e não adie o início dos cuidados. Para os pacientes que já estão em tratamento, ele se sente feliz em ser um exemplo de superação. “Vejo que, por meio da minha trajetória, consigo transmitir esperança, empatia e segurança. Quero que todos saibam que o câncer de próstata, quando detectado precocemente, tem cura.” Texto e fotos: Ana Paula Koenemann – Comunicação HSVP

Passo Fundo: HSVP realiza primeira cirurgia de revascularização do miocárdio minimamente invasiva

O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo, realizou, pela primeira vez no município, uma cirurgia de revascularização do miocárdio minimamente invasiva. O procedimento foi conduzido pelos cirurgiões cardíacos Dr. Gustavo Hoppen e Dr. Guilherme Krahl, com anestesia da Dra. Márcia Fontana. Embora a técnica seja amplamente utilizada na medicina, o diferencial neste caso está na abordagem adotada para o acesso ao coração. “Tradicionalmente, esse tipo de cirurgia exige a abertura completa do tórax, com uma incisão de cerca de 30 centímetros e o corte do osso esterno. Já na técnica minimamente invasiva, o acesso é feito por uma pequena incisão lateral no tórax, de 6 a 8 centímetros, sem a necessidade de cortar o osso, o que torna o procedimento menos agressivo. Por essa abordagem, é possível realizar as mesmas pontes de safena para revascularizar o miocárdio”, explica o Dr. Hoppen. Entre os principais benefícios da técnica estão o menor tempo de internação, inclusive na CTI; uma recuperação mais rápida, com retorno às atividades em cerca de um mês, em comparação aos dois ou três meses exigidos pela técnica convencional; menor risco de infecção; menor necessidade de transfusão sanguínea; e uma cicatriz menos visível, por não estar localizada no centro do tórax. Conforme o Dr. Hoppen, atualmente o HSVP é o único centro da região Norte do Rio Grande do Sul e, possivelmente, de todo o Oeste de Santa Catarina, a realizar esse tipo de cirurgia. A instituição se consolida como referência em procedimentos cardíacos de alta complexidade no Sul do país, somando essa técnica às já realizadas, como correções de válvula aórtica, mitral e de defeitos congênitos. Tudo isso é possível graças a um Centro Cirúrgico exclusivo para cirurgia cardíaca, com equipe de enfermagem e perfusionistas dedicados exclusivamente a esses procedimentos. Fotos: Divulgação / HSVP

Emater/RS-Ascar recomenda medidas para recuperar pomares e vinhedos após granizo

A chuva de granizo que atingiu a região de Sarandi no dia 03 de novembro, levou agricultores a buscar orientações sobre o manejo nos vinhedos e pomares atingidos. Visando atendê-los, o enólogo e extensionista rural da Emater/RS-Ascar Thompsson Didoné elaborou algumas recomendações para avaliação e tomada de decisão para recuperar as plantas. A primeira providência que o agricultor deve adotar num pomar que foi atingido por granizo, seja com danos severos ou leves, é fazer a aplicação de produtos à base de cobre, junto com espalhante adesivo. “O objetivo é auxiliar a planta na recuperação de feridas no menor tempo possível, evitando a formação de necroses e o consumo de grandes quantidades de energia e nutrientes”, afirma. Desta forma, pode-se evitar a disseminação de fungos patógenos por todo o vinhedo ou todo o pomar. Outra etapa importante é avaliar o estádio fenológico da cultura, lembrando que na videira a fase mais crítica é a do florescimento. “O ferimento por granizo causa a interrupção na produção de fotoassimilados, deixando em colapso todos os órgãos vegetativos na planta. Então, no instante que o sistema radicular deixa de receber fotoassimilados da copa, inicia-se o processo de degeneração, comprometendo principalmente as raízes mais finas”, explica Thompsson. Para tomar a decisão do que fazer na safra, diversos são os fatores que devem ser considerados, como a idade do pomar, as condições econômicas da propriedade, a porcentagem de frutas atingidas, o grau de avaria, o estágio de desenvolvimento da fruta, a destinação da produção e o nível tecnológico do pomar. “Como regra geral e dependendo do nível de dano, a gente pode preconizar a retirada das frutas machucadas, o que permite à planta não gastar energia com frutas que ficarão avariadas e também para poder curá-las”, recomenda. Para decidir em relação à poda, a recomendação é que se avalie o vigor dos galhos. Thompsson observa que nos pomares ou vinhedos muito atingidos pelo granizo, quando o vigor dos galhos ou dos brotos for fraco ou pequeno, elimina-se por inteiro esse galho. Já quando o vigor da brotação dos galhos for médio, recomenda-se podá-los, preservando uma única gema basal. E quando forem fortes e vigorosos, recomenda-se deixar de duas a três gemas basais. “Lembrando que, nesse momento, nos vinhedos muito atingidos por granizo, o objetivo principal é forçar a planta a fazer a emissão da brotação para as próximas safras. Não se atenha ao pensamento de fazer outra safra neste ano, mas sim curar a planta dos ferimentos, recuperar essa planta que vai estar debilitada, que vai estar estressada, e projetar a produção para os próximos anos através da poda”, conclui o extensionista. Foto: Divulgação Emater/RS-Ascar Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Jornalista João Vicente Ribas

ECONOMIA: A febre das bets chegou até o Bolsa Família

As casas de apostas no Brasil se tornaram uma verdadeira febre, movimentando R$ 100 bilhões por ano. Dos mais de 23 milhões de apostadores, boa parte são pessoas de baixa renda. Aí é que está o problema… Segundo levantamento, beneficiários do Bolsa Família movimentaram R$ 3,7 bilhões em apostas online em apenas um mês. Isso seria o equivalente a mais de 1/4 dos recursos pagos pelo programa. O dado mostra que 4,4 milhões de famílias fizeram transferências para casas de apostas em janeiro. O curioso é que 4% delas concentraram 80% do dinheiro apostado. As informações levantam suspeitas de uso indevido de CPFs — o que pode indicar lavagem de dinheiro.O Ministério da Fazenda estendeu até o fim do mês o prazo para que as bets bloqueiem cadastros de quem recebe Bolsa Família. Só que, na prática, o efeito pode ser limitado. Pesquisas mostram que a maioria dos apostadores é homem, enquanto as titulares do Bolsa Família são, em geral, mulheres.

POLÍTICA: Em decisão unânime, STF mantém condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), seguiu o voto do relator Alexandre de Moraes e, nesta sexta-feira (7), votou pela rejeição do recurso (embargos de declaração) da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com isso, a Primeira Turma do STF alcançou a unanimidade para manter a condenação do ex-chefe do Executivo, sentenciado a 27 anos e três meses de prisão por liderar a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O que a defesa contestou?A defesa de Bolsonaro usou os embargos de declaração para contestar pontos específicos do acórdão de sua condenação. No entanto, o entendimento do relator, seguido por Cármen Lúcia, foi de que todos os argumentos já haviam sido amplamente discutidos no julgamento original, tanto nas preliminares quanto no mérito.. Andamento do julgamento e outros réusO julgamento desses recursos, apresentados pelos condenados do chamado “núcleo 1”, começou hoje e será encerrado oficialmente apenas na próxima sexta-feira (14), mesmo que todos os votos já estejam definidos. A defesa de Bolsonaro protocolou os embargos de declaração no último dia do prazo antes do processo transitar em julgado (27 de outubro), alegando “injustiças,” “erros,” e “equívocos” na decisão. Cármen Lúcia também rejeitou os recursos apresentados pelas defesas de Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Souza Braga Netto.

