Nesta terça-feira, dia 3 de novembro, os Estados Unidos vão às urnas para encaminhar o republicano Donald Trump ou o democrata Joe Biden à Casa Branca.
Esses votos presenciais se somam a outros encaminhados por correio, uma alternativa que ganhou maior adesão neste ano em meio à pandemia de coronavírus.
Lembrando que para se tornar presidente dos EUA, não é preciso realmente ganhar no voto popular. Em vez disso, os candidatos devem conquistar a maioria dos delegados do Colégio Eleitoral.
Houve um acréscimo de milhões de americanos votando pelo correio na comparação com eleições anteriores. A contagem deste tipo de voto pode levar mais tempo, e alguns Estados só começarão a fazer isso no próprio dia da eleição. Portanto, quase certamente haverá demora na divulgação de alguns resultados.
E por conta desse aumento sem precedentes de votos por correspondência, um candidato que aparecer na frente no início pode acabar sendo ultrapassado conforme são apurados os votos por correio ou presenciais.
Dezenas de milhões de votos por correspondência serão lançados na eleição deste ano, talvez o dobro do que em 2016.
Ao longo da corrida eleitoral, muitos expressaram a preocupação de que o grande volume de cédulas enviadas sobrecarregasse os serviços postais do país, atrasando o trabalho de funcionários em diferentes Estados — mas o serviço postal do país garantiu que isso não aconteceria.
Os votos por correspondência, entretanto, demoram mais para serem contados do que as cédulas depositadas presencialmente. As cédulas enviadas por correio devem ser removidas manualmente de seus envelopes e verificadas como válidas antes de serem tabuladas.
Há ainda uma preocupação crescente com fraudes eleitorais — acusação recorrente na campanha de Trump.
É importante ressaltar, porém, que casos de fraude são incrivelmente raros e não há evidências de que as cédulas por correspondência sejam especialmente suscetíveis. No geral, a taxa de fraude eleitoral nos Estados Unidos está entre 0,00004% e 0,0009%, de acordo com um estudo de 2017 do instituto Brennan Center for Justice.
Os resultados finais demorarão a sair, mas ainda existem alguns Estados que podem dar pistas iniciais.
As urnas na Carolina do Norte serão encerradas às 19h30 EST (21h30 em Brasília), onde o grande volume esperado de eleitores presenciais deve levar a resultados mais rápidos. Em 2016, Donald Trump teve uma vitória apertada neste Estado.
Em seguida, às 20h EST (22h em Brasília), a votação será encerrada na Flórida. Este Estado definiu vitórias e derrotas em outras eleições, o que poderá se repetir este ano. Uma nota de cautela: cédulas postais e votos antecipados (modalidade permitida nos EUA, desde que o eleitor justifique o motivo pelo qual não poderá comparecer no dia da eleição) devem ser processados primeiro, provavelmente favorecendo Biden.
E às 21h (23h em Brasília), as pesquisas serão encerradas no Arizona, onde os funcionários começaram a contagem dos votos em 20 de outubro. Trump saiu vitorioso lá em 2016, mas as pesquisas eleitorais de agora dão a Biden uma vantagem estreita. No Arizona, como na Flórida, as contagens iniciais podem favorecer Biden, cujos apoiadores estão mais inclinados a votar antecipadamente ou pelo correio.
Em vários outros Estados, as autoridades não contarão uma única cédula até 3 de novembro — o que inclui vários lugares decisivos.
Em Ohio, as pesquisas serão encerradas às 19h30 EST (21h30 em Brasília). As autoridades do Estado divulgarão resultados parciais no dia da eleição, mas nenhuma outra contagem será divulgada até que a contagem final seja certificada, o que deve ser feito até 28 de novembro. Ohio não é apenas um Estado-pêndulo, mas também quase um vidente: que venceu ali, venceu também a disputa presidencial em todas as eleições, com exceção da primeira, desde a Segunda Guerra Mundial.
As urnas na Pensilvânia serão encerradas às 20h (22h em Brasília). Os caminhos de ambos os candidatos passam por este Estado disputado, onde Biden nasceu e Trump venceu em 2016 por um único ponto percentual.
Já em Wisconsin e Michigan, as urnas serão fechadas às 21h EST (23h em Brasília). Os democratas têm trabalhado arduamente em Wisconsin após a estreita derrota de Hillary Clinton ali em 2016. Algumas pesquisas agora dão a Biden a liderança, mas o Estado ainda está em disputa. O vizinho Michigan também é considerado decisivo e sem sinais evidentes de um favorito.
Fonte: BBC
