Dos 309 municípios do Rio Grande do Sul que fizeram algum tipo de monitoramento do mosquito transmissor das doenças dengue, zika e chikungunya, 75 apresentaram situação de risco de surto. O número corresponde a 24,3% das cidades pesquisadas.
No Brasil, casos de dengue crescem 339% em 2019.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde, na manhã da terça-feira (30), e fazem parte do primeiro Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) do ano, que compreende o período de janeiro de 2019 a 15 de abril de 2019.
“Ele está em nono lugar em situação de risco em comparação com outros estados. Apesar do número importante de municípios, dentro do cenário nacional o Rio Grande do Sul é um dos estados com menor incidência do país”, destaca Rodrigo Said, coordenador-geral dos Programas Nacionais de Controle e Prevenção da Malária e das Doenças Transmitidas pelo Aedes.
O mesmo levantamento apontou 392 casos de dengue investigados no estado em 2019. Houve um aumento de 476% em relação ao mesmo período de 2018, quando foram registrados 68 casos.
Na última quarta-feira (24), a Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulgou números mais recentes da dengue. São 433 casos no Rio Grande do Sul, sendo 217 confirmados e 216 investigados. Um novo levantamento deve ser publicado pela SES nos próximos dias.
De acordo com o relatório da SES, casos de dengue são notificados em todos os meses do ano, mas há um aumento entre os meses de novembro e maio.
Quanto à chikungunya, segundo o Ministério da Saúde, são 29 casos no estado em 2019 contra 21 no ano passado, um aumento de 38%. No boletim da Secretaria estadual, são cinco casos confirmados e 30 investigados em 2019.
Em relação ao zika vírus, a quantidade de casos notificados cresceu 700%. Passou de 3, em 2018, para 24 neste ano. A SES divulgou um caso confirmado e 26 investigados no estado.
O LIRAa é um instrumento para o controle do vetor e das doenças (dengue, zika e chikungunya). Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito e o tipo de criadouro predominante.
Confira a lista de municípios que fizeram o LIRAa no Rio Grande do Sul, classificados em situação de risco:
1-Ajuricaba
2-Alecrim
3-Alegria
4-Alto Alegre
5-Augusto Pestana
6-Boa Vista do Buricá
7-Bossoroca
8-Caiçara
9-Canoas
10-Carazinho
11-Cerro Largo
12-Chapada
13-Cruz Alta
14-Derrubadas
15-Dezesseis de Novembro
16-Espumoso
17-Estação
18-Estância Velha
19-Fortaleza dos Valos
20-Frederico Westphalen
21-Garruchos
22-Giruá
23-Guarani das Missões
24-Horizontina
25-Humaitá
26-Ibirubá
27-Independência
28-Itaqui
29-Jacutinga
30-Jaguari
31-Jóia
32-Marau
33-Mato Queimado
34-Não-Me-Toque
35-Nova Boa Vista
36-Novo Hamburgo
37-Novo Machado
38-Palmeira das Missões
39-Panambi
40-Passo Fundo
41-Planalto
42-Porto Lucena
43-Porto Vera Cruz
44-Quinze de Novembro
45-Ronda Alta
46-Saldanha Marinho
47-Salto do Jacuí
48-Salvador das Missões
49-Sananduva
50-Santa Maria
51-Santo Antônio das Missões
52-Santo Antônio do Planalto
53-Santo Augusto
54-Santo Cristo
55-São Borja
56-São João da Urtiga
57-São José das Missões
58-São Miguel das Missões
59-São Paulo das Missões
60-São Pedro do Sul
61-São Sepé
62-Sapiranga
63-Sede Nova
64-Tapejara
65-Tapera
66-Tio Hugo
67-Tiradentes do Sul
68-Três Passos
69-Tupanciretã
70-Tuparendi
71-Uruguaiana
72-Victor Graeff
73-Vila Maria
74-Vista Alegre
75-Vista Gaúcha