Sicredi Aliança RS/SC/ES fortalece o cooperativismo na Mostra Pedagógica em Vila Maria

A Mostra Pedagógica da Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Busato, realizada, nessa quinta-feira (6),  em Vila Maria, reuniu comunidade escolar, autoridades e representantes do Sicredi Aliança RS/SC/ES em um momento de valorização do aprendizado cooperativo e da formação cidadã. O evento contou com a presença da diretora Odalea Andreis, responsável pela condução do cerimonial, da secretária municipal de Educação, Nelci Lúcia Sciota, do gerente da agência do Sicredi, Jair Ávila e da coordenadora de Desenvolvimento do Cooperativismo da Sicredi Aliança RS/SC/ES, Layzirre Afonso. A Mostra integra as ações do Programa A União Faz a Vida (PUFV), principal iniciativa de responsabilidade social do Sicredi, desenvolvida em parceria com a rede municipal de ensino. O programa tem como propósito promover a educação cooperativa, incentivando valores como solidariedade, respeito, empatia e trabalho em equipe, que fortalecem o desenvolvimento das comunidades locais. Para a coordenadora de Desenvolvimento do Cooperativismo da Sicredi Aliança RS/SC/ES, Layzirre Afonso, iniciativas como essa reforçam o compromisso da cooperativa com o crescimento coletivo e o fortalecimento da educação como base para o desenvolvimento regional. “O Programa A União Faz a Vida estimula o protagonismo das crianças e o pensamento cooperativo desde cedo, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com a comunidade. Ver esse aprendizado sendo compartilhado nas escolas nos motiva a continuar investindo em educação e cooperação”, reitera.  Durante o evento, os alunos apresentaram os resultados dos projetos construídos ao longo do ano, com temas que abordaram a natureza, o cuidado com o meio ambiente, a cultura local e a convivência comunitária. As produções envolveram desde o estudo dos animais e das flores até reflexões sobre o ciclo da vida, a sustentabilidade e a importância da cooperação. Confira a relação dos trabalhos apresentados: ·  1º ano – Professoras Claudia e Moara, tema: A união faz a vida – os animais e a natureza ·  2º ano – Professoras Sinara e Litiane, tema: Mundo das Flores ·  3º ano – Professoras Renata e Marindia, tema: Os animais – nosso amigo o cachorro ·  4º ano – Professora Adriana Boscardin Tremea e estagiária Giovana Corbati, tema: Ciclo de vida dos ovos e sistema monetário ·  Turma 51 – Professora Julimara, tema: João-de-barro e sua casinha ·  Turma 52 – Professores Adriani Goetz e Miguel, tema: A vida do quero-quero ·  Turma 61 – Professoras Elaine e Anardete, tema: Abelha sem ferrão ·  Turma 62 – Professora Adriana Boscato, tema: As embalagens dos alimentos ·  Turma 71 – Professoras Edimara e Maíra, tema: As frutas ·  Turma 72 – Professora Debiriana, tema: Parque de Rodeio Municipal ·  Turma 81 – Professoras Micheli e Carine, tema: A prática esportiva – Padel ·  Turma 82 – Professores Everton e Nádia, tema: O Santuário Nossa Senhora da Salete ·  Turma 91 – Professores Marta e Cleiton, tema: Mata Ciliar ·  Turma 92 – Professores Maura e Moisés, tema: Meios de comunicação Fonte: Propósito Comunicação Corporativa

Colheita do trigo avança de forma moderada no RS

A alternância de períodos chuvosos e temperaturas amenas ao longo de setembro e outubro sobre o Rio Grande do Sul estende as fases vegetativa e de formação de grãos do trigo, e reflete a maturação mais lenta das lavouras, cuja colheita alcança 42% da área cultivada, índice inferior à média das últimas cinco safras (64%) para o mesmo período. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (06/11), atualmente 36% das áreas de trigo se encontram em maturação fisiológica, 20% em enchimento de grãos, e 2% ainda em floração, evidenciando desenvolvimento gradual, mas mais tardio do que o observado em anos anteriores. O quadro climático recente, caracterizado por umidade do solo elevada e satisfatória luminosidade entre os intervalos de chuva, tem favorecido as lavouras de trigo, contribuindo para o bom peso de grãos e para a uniformidade das espigas nas áreas colhidas. A qualidade industrial se mantém dentro dos padrões de panificação e de moagem observados nas melhores safras. As produtividades médias iniciais variam entre 2.800 e 3.500 kg/ha, conforme a fertilidade do solo, o regime hídrico e a época de semeadura. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada de trigo no Estado em 1.141.224 hectares, com produtividade de 3.261 kg/ha. A cultura da aveia branca está em plena colheita nas principais regiões produtoras do Estado, e a produtividade dentro do esperado, apesar de variações pontuais decorrentes de diferenças edafoclimáticas e de manejo. A qualidade dos grãos tem se mantido satisfatória, com bom PH e uniformidade, favorecendo a destinação industrial. A Emater/RS-Ascar estima que estão cultivados 393.252 hectares de aveia-branca. A produtividade atual está em 2.445 kg/ha. Avança o ciclo final da cultura de canola, com 27% das lavouras em fase de maturação, com a colheita em ritmo intenso nas regiões produtoras, atingindo aproximadamente 70% da área cultivada no Estado. Em áreas com melhor manejo e uso de cultivares adaptadas, os rendimentos têm superado 2.400 kg/ha. Nas lavouras de menor investimento ou afetadas pelo excesso de chuvas no momento da implantação, a produtividade está abaixo de 1.500 kg/ha. A estimativa da Emater/RS-Ascar para a safra é de 176.076 hectares de cultivo, e a produtividade de 1.659 kg/ha. A cultura da cevada avança para a fase final do ciclo, e a colheita está em andamento na maior parte das regiões produtoras. Estima-se que 30% foram colhidos e os grãos apresentam tamanho e germinação adequados, mas aumentou os defeitos de origem microbiana (DOM), pela elevação da umidade ambiental.  O poder germinativo sofreu pequena redução, mas ainda sem ser motivo de desclassificação para o processo de malteação. A Emater/RS-Ascar estima área cultivada em 31.613 hectares e produtividade em 3.458 kg/ha. CULTURAS DE VERÃO SOJA – A implantação das lavouras de soja evolui de maneira desigual no Estado, em razão do prolongamento do ciclo das culturas de inverno e da irregularidade das chuvas, que causa variabilidade da umidade do solo. A área semeada alcança 14% dos 6.742.236 hectares previstos, mas os maiores avanços ocorreram em locais de precipitações mais regulares, que propiciaram boas condições para a germinação e emergência. Os produtores esperam precipitações generalizadas que permitam a intensificação dos trabalhos de campo e o avanço do plantio até meados de dezembro, período usual de encerramento da semeadura da cultura. No entanto, observa-se redução no investimento em insumos — especialmente fertilizantes —, em função do custo elevado e da limitação de crédito, o que poderá impactar as produtividades médias esperadas. Para a Safra 2025/2026, no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar e produtividade média de 3.180 kg/ha. MILHO – O retorno das chuvas no período repôs a umidade no solo e proporcionou condições para a retomada da semeadura do milho, que atinge 77% da área projetada para o RS nesta safra. As lavouras se encontram predominantemente em fase vegetativa (90%). As áreas semeadas mais precocemente (10%) iniciam os estágios de pendoamento e de floração, especialmente nas regiões de relevo mais baixo e de solos com maior fertilidade. O estande de plantas está, em geral, satisfatório, e a coloração verde intensa das folhas indica nutrição nitrogenada e condições fisiológicas adequadas. A amplitude térmica entre o dia e a noite beneficiou o crescimento das plantas, principalmente nas lavouras em início de florescimento, que apresentam excelente potencial produtivo. Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar. MILHO SILAGEM – Houve prosseguimento na semeadura escalonada de milho para silagem. Na Região da Campanha, os produtores realizam a semeadura em duas épocas, para minimizar riscos considerando a previsão do fenômeno La Niña: a primeira entre outubro e novembro; e a segunda entre dezembro e janeiro. No Alto Uruguai, a semeadura está mais adiantada em comparação com outras regiões, principalmente nos cultivos que receberam adubação orgânica para reduzir os custos de implantação. Segundo a Emater/RS-Ascar, na Safra 2025/2026 a área de milho silagem alcançará 366.067 hectares e produtividade de 38.338 kg/ha. ARROZ – A semeadura avança de forma gradativa em conformidade com as condições de umidade do solo e com o cronograma operacional das lavouras. O percentual médio de área já implantada é considerado satisfatório para o período: entre 40% e 60% nas principais regiões produtoras, e mais de 90% nas áreas mais adiantadas. Em geral, as lavouras estabelecidas apresentam desenvolvimento adequado, estandes uniformes e plantas vigorosas, compatível com a época do ciclo. Nas áreas onde a semeadura atrasou devido ao excesso de umidade ou à permanência de solos saturados, o plantio deve se estender até o final de novembro e início de dezembro. A área a ser cultivada está estimada em 920.081 hectares (IRGA). A produtividade está estimada pela Emater/RS-Ascar em 8.752 kg/ha. FEIJÃO 1ª SAFRA – A cultura do feijão de 1ª safra apresenta bom desenvolvimento vegetativo na maior parte das regiões produtoras, favorecido pelas chuvas do período, que restabeleceram os níveis de umidade do solo e permitiram a retomada das semeaduras em atraso. O estande de plantas indica adequada nutrição e manejo. Nas áreas mais precoces, observa-se o início da floração e do enchimento de vagens, com vigor e

