O Memorial Vera Cruz, localizado no município de Passo Fundo, passará a oferecer o serviço de cremação para animais de estimação. Junto com o memorial, também está sendo construído um cemitério para os animais de pequeno porte.
Atualmente, existem apenas dois crematórios licenciados no Rio Grande do Sul, ambos localizados em Porto Alegre. Desse modo, o memorial de Passo Fundo realiza o serviço de cremação terceirizado em parceria com um dos locais da capital.
Em Passo Fundo, o espaço para o novo serviço, será separado do cemitério para humanos.
ENTERRAR ANIMAIS DE FORMA IRREGULAR GERA RISCOS À SAÚDE PÚBLICA
Enterrar animais de estimação falecidos no pátio de casa ou em terrenos baldios é uma prática tão antiga que você, provavelmente, já deve ter presenciado ela ocorrer.
Acontece que essa realidade é tão antiga e comum quanto é prejudicial ao meio ambiente e à saúde pública, mas poucas pessoas sabem disso.
As veterinárias Débora Resende e Marieli Krüger explicam sobre os riscos desta prática e as melhores alternativas para solucionar esse problema. Acompanhe:
CONTAMINAÇÃO E PROLIFERAÇÃO DE DOENÇAS
A médica veterinária Marieli alerta que “enterrar os pets no quintal de casa após sua morte nunca é a melhor opção”. A decomposição do corpo resulta em necrochorume, que, de acordo com a médica, “é a formação de um líquido com bactérias e substâncias tóxicas que contaminam o solo e os lençóis freáticos”.
Se o animal morreu em decorrência de alguma zoonose, o problema é ainda mais grave. As zoonoses, explica Marieli, são doenças típicas de animais que podem ser transmitidas ao homem, tais como a toxoplasmose, leptospirose, raiva, psitacose e viroses. “Ainda mais se depois de algum tempo a pessoa começar a usar esse solo para plantar ou também como fonte de água. Isso acaba colocando em risco a vida de pessoas e animais”, considera a médica.
“E SE O ANIMAL NÃO MORREU DEVIDO A UMA ZOONOSE?”
A pergunta é comum e dá lugar a uma outra questão: os casos de animais assintomáticos. A médica Débora Resende ressalta que há vezes em que o animal não apresenta os sintomas comuns da doença. Assim, vai a óbito antes que o diagnóstico seja concluído.
Assim, nem sempre há como saber se o bichinho era portador de uma zoonose ou não. Ou seja: de qualquer forma o enterro irregular de animais pode representar um perigo.
O QUE SERIA IDEAL EM RELAÇÃO À MORTE DE UM PET?
Neste caso, ambas as médicas veterinárias, Marieli e Débora, indicam duas principais soluções:
* a cremação pet;
* ou o sepultamento do corpo com alguma empresa adequada para este serviço e que esteja de acordo com as obrigações sanitárias e ambientais exigidas pelo órgão responsável;
“Com certeza um local próprio para o sepultamento seria uma ótima solução. Além da questão do carinho do dono pelo animal, seria ideal por uma questão de saúde pública”, enfatiza Débora. Marieli complementa apontando que a empresa especializada escolhida “vai dar o destino certo ao corpo, de forma regulamentada pelas normas sanitárias”.
Além do mais, conforme observam as médicas, o local apropriado para o sepultamento de animais também abre espaço para que o tutor do animal possa dar sequência à elaboração do luto pela perda do pet. “O enterro de um pet em algum cemitério pet vai eternizar as lembranças e tornará possível as visitas a ele. Afinal, um pet em nossa vida é algo muito especial”, declara a veterinária Marieli.
Fonte: Memorial Paz
