Na segunda-feira, dia 16 de novembro, na sede da FETAG-RS, em Porto Alegre, entidades do setor produtivo (FETAG-RS, Farsul, Famurs, Fecoagro e Emater) se reuniram para discutir a pauta de reivindicações que será entregue ao Ministério da Agricultura, visando amparar agricultores e pecuaristas que estão sendo afetados por mais uma estiagem, a segunda no ano de 2020.
O momento mais uma vez é avaliado como de extrema gravidade, pois, em algumas regiões do Estado, como a noroeste, boa parte da safra de milho está perdida devido à falta de água. Nesta região que planta mais cedo em comparação com as demais, mesmo que volte a chover nos próximos dias, as perdas são irreversíveis.
A falta de milho, além de prejudicar o agricultor que fica sem produto para vender, também já afeta os produtores da cadeia leiteira, que estão sofrendo com a falta de milho para silagem, bem como pastagem que está secando, aumentando e muito o custo de produção, obrigando o produtor a utilizar ração.
De acordo com o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho, que participou através de videoconferência diretamente de Brasília, uma reunião com a ministra da agricultura Tereza Cristina poderá ser marcada e a pauta entregue em mãos para a titular da pasta.
As pautas estão divididas entre Governo do Estado e Governo Federal.
Para o presidente da FETAG-RS, Carlos Joel da Silva, “o Estado precisa se preocupar com a irrigação. O governo precisa criar um projeto de armazenagem de água, nas grandes, médias e pequenas propriedades, levando em consideração as suas peculiaridades, pois normalmente, não falta água ao longo do ano, o problema é a distribuição nas regiões. Precisamos resolver os entraves que muitas vezes impedem os produtores de armazenar água, que é principal problema”, disse.
Ainda no tocante a irrigação, é necessário resolver problemas de energia elétrica no meio rural, o que também dificulta a implantação de sistemas próprios de irrigação.
Foto: Joel Vargas/Assembleia Legislativa