ECONOMIA: O banco da esquina virou aplicativo

Você lembra da sua última visita a uma agência bancária? Pois é — o Banco Central também não. O Brasil perdeu um terço das agências em dez anos. Hoje, são 15,5 mil unidades espalhadas pelo país, contra mais de 23 mil em 2015. Nos últimos anos, bancos como Bradesco, Itaú e Santander cortaram custos e transformaram parte das agências em postos de atendimento menores. Essa transformação é consequência da digitalização bancária. Hoje, 82% das transações no Brasil acontecem por canais digitais, sendo 75% só pelo celular. Entre os grandes bancos, quem mais fechou unidades foi o Bradesco (-2,5 mil), seguido por Itaú (-2,1 mil) e Banco do Brasil (-1,5 mil). Em compensação, a virada digital abriu espaço para a nova geração de instituições. Fintechs e bancos digitais, como Nubank, Inter e C6, somam hoje mais de 180 milhões de contas no país. O mais curioso é que o Brasil tem fechado mais agências bancárias do que os EUA. Parece que por aqui o movimento é mais forte do que o normal.

VETADA: Bet da Caixa é suspensa por determinação de Lula

A Caixa Econômica Federal suspendeu o lançamento de sua própria plataforma de apostas on-line (bet) após uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa, inclusive, pode ser até cancelada por ordem do governo, de acordo com informações do jornal Folha de São Paulo. Conforme noticiado no Money Times, o presidente do banco público, Carlos Antônio Vieira Fernandes, havia confirmado que a plataforma entraria em operação até o fim de novembro. Em entrevista concedida no final de outubro, o executivo afirmou que a Caixa esperava arrecadar entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões em 2026 com a nova operação, num momento de queda nas receitas com as loterias tradicionais. “Nosso objetivo é que a bet esteja no ar até o final de novembro. Este ano, os números acumulados (com as loterias) foram menores, e isso interfere nos resultados”, disse Vieira na ocasião.  Conversa com Lula Após o anúncio da bet, Lula teria chamado Vieira para uma conversa e pedido que a Caixa suspendesse o projeto, ao menos até o seu retorno a Brasília depois da COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que ocorre em Belém (PA). Vale lembrar que a Caixa já possui uma outorga junto ao Ministério da Fazenda para operar no mercado de apostas on-line. Em julho, a estatal recebeu uma autorização provisória e desembolsou cerca de R$ 30 milhões pelo direito, registrando três marcas. Bets em números As empresas de jogos on-line faturaram cerca de R$ 17,4 bilhões nos primeiros seis meses deste ano, segundo dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda. A cifra representa o total apostado menos os prêmios pagos — ou seja, o gasto efetivo dos apostadores no período. De acordo com o governo, a média por apostador ativo foi de aproximadamente R$ 983 no semestre ou R$ 164 por mês – isto é, um pouco mais de 10% do salário mínimo vigente (R$ 1.518). Os números divulgados incluem as 78 empresas autorizadas a operar no Brasil, somando 182 bets (marcas). Fonte: Money Times

CALENDÁRIO: Dia 21 de Novembro é feriado religioso em Vila Maria

Neste mês de novembro, o município de Vila Maria vai ter mais um feriado em seu calendário. Através da LEI ORDINARIA n° 4181/2024 de 25 de novembro de 2024, ficou determinado o dia 21, como dia de Nossa Senhora da Saúde, Padroeira do Município. Feriado fixo, ou seja, sempre comemorado neste dia.  Por se tratar de um feriado religioso, é feriado mesmo e não “ponto facultativo”. A legislação trabalhista estabelece que feriados religiosos são dias de descanso obrigatório, assim como feriados civis. Pontos facultativos são datas opcionais, como o Carnaval, e o empregador decide se os funcionários devem trabalhar ou não.  Neste ano, que é o primeiro da vigência da lei, o município terá feriadão, já que o dia 20 de novembro é feriado nacional: Dia da Consciência Negra – data escolhida por ser o dia da morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, em 1695. A data é um feriado nacional no Brasil, que foi instituído pela Lei nº 12.519/2011 e se tornou um feriado em todo o país pela primeira vez em 2024. Clique e confira a integra da lei que instituiu o feriado de Nossa Senhora da Saúde de Vila Maria.

