A ocorrência policial do desaparecimento do gerente da unidade do Sicredi de Anta Gorda foi registrada no dia 14 de novembro de 2018, dia seguinte ao ser percebido o seu sumiço. O delegado Guilherme Pacifico, titular da delegacia de Anta Gorda, deu início às investigações, que levaram o suspeito C.A.W.P a prisão no dia 23 de janeiro de 2019. Sua soltura foi concedida oito dias após por meio de Habeas Corpus.
No início de fevereiro, com o afastamento de Pacifico, que foi para o Espírito Santo, assumiu o comando da investigação o delegado Marcio Marodin.
No dia 11 de abril, o Ministério Público de Encantado deu uma coletiva de imprensa e ofereceu a denúncia ao Poder Judiciário. Foi acolhida pela juíza Jacqueline Bervian, tornando denunciado C.A.W.P pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Sua prisão preventiva foi solicitada pelo promotor André Prediger e negada pela juíza, que entendeu não existirem fato novos. O promotor recorreu da decisão.
No dia 22 de abril, foi publicada a portaria que designa o delegado Humberto Messa Rohering, como delegado substituto para Anta Gorda.
O dentista acusado pela morte do gerente do Sicredi de Anta Gorda, Jacir Potrich, 55 anos, foi preso na quinta-feira (25). Ele foi levado ao Fórum de Encantado, no Vale do Taquari e depois encaminhado para o Presídio Estadual do município. A prisão é fruto de novo pedido protocolado pelo promotor de Justiça André Prediger na última segunda-feira (22) com base no fato de que o réu vinha ameaçando e coagindo testemunhas do processo na cidade de Anta Gorda.
Segundo o pedido de prisão preventiva, familiares da vítima foram perseguidos de carro e até mesmo a pé pelo réu. O homem é acusado de afirmar a outras pessoas da comunidade que todos deveriam ter medo dele. Dessa forma, o novo pedido é por coação no curso do processo e para garantir a instrução do processo. O dentista chegou a ser preso temporariamente em janeiro deste ano, mas foi solto após o julgamento de um habeas corpus pelo Tribunal de Justiça do Estado.
Conforme a denúncia do MP, elaborada com base nas investigações da Polícia Civil, no dia do desaparecimento, no condomínio onde ambos moravam, o ex-vizinho da vítima modificou o ângulo de uma das câmeras de vigilância e desligou outra para evitar que o local do crime, um quiosque, não registrasse o momento do assassinato. Assim, imagens que formam o conteúdo probatório do processo mostram a vítima indo até o quiosque e sendo seguida. Um minuto depois, apenas o denunciado é visto saindo do local. Essas são as últimas imagens de Potrich.
Assim, o dentista foi denunciado por homicídio triplamente qualificado – motivo torpe (a desavença existente entre os dois há anos em virtude da troca de endereço do banco no qual a vítima era gerente), por asfixia e com recurso que dificultou a defesa da vítima – além de ocultação de cadáver. Além do homicídio, ele também deverá responder por ocultação de cadáver.
Relembre o caso
Jacir Potrich sumiu após retornar de uma pescaria e ter limpado os peixes em um quiosque de uso comum do condomínio residencial em que residia na cidade. O automóvel da vítima ficou estacionado na garagem. As câmeras de segurança do condomínio registraram o gerente chegando, mas não mostram a saída dele depois.
Fonte: Correio do Povo
