O dia 5 de maio foi definido pela Organização Mundial da Saúde como data para conscientização sobre um gesto simples e que pode auxiliar na prevenção de diversas doenças: a higienização das mãos. Em virtude da pandemia do coronavírus, a ação recebe ainda mais atenção e tem sua importância reforçada não apenas para os profissionais de saúde, mas para toda a população, como uma atitude eficaz na prevenção da covid-19.
“A higiene das mãos é amplamente reconhecida como uma das principais estratégias para a prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde. O uso das técnicas adequadas de higiene de mãos contribui para evitar a disseminação de microrganismos, especialmente os multirresistentes.” explica a médica infectologista do Hospital de Clínicas (HC) de Passo Fundo, Dra. Clarissa Oleksinski.
A higienização das mãos se tornou parte da rotina de todos devido as campanhas de prevenção ao coronavírus. Porém, adotar este hábito previne também diversas outras doenças. “Para a população em geral, a higiene de mãos contribui de sobremaneira para evitar a transmissão de doenças infectocontagiosas. Dentre essas infecções podemos citar a influenza (gripe), a COVID-19, diversas infecções virais como herpes, rotavírus, hepatite (neste caso hepatite A), infecções bacterianas causadoras de diarreia, meningites, conjuntivites.” salienta a especialista.
A rotina de higienização das mãos
Dra. Clarissa Oleksinski orienta sobre quais são os momentos em que é necessário lavar as mãos. “Sempre ao chegar em casa vindo da rua, ao manipular dinheiro, após utilizar o banheiro e antes de se alimentar ou preparar alimentos.”
Porém, é necessário atenção para a higienização correta para que o procedimento seja eficaz. “A pressa em terminar o procedimento é o maior erro que as pessoas cometem. A lavagem completa das mãos deve durar entre 40-60 segundos, acompanhada de uma quantidade suficiente de água e sabão para cobrir todas as áreas das mãos e punhos. Deve-se atentar também para a presença de adornos (anéis, pulseiras, joias de unhas) que auxiliam a fixação dos microrganismos na pele e dificultam a limpeza efetiva.” salienta a infectologista do HC.
No caso dos profissionais de saúde, o hábito de higienizar as mãos com frequência integra os protocolos de segurança do paciente das instituições de saúde. “As mãos são consideradas as principais ferramentas dos profissionais que atuam nos serviços de saúde, pois é através delas que eles executam suas atividades. Assim, a segurança dos pacientes, nesses serviços, depende da higienização cuidadosa e frequente das mãos desses profissionais.” pontua.
Álcool em gel ou água e sabão: quando cada um é indicado?
“Álcool em gel e água e sabão tem a mesma eficácia e são intercambiáveis, o que significa que podemos utilizar um ou o outro método. A higiene de mãos com água e sabão deve ser preferida quando há sujeira visível nas mãos, considerando o tempo necessário para cumprir todo processo (40-60 segundos). Já o álcool em gel é mais prático e pode ser utilizado quando não há sujeira visível nas mãos, devendo durar de 20-30 segundos, lembrando também de cobrir todas as áreas das mãos com a preparação alcoólica.” evidencia Dra. Clarissa Oleksinski, médica infectologista do Hospital de Clínicas.
Fonte: Natieli Batistela – Jornalista / Hospital de Clínicas de Passo Fundo