Nova ferramenta digital facilita a vida do agricultor e moderniza acesso ao crédito e à regularização fundiária

Um novo aplicativo, chamado “Meu Imóvel Rural”, será lançado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), evento que acontece em Belém/PA, de 10 a 21 de novembro. A inovação, desenvolvida pelo Governo Federal, através do Ministério de Gestão e Inovações dos Serviços Públicos (MGI), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), está sendo implantada no Rio Grande do Sul como projeto piloto, por meio de parceira com a Emater/RS-Ascar e promete facilitar o acesso de mil famílias, em 40 municípios gaúchos atingidos pelas enchentes de 2024, na regularização fundiária e ambiental utilizando o crédito rural como ferramenta de apoio aos produtores atingidos pela catástrofe do ano passado. Com o “Meu Imóvel Rural”, a antiga “pastinha” mantida pelos agricultores em suas propriedades — contendo documentos fundamentais para o acesso ao crédito rural, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), entre outros — será substituída pelo recurso digital. Além de garantir a segurança de ter toda a documentação sempre na palma da mão, evitando o risco de extravio, há ainda as “credenciais verificáveis”, que podem ser validadas criptograficamente e possuem os dados e documentos do agricultor e da propriedade, facilitando a atualização das informações. O presidente em exercício da Emater/RS, Claudinei Baldissera, destaca que o Crédito Rural Assistido é uma das principais ferramentas de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) utilizadas pela Instituição. Segundo ele, a Emater/RS-Ascar, vinculada às secretarias estaduais do Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), vem aperfeiçoando continuamente os assessoramentos prestados aos agricultores gaúchos. Baldissera observou que o avanço das ferramentas digitais representa um passo importante nessa modernização. “O acesso rápido e seguro aos documentos necessários no formato digital vai facilitar tanto a vida do agricultor quanto do extensionista e dos agentes financeiros envolvidos na contratação do crédito rural”, afirmou. Ele ressaltou ainda a importância do lançamento do projeto durante a COP 30, que contemplará mil famílias de 40 municípios atingidos pela calamidade de maio de 2024. “Esse projeto piloto servirá como elemento de teste para aprimorar a ferramenta digital, que depois poderá ser utilizada pelos demais estados e agricultores de todo o Brasil”, explicou. Para Baldissera, o crédito rural é um instrumento essencial para o desenvolvimento econômico, social e ambiental. “É por meio dele que os agricultores têm acesso a recursos financeiros para produzir alimentos, que abastecem o Rio Grande do Sul, o Brasil e chegam todos os dias à mesa da população”, concluiu. APRESENTAÇÃO DO APLICATIVO A fim de apresentar nova ferramenta que chega para facilitar a vida de quem produz, uma reunião está sendo realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Venâncio Aires nesta terça-feira (04/02). O encontro reúne agricultores familiares de Doutor Ricardo, Cruzeiro do Sul, Sinimbú, Vale do Sol, além do munícipio que sedia a atividade, extensionistas, o assistente técnico regional de Soledade, Olívio Pedro Faccin, e o gerente regional da Emater/RS-Ascar de Soledade, Rotiere José Busatto Guarienti e o gerente adjunto de Lageado, Carlos Legemann. Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Mateus de Oliveira

Novembro Azul: cuidar da saúde é um ato de coragem

Durante o mês de novembro, o movimento conhecido como Novembro Azul ganha destaque em todo o mundo, chamando a atenção para os cuidados com a saúde do homem e, especialmente, para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata. Apesar dos avanços na medicina, essa ainda é uma doença que preocupa: segundo o World Cancer Research Fund, foram registrados cerca de 1,47 milhão de novos casos de câncer de próstata em 2022, o que o coloca entre os tipos de câncer mais comuns entre os homens em escala global. No Brasil, os números também são expressivos. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, no triênio 2023-2025, surjam 71.730 novos casos por ano, o que corresponde a um risco estimado de 67,86 casos para cada 100 mil homens. Trata-se do câncer mais incidente na população masculina, excluindo os tumores de pele não melanoma, e também o segundo que mais mata homens no país. Somente em 2021, mais de 16 mil brasileiros perderam a vida em decorrência da doença, o que representa, em média, 44 mortes por dia. Esses dados reforçam a urgência da conscientização e da informação. A idade é um dos principais fatores de risco: aproximadamente 75% dos diagnósticos ocorrem em homens com 65 anos ou mais. No entanto, também pesam na estatística a história familiar da doença, a etnia, homens negros e aqueles com ascendência africana apresentam maior probabilidade de desenvolver o câncer, e fatores relacionados ao estilo de vida, como sedentarismo, obesidade e alimentação rica em gorduras. A boa notícia é que, quando detectado precocemente, o câncer de próstata tem altas taxas de cura e pode ser tratado de forma eficaz, o que torna o diagnóstico precoce uma ferramenta fundamental na luta contra a doença. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que a decisão de realizar exames de rastreamento seja individualizada e tomada em conjunto com um profissional de saúde, levando em conta fatores de risco e o histórico pessoal de cada homem. O exame de sangue PSA e o toque retal, embora ainda cercados por tabus, são procedimentos simples e rápidos que ajudam a identificar alterações na próstata antes mesmo de surgirem sintomas. Quebrar o preconceito e falar abertamente sobre esses exames é um passo essencial para salvar vidas. O Novembro Azul, portanto, vai além da cor e das campanhas: é um chamado à responsabilidade e ao autocuidado. Cuidar da saúde não é sinal de fraqueza, mas de coragem. Manter hábitos saudáveis, praticar atividades físicas, ter uma alimentação equilibrada, evitar cigarros e o consumo excessivo de álcool são atitudes que fazem diferença no bem-estar e na prevenção de doenças. Mais do que nunca, é preciso incentivar os homens a procurarem o serviço de saúde com regularidade e a não esperarem pelos sintomas para agir. Neste Novembro Azul, a mensagem é clara: prevenir é o melhor caminho, e cuidar de si mesmo é um gesto de amor à vida. Jornalista Camila GrangeiroServiço de Comunicação Social

AGRO: Be8, ACERGS e ACEBRA firmam parceria para fortalecer a cadeia dos cereais e a produção de etanol no RS

A Be8, uma das maiores empresas brasileiras de biocombustíveis, assinou nesta segunda-feira (3) um termo de cooperação técnico-comercial com a Associação das Empresas Cerealistas do Rio Grande do Sul (ACERGS) e a Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (ACEBRA). O acordo visa impulsionar a cadeia produtiva de trigo e outros cereais, como triticale, sorgo e milho. Os grãos serão usados como matéria-prima para a produção de etanol e glúten vital na planta industrial da Be8, localizada em Passo Fundo (RS). O termo foi assinado por Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8; Roges Pagnusat, da ACERGS; e Jerônimo Goergen, da ACEBRA. As entidades trabalharão em conjunto para definir diretrizes técnicas, comerciais e operacionais que estimulem o uso de cereais de inverno e outras culturas alternativas na indústria de biocombustíveis. A assinatura ocorreu durante visita técnica à unidade de produção da Be8 em Passo Fundo e marcou o início da cooperação. A iniciativa busca agregar valor à produção agrícola, diversificar as fontes de renda do produtor rural e ampliar a oferta de matérias-primas nacionais para o setor energético. O presidente da Be8, Erasmo Battistella, ressaltou que a parceria é estratégica. “Queremos construir um modelo de negócio que seja bom para todos, indústria, produtores e consumidores, com geração de renda, empregos e energia limpa, criando um novo mercado”, explica Battistella. “Este é um passo importante na integração entre o setor cerealista e a indústria de biocombustíveis. Estamos abrindo novas oportunidades para os produtores gaúchos e fortalecendo a economia regional”, destacou Jerônimo Goergen, presidente da ACEBRA. Para Roges Pagnusat, da ACERGS, o acordo representa “a consolidação de uma agenda de inovação e sustentabilidade que coloca o Rio Grande do Sul na vanguarda da produção de etanol a partir de cereais”.

MUNDO: O socialista que pode mudar Nova York — e dividir os EUA

A principal cidade do mundo está vivendo momentos de tensão no cenário político local. Tudo por conta de um nome: Zohran Mamdani. Ex-artista de hip-hop, filho de imigrantes de Uganda e atual deputado estadual, Mamdani se tornou um fenômeno político. Suas chances de vencer as eleições de hoje para a prefeitura de NY são 20x maiores do que a de seu adversário. Caso seja eleito, se tornará o primeiro prefeito muçulmano e sul-asiático de Nova York — e, ao mesmo tempo, o mais jovem em mais de um século. Sua campanha se baseia no slogan “uma cidade para todos, não só para milionários”. Nas propostas, estão creches universais, congelamento de aluguéis, transporte público gratuito e mercearias estatais. E quem paga essa conta? Para isso, o candidato quer criar novos impostos sobre corporações e milionários, estimados em US$ 9 bilhões. O futuro da cidade com Mamdani tem assustado a classe mais alta da Big Apple. De acordo com uma pesquisa, quase 800 mil pessoas afirmaram que deixarão Nova York caso ele vença. Se para muitos nova-iorquinos o muçulmano representa uma nova era de inclusão e esperança, para outros ele é visto como um radical perigoso. O tema envolve tanto o debate americano que Trump já ameaçou cortar fundos federais para NYC caso o socialista seja eleito. 

UPF Casca amplia oferta de cursos e passa a oferecer Física, Engenharia Civil e Medicina Veterinária

Atenta às demandas da comunidade e comprometida em ampliar o acesso ao ensino superior na região, a Universidade de Passo Fundo (UPF) anunciou três novas graduações no Campus Casca: Física, Engenharia Civil e Medicina Veterinária. A novidade reforça o papel da Universidade como instituição regional, que atua de forma estratégica para impulsionar o desenvolvimento social e econômico dos municípios onde está presente. A Engenharia Civil vem atender à necessidade de profissionais capacitados para atuar em obras, infraestrutura e projetos urbanos e rurais, enquanto a Medicina Veterinária responde à forte vocação agropecuária local, formando profissionais aptos a contribuir com o bem-estar animal e com a cadeia produtiva. Já a Física amplia as oportunidades de formação na área de ensino e pesquisa, fortalecendo a educação científica e tecnológica na região. A Rádio Vila Maria FM abriu espaço, nesta manhã de segunda-feira, dia 03 de novembro, para o diretor da UPF Casca, Henrique Bertosso. Segundo ele, a ampliação da oferta de cursos é resultado de um diálogo permanente com lideranças regionais e setores produtivos, que manifestaram o interesse em ver a UPF cada vez mais próxima das necessidades locais. Processo seletivo Além dos três novos cursos, também estão abertas as inscrições para outras oito graduações, tanto na modalidade presencial, como semipresencial: Administração, Agronegócio, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Automação Industrial, Ciências Contábeis, Direito, Pedagogia e Serviço Social. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site upf.br/vestibular. O processo seletivo do Vestibular de Verão ocorre por meio de prova de redação, que poderá ser de forma presencial ou on-line e também com utilização da nota de redação do Enem. No ato da inscrição, o candidato deve indicar em qual modalidade participará do processo e em qual Campus deseja realizar sua formação. Para quem optar pela prova presencial, o exame ocorre no dia 20 de novembro, às 14 horas, no Campus I. Conheça os novos cursos Engenharia Civil O curso tem em sua essência o ensino baseado em projetos, onde os estudantes, desde os níveis iniciais, estão em contato com elementos da prática profissional, experimentando e conhecendo as técnicas da engenharia civil. Ensino integrado onde conteúdos básicos são incorporados às disciplinas profissionalizantes, associando o propósito da teoria com aplicações práticas da profissão. Física No curso de Física o aluno terá a oportunidade de estudar diferentes áreas, como astronomia, mecânica, eletricidade e física moderna. O curso possui grade curricular atualizada e professores altamente qualificados, contando com atividades teóricas e práticas e estrutura completa de laboratórios e equipamentos. Medicina Veterinária O curso de Medicina Veterinária promove a formação de profissionais que possam contribuir para melhoria da produção agropecuária, da sanidade das diferentes espécies animais e, consequentemente, para o desenvolvimento técnico, científico e econômico da região, do país e do mundo. Os médicos veterinários formados pela UPF possuem amplos conhecimentos nas diferentes áreas, que respeitem os animais, os seres humanos, a natureza e o desenvolvimento sustentável, e contribuam para o aperfeiçoamento da sanidade animal e humana, da qualidade e inocuidade dos alimentos de origem animal, atuando como agentes da Saúde Única. Fonte: UPF

Vila Maria: Campanha Multivacinação encerra com mais de 300 doses de vacinas aplicadas

A campanha multivacinação 2025 aconteceu durante o mês de outubro em todo o Brasil. O principal objetivo foi a atualização das carteirinhas de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos (14 anos, 11 meses e 29 dias). De acordo com a Técnica em Enfermagem, Sidônia Zabot, neste período, houve a verificação de 283 carteirinhas, foram feitas 311 vacinas em 252 pessoas, além da confecção de 221 atestados. Entre as vacinas aplicadas estão: dengue; tétano dT; DTPa (difteria, tétano e coqueluche); hepatite B; HPV; ACWY (meningite); pentavalente; rota vírus; tríplice viral; febre amarela; VIP (paralisia infantil); pneumocócica 10; meningocócica C; A verificação da situação vacinal é importante o ano todo. A Sala de Vacinas de Vila Maria está localizada na Unidade Básica de Saúde Central e funciona de segunda a sexta-feira, das 07h30min às 11h e das 13h às 16h30min. Leve sempre documento pessoal, cartão do SUS e carteirinha de vacinação.

Já estão em vigor novas regras do saque-aniversário do FGTS

As novas regras que limitam a antecipação do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) entraram em vigor no sábado (1º). A mudança, aprovada pelo Conselho Curador do FGTS e implementada pela Caixa Econômica Federal, altera o funcionamento dos empréstimos que permitem ao trabalhador antecipar valores futuros do fundo. Segundo o Ministério do Trabalho, o objetivo é evitar que trabalhadores fiquem desamparados em caso de demissão e reduzir o impacto da modalidade sobre os recursos do FGTS, que também financiam programas habitacionais e obras de infraestrutura. Atualmente, 21,5 milhões de trabalhadores, o equivalente a 51% das contas ativas do FGTS, aderiram ao saque-aniversário, e cerca de 70% deles já fizeram operações de antecipação junto a bancos. O que é o saque-aniversário? Criada em 2019, a modalidade permite ao trabalhador sacar uma parte do saldo do FGTS todos os anos, no mês do seu aniversário. A adesão é opcional e pode ser feita pelo aplicativo FGTS, no site da Caixa ou nas agências. Ao optar pelo saque-aniversário, o trabalhador abre mão de sacar o saldo total do fundo em caso de demissão sem justa causa – mantendo apenas o direito à multa rescisória de 40%. Como funciona a antecipação? A antecipação do saque-aniversário funciona como um empréstimo bancário: o trabalhador pede ao banco o adiantamento dos valores que teria direito a sacar nos próximos anos; Em troca, o banco cobra juros e usa o saldo do FGTS como garantia da operação; Até agora, não havia limite de parcelas, valor ou número de operações. Era possível antecipar até 10 anos de saques e contratar mais de uma operação ao mesmo tempo. O que muda a partir de agora? Com a nova regra, o governo impõe limites de valor, número de parcelas e prazo de contratação. Veja as principais mudanças: Regras antigas Regras novas Sem limite de parcelas ou valor antecipado Máximo de cinco parcelas no primeiro ano e três parcelas a partir de 2026 Sem valor máximo por saque Cada parcela deve ser entre R$ 100 e R$ 500 Possibilidade de várias operações simultâneas Apenas uma antecipação por ano Sem prazo mínimo após adesão Prazo mínimo de 90 dias (carência) entre a adesão ao saque-aniversário e a contratação do empréstimo No primeiro ano, o trabalhador poderá antecipar até R$ 2,5 mil (cinco parcelas de R$ 500). Depois, o limite cai para R$ 1,5 mil (três parcelas de R$ 500). Por que o governo fez a mudança? O Ministério do Trabalho explica que a antecipação tem causado prejuízo a muitos trabalhadores demitidos, que ficam sem acesso ao saldo do FGTS por tê-lo dado como garantia do empréstimo. “O trabalhador, ao ser demitido, muitas vezes se vê sem recursos, porque o saldo da conta está bloqueado pelo banco”, disse o ministro Luiz Marinho, acrescentando que “além disso, a prática enfraquece o FGTS como fundo de investimento em habitação e infraestrutura”. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também elogiou as restrições, classificando a antiga prática como “uma das maiores injustiças contra o trabalhador”. Como ficará a adesão ao saque-aniversário com novas regras? O trabalhador pode consultar seu saldo, optar ou cancelar a adesão ao saque-aniversário pelo aplicativo FGTS (disponível para Android e iOS). Quem quiser aderir à modalidade deve aguardar 90 dias antes de poder pedir a antecipação em um banco. Caso o trabalhador seja demitido durante o período de antecipação, não poderá sacar o saldo bloqueado — apenas a multa de 40%. Fonte: Agência Brasil

Faculdade CESURG Marau lança programa de crédito estudantil CESURG +10

A Faculdade CESURG Marau completa 10 anos de história neste ano e, para celebrar essa trajetória de ensino de qualidade e compromisso com o desenvolvimento regional, lança o programa CESURG +10, voltado aos cursos de Agronomia, Engenharia Civil, Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção da instituição. Em parceria com a Fundacred, o programa oferece 100% de financiamento estudantil durante todo o curso, com uma taxa administrativa de apenas 0,25% ao mês. Além disso, o valor da mensalidade permanece fixo até a conclusão da graduação, sem reajustes, uma condição única e acessível para quem sonha em construir uma carreira sólida na área da engenharia. Além disso, o estudante terá 10 anos para pagar o financiamento após a conclusão do curso, tornando o projeto CESURG +10 a melhor oportunidade da região para quem deseja investir no futuro com tranquilidade e segurança financeira. “Mais do que celebrar uma década de conquistas, queremos oferecer aos futuros agrônomos e engenheiros uma chance real de transformar suas vidas por meio da educação. Esse programa reflete nosso compromisso com a acessibilidade e a excelência no ensino”, destaca o diretor da Faculdade CESURG Marau, Leandro Paludo. Na Faculdade CESURG, o aprendizado vai muito além da sala de aula. Os alunos aprendem na prática, desenvolvendo projetos reais, com laboratórios modernos e estrutura completa. As aulas são ministradas por professores mestres e doutores, com ampla experiência de mercado e atuação em empresas de destaque na região. Para facilitar ainda mais o acesso, a instituição oferece transporte gratuito para estudantes da região, reafirmando seu compromisso com a inclusão e o desenvolvimento local. Acesse www.cesurgmarau.com.br ou entre em contato pelo WhatsApp (54) 9 9968-3746 e garanta sua vaga para construir o futuro que você merece na Faculdade CESURG Marau. Texto e foto: Alessandra Formagini/Assessoria de Imprensa Faculdade CESURG Marau

Bloco 1e 2: oposição reage à proposta do governo de conceder rodovias no RS

Já era esperado. Após o governador Eduardo Leite (PSD) anunciar o início da concessão do bloco 1 de rodovias e o edital de concessão do bloco 2, os deputados de oposição tanto à direita quanto à esquerda já começaram suas investidas contra. Nesta terça-feira, em coletiva de imprensa onde as concessões foram detalhadas, o governo defendeu o repasse como a única maneira de garantir que as rodovias estaduais recebam os investimentos no montante previsto (cerca de R$ 6 bi cada bloco). Sobre o uso de recursos do Fundo de Reconstrução (Funrigs) nas concessões, Leite argumentou que as estradas de ambos os blocos precisam de obras de resiliência e reconstrução. Ao longo da quarta-feira, parlamentares aproveitaram para abordar o assunto durante a sessão da comissão de Economia, visto que, à tarde, a pauta foi tomada pela megaoperação policial no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV), que resultou em mais de 120 mortos. Em fala, Halley Lino (PT) relembrou a análise do Tribunal de Contas (TCE-RS) sobre o bloco 2. “A gente precisa se dar conta do que está acontecendo. O TCE apontou mais de 50 ilegalidades, o governo rebateu 15. E ainda há mais de 30 itens a serem desconstituídos”, disse. Segundo o deputado, o problema não é a concessão em si, mas a forma como o processo está sendo conduzido. “O problema é que está caro. É muito dinheiro público, a forma de remuneração está errada e as pessoas vão pagar caro.” Na mesma oportunidade, o deputado Rodrigo Lorenzoni (PP) reforçou a tese de que o problema não é o repasse à iniciativa privada, mas os moldes em que está sendo feito. “O que estamos vendo é algo imposto, truculento, sem diálogo e sem transparência. Não sabemos qual é o verdadeiro objetivo por trás dessas concessões, mas temos certeza de que o interesse público não é o foco”, criticou. “A base de uma concessão é o investimento privado para viabilizar um serviço que o governo não consegue prestar. O empresário aplica seus recursos, assume o risco e, ao longo do tempo, recupera o investimento por meio da cobrança de pedágio. No caso dos blocos 1 e 2, o governo está entregando dinheiro público a uma empresa privada que terá três anos para iniciar as obras, contará com recursos de pedágio e não assumirá risco algum. É um modelo completamente distorcido”, reforçou Lorenzoni. As discussões continuaram nesta quinta-feira, desta vez na tribuna. Para o líder da bancada do PT, Miguel Rossetto, a concessão, da forma como está proposta, resultará em problemas econômicos para o Estado, visto que os pedágios devem encarecer o custo logístico. “Inviabiliza aquilo que mais queremos para o Rio Grande, que é o crescimento econômico”, afirmou, após classificar Leite como o “rei dos pedágios”. “Se o governador Antônio Britto entrou para a história como o governador dos pedágios, com 31 pedágios, Eduardo Leite, com 58, assume o reinado. É o rei dos pedágios. Pedágios caros e injustificáveis”, destacou. Em seguida, o deputado do Podemos, Cláudio Branchieri, que já está de malas prontas para migrar para o PL, deu gás a parte das acusações feitas por Rossetto. “Não concordamos 100% no assunto, mas concordamos 90%”, disse o deputado, que normalmente é frontalmente contrário aos parlamentares de esquerda. Após uma série de críticas diretas ao secretário de Reconstrução, Pedro Capeluppi, ele retomou a discussão sobre a análise feita pelo TCE-RS. Segundo Branchieri, o governador não explicou por que o custo do quilômetro é de R$ 0,19 e não R$ 0,17, como recomendou a Corte. Ao retornar à tribuna em outra oportunidade, aproveitou para criticar o valor que será aportado pelo Piratini nas concessões (R$ 1,5 bi em cada, totalizando R$ 3 bilhões). Em um movimento que foge à regra, o presidente da Assembleia, Pepe Vargas (PT), também foi à tribuna para falar da proposta. Para ele, o repasse à iniciativa privada, como está proposto, deve prejudicar a economia gaúcha, que já paga pela sua distância dos grandes centros do país. “Na esteira do que o deputado Rossetto e o deputado Branchieri levantaram, o problema da modelagem feita aqui no Rio Grande do Sul é que a empresa de advocacia que faz o assessoramento dessa modelagem e a empresa de engenharia que a executa são prestadoras de serviço das concessionárias de rodovias. Então, a visão não é de interesse público. A visão é da maximização do lucro excessivo das concessionárias. Por isso, o pedágio é caro e há pouco investimento”, classificou. Além do discursoEm busca de uma tentativa de reação que vai além do discurso, os deputados de oposição ensaiam, nos bastidores, a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as concessões. A pauta une partidos de ambos os campos ideológicos: do PL ao PT. Em agosto deste ano, movimento semelhante resultou na instalação, após um ano de sua proposição, da CPI das Concessionárias de Energia. Outra alternativa pleiteada é a aprovação de um pedido de convocação para Capeluppi na comissão de Economia, presidida pelo deputado Gustavo Victorino (Republicanos). Sem aval LegislativoO repasse de rodovias à iniciativa privada não depende de aval Legislativo desde 2015, quando a Assembleia Legislativa aprovou a proposta que retirou essa prerrogativa do Parlamento. Isso não impede, contudo, que os deputados contrários à medida tentem se mobilizar para barrar as concessões. E a pressão, por vezes, funciona: foi o que aconteceu com o bloco 2, quando aliados do governador começaram a se manifestar contra o modelo planejado pelo Estado de forma pública. Esse foi um dos fatores que levou o Executivo a rever a proposta de concessão e apresentar uma nova alternativa, com um maior aporte público (R$ 1,5 bilhão) e uma tarifa reduzida (R$ 0,19 por km).

Inicia a colheita de cevada com bom rendimento e grãos de alta qualidade industrial

As lavouras de cevada apresentam desempenho apropriado na etapa final do ciclo. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado na quinta-feira (30/10), a maior parte das áreas estão em maturação fisiológica. A Emater/RS-Ascar estima área cultivada em 31.613 hectares e produtividade em 3.458 kg/ha.  O tempo seco das últimas semanas favoreceu a redução da umidade dos grãos e as operações de colheita, especialmente nas áreas de semeadura precoce. As produtividades médias se mantêm dentro das expectativas iniciais, variando entre 3.400 e 4.000 kg/ha, com bom padrão de qualidade industrial.   De modo geral, as condições climáticas dos últimos períodos e o bom estado fitossanitário indicam perspectiva de safra satisfatória tanto em produtividade quanto em qualidade para malte. Os grãos apresentam tamanho e germinação adequados e poucos defeitos de origem microbiana. A proteína está aquém do ideal, mas o fato é compatível a situação de elevadas produtividades.   No entanto, a manutenção desse quadro favorável depende da continuidade de períodos com tempo seco, pois apenas pequena parcela da área cultivada foi colhida e a maior parte das lavouras encontra-se madura, a campo, suscetível a intempéries. Em áreas destinadas ao consumo animal, a colheita está mais adiantada, apresentando rendimento médio semelhante ao observado nos cultivos conduzidos para uso cervejeiro, resultado considerado atípico, uma vez que essas áreas geralmente diferem em manejo e potencial genético. Trigo A colheita do trigo avançou, de forma acelerada, em todas as regiões produtoras, beneficiada pela predominância de condições meteorológicas secas e ventos constantes, que favorecem a redução da umidade dos grãos, a trilha e o desempenho das máquinas no campo.   Estima-se que cerca de 27% da área cultivada tenha sido colhida; 42% encontram-se em maturação; 28% em enchimento de grãos; e 3% em floração. As produtividades registradas até o momento variam amplamente, entre 2.100 e 4.200 kg/ha, conforme o regime de chuvas, o nível tecnológico e o manejo empregado. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada de trigo no Estado em 1.141.224 hectares. A produtividade está em 3.261 kg/ha. Aveia Branca A cultura da aveia-branca encontra-se em fase final de ciclo, com a colheita amplamente avançada e com índices elevados de maturação fisiológica nas lavouras remanescentes. A Emater/RS-Ascar indica que estão cultivados 393.252 hectares de aveia-branca.  A estimativa atual de produtividade está em 2.445 kg/ha.  De forma geral, as produtividades continuam dentro das expectativas iniciais, variando entre 2.100 e 2.400 kg/ha, o que reflete o bom desempenho dos cultivos. O desenvolvimento das plantas foi favorecido pelas condições climáticas predominantes de tempo seco durante o enchimento de grãos e a colheita, o que contribuiu para a adequada sanidade das espigas e peso hectolitro. Canola As condições climáticas das últimas semanas, como predomínio de tempo seco e boa insolação, favoreceram o avanço das operações de colheita e a adequada maturação das áreas remanescentes.   As produtividades apresentam ampla variabilidade, refletindo as diferenças no regime de chuvas durante o estabelecimento das lavouras e na disponibilidade de radiação solar nas fases de florescimento e enchimento de grãos. De modo geral, as médias regionais situam-se entre 1.300 e 1.700 kg/ha.   Em termos de qualidade, o produto apresenta bom padrão de granulação e teor de óleo, favorecendo a comercialização para a indústria de extração. Em termos econômicos, mesmo com a redução estimada de 4,5% na produtividade média nesta safra, a cultura mantém atratividade e potencial de expansão nos próximos ciclos.   A Emater/RS-Ascar, projeta o cultivo de 176.076 hectares. A produtividade está estimada em 1.659 kg/ha. Foto: Divulgação Emater/RS-Ascar Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Jornalista Taline Schneider

BRASIL: Tour pelas principais manchetes ao redor do país

“O Palmeiras é o time da virada…”. Depois de perder por 3 a 0 no jogo de ida, o time de Abel Ferreira goleou a LDU por 4 a 0 em casa e garantiu vaga à final da Libertadores. O confronto será contra o Flamengo, uma reedição da decisão de 2021. Quem vencer, vai virar o clube brasileiro com mais títulos na competição. Resposta à crise. Após a operação no Rio que deixou mais de 120 mortos, o governo federal deve enviar hoje ao Congresso o PL Antifacção, que endurece penas para integrantes de facções e cria um banco nacional de dados de investigados. Isenção sem prazo. O Congresso aprovou proposta que permite duração indeterminada para a nova faixa de isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil. A medida elimina a regra que limitava esse tipo de benefício a cinco anos e dá ao governo margem para tornar a isenção permanente. Menor nível. O Brasil registrou 5.796 km² de desmatamento entre agosto de 2024 e julho de 2025 — queda de 11% e o menor índice desde 2014. O dado chega a duas semanas da COP30. Força local. Os supermercados regionais já concentram 70% do faturamento entre as 20 maiores redes do país. O avanço de grupos como Supermercados BH e Grupo Mateus estão redesenhando o varejo alimentar e pressionando gigantes como Carrefour e Assaí. Recorde batido. A Globo fechou a arrecadação de R$ 3 bilhões para as cotas de publicidade do futebol de 2026. A emissora fechou 16 contratos para transmissões do Brasileirão e da Copa do Brasil. O valor supera 2025 em meio bilhão, impulsionado por uma audiência de 50M de torcedores.

EEVIMA Bike Tour – Conhecendo Vila Maria sobre duas rodas realiza primeiro roteiro

Na tarde desta quarta-feira, dia 29 de outubro, os alunos do 2º e 3º ano do Ensino Médio da Escola EEVIMA participaram do Projeto EEVIMA Bike Tour, uma atividade que uniu esporte, integração e contato com a natureza. O percurso teve início na escola e seguiu até a comunidade Linha 24-Sagrada Família no município de Vila Maria, proporcionando momentos de descontração, trabalho em equipe e superação. Sobre o projeto Coordenado pelo professor Evandro Consaltér, o projeto EEVIMA Bike Tour consiste na realização de passeios ciclísticos guiados, em horários extraclasse (ou turno inverso), sempre saindo da escola, percorrendo as comunidades do interior do município e pontos turísticos. Para cada passeio, haverá preparação prévia do roteiro, com estudo do tempo de descolamento, distância que será percorrida, previsão do tempo para o dia e elaboração textual sobre a história da comunidade ou ponto turístico, curiosidades e principais características do local. O texto, será lido pelos alunos ao chegarem ao destino. Servirá com prática de leitura e escrita e de apropriação de conhecimentos sobre o local. Após esta atividade, os alunos terão algum tempo para descanso e visitação ao local e, em seguida, retornarão ao ponto de saída, a Escola.  O passeio sempre será guiado e acompanhado pelos professores organizadores do projeto.

FAMURS: Entidades articulam próximos passos por socorro a agricultores endividados no RS

Entidades do setor primário, parlamentares e produtores rurais se reuniram, na segunda-feira (27), no auditório da Famurs, em Porto Alegre, para alinhar os próximos passos do movimento apartidário que busca soluções para o elevado endividamento dos agricultores gaúchos após sucessivas perdas de safra. A mobilização também pressiona pela aplicação integral da Política Nacional de Crédito Rural, uma vez que produtores de todo o estado vêm relatando restrições ao crédito e descumprimento de normas legais pelas instituições financeiras, que deveriam prorrogar débitos em caso de frustração de colheita por fatores climáticos. Ao final do encontro, ficou definido que o grupo marcará uma nova reunião com o governador Eduardo Leite para tratar do tema nos próximos dias. Junto ao governo do Estado, os principais objetivos são pleitear a ampliação do Programa Operação Terra Forte para contemplar os produtores atendidos pelo Pronamp e o reforço da mobilização do Rio Grande do Sul em Brasília na defesa dos agricultores. No Congresso, a expectativa é de que a bancada gaúcha articule uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para pressionar pela votação do Projeto de Lei 5122/2023, que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para criar uma linha especial de financiamento aos produtores rurais afetados por eventos climáticos. A proposta passou pela Câmara dos Deputados em julho e, desde agosto, está pendente de análise no Senado. Outro encaminhamento dado pelas entidades é a proposição de uma agenda com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul para demandar a criação de uma instância de mediação. A intenção é evitar execuções, buscas e apreensões que vêm ocorrendo em propriedades de produtores rurais que não conseguiram honrar as dívidas, mas desejam renegociar os débitos com as instituições financeiras. “Os prefeitos e as prefeitas do Rio Grande do Sul são solidários, enxergam e sentem diariamente o sofrimento que o agricultor gaúcho vem passando. O impacto também é percebido nas receitas dos municípios, que dependem da produção de alimentos para sustentar o desenvolvimento e a prestação de serviços às comunidades. Nos últimos meses, nos mobilizamos, cobramos, estivemos em Brasília, mas a verdade é que ainda não tivemos uma resposta à altura da crise no campo. Vivemos um período de grandes incertezas, mas a Famurs seguirá sempre ao lado dos produtores rurais, em busca de diálogo e alternativas”, enfatiza a presidente da Famurs e prefeita de Nonoai, Adriane Perin de Oliveira. Mobilização Nos discursos, os representantes da Associação dos Produtores de Soja do Rio Grande (Aprosoja-RS), da Associação dos Produtores e Empresários Rurais (APER) e da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) concordaram que a Medida Provisória que libera R$ 12 bilhões para socorrer o setor, anunciada pelo governo federal em setembro, é insuficiente para o tamanho do passivo acumulado. Os dirigentes ressaltaram que é preciso manter a mobilização para alcançar uma proposta abrangente, que contemple os agricultores gaúchos e de outros estados afetados por intempéries.  “Estamos caminhando para um colapso financeiro geral da agricultura do RS. O que nós estamos pedindo é parcelamento com juro adequado, ninguém pede perdão de dívida. Temos muitos produtores que ainda não têm fertilizante para plantar. O pessoal não está plantando, todo mundo está preocupado”, afirmou o prefeito de Júlio de Castilhos, Bernardo Dalla Corte, que é produtor rural há mais de três décadas. “A Farsul tem uma posição muito forte e clara em favor da securitização. O nosso foco está no Senado Federal, na expectativa pela aprovação do PL 5122. Esse é o caminho”, argumentou Domingos Velho Lopes, presidente eleito da Farsul.  “A Medida Provisória 1314 é insuficiente. Precisamos encontrar uma forma de forçar o presidente (Davi) Alcolumbre a pautar (o PL 5122/2023)”, destacou o presidente da Aprosoja-RS, Ireneu Orth. “Temos alternativas, só precisamos que isso seja analisado jurídica e tecnicamente. Nós já temos várias famílias destruídas em razão dessa situação. Nesses últimos meses, temos discursado bastante. Agora, precisamos de ações concretas, que dêem resultado. Essa é uma pauta de todo o Rio Grande do Sul. Não estamos falando de ideologia ou partido políticos. Atendendo a agricultores, vamos atender indústria, comércio e toda a economia gaúcha”, complementou o presidente da APER, Arlei Romeiro.

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