Apesar de manifestar que se sentiu honrado em ser lembrado para assumir o cargo, ele afirmou durante comentário, nesta terça-feira, dia 18 de desembro, na Rádio Vila Maria FM, que precisa ser coerente.
Segundo o Deputado Estadual Vilmar Perin Zanchin (MDB), reeleito ao cargo, nesta noite (18), votará contrário ao projeto que prevê a prorrogação das alíquotas do ICMS. Dessa forma, acredita que não seria uma atitude correta votar contra a medida proposta pelo Governador Eduardo Leite (PSDB) e logo após servir a este mesmo Governo.
Zanchin explicou que a decisão de votar contrário ao projeto é pela situação financeira que o Estado se encontra atualmente. Para ele, apesar de ainda estar numa condição delicada, o RS está muito melhor do que há quatro anos, quando o Governador José Ivo Sartori (MDB) assumiu.
O Estado deixou de pagar quase 4 bilhões de reais por ano da parcela da dívida com a União. Em 2015, o déficit projetado era de 25 bilhões de reais para os quatro anos seguintes. Atualmente são 7 bilhões de reais. Entre outros exemplos que Zanchin cituou durante o seu comentário, justificando a sua decisão de votar contrário ao projeto de “aumento dos impostos”, como popularmente é chamado.
MDB decide aderir ao governo de Eduardo Leite
Passados 50 dias do segundo turno, o MDB gaúcho decidiu deixar de lado as mágoas eleitorais e ingressar no governo de Eduardo Leite — o tucano ganhou a disputa eleitoral do emedebista José Ivo Sartori. Na segunda-feira (17), por 47 votos favoráveis, nove contrários e duas abstenções, o diretório estadual deu o aval que a maioria dos deputados estaduais desejava.
O MDB deverá ficar com o comando da Secretaria de Transportes, uma das maiores estruturas do governo, além de cargos no segundo e no terceiro escalões.
— Se é para uma bancada enorme ter apenas uma secretaria, que seja uma secretaria enorme — resumiu um dos articuladores. A reunião do diretório durou quase três horas e teve dezenas de discursos, em sua maioria favoráveis à adesão.
— As propostas e ideias do governador Eduardo Leite são exatamente as mesmas, ou muito parecidas, com as que defendemos. Logo, estamos tratando do mesmo campo político — argumentou o deputado Gabriel Souza, líder do governo Sartori, em favor da adesão.
A maior resistência à decisão está entre as bases do MDB, onde estão os apoiadores que fizeram campanha de rua para Sartori durante as eleições
— Imagino que o militante, a pessoa que esteve na luta, lutando contra (Leite), tenha constrangimento (com essa decisão). Aliás, como presidente do partido, a gente tem constrangimento. Mas o nosso Estado é maior que nossos constrangimentos — disse o presidente estadual da legenda, Alceu Moreira.
Dos oito deputados eleitos do MDB, apenas dois foram contrários à adesão. Acompanhando postura do pai e ex-governador emedebista Pedro Simon, o deputado Tiago Simon fez algumas das mais duras críticas à aliança com Leite.
— Indiscutivelmente, existe a marca do fisiologismo no nosso partido. Temos uma oportunidade ímpar de mostrar que somos um partido diferente — disse o deputado, pouco antes de ser voto derrotado.
Até quarta-feira (19), o MDB deve indicar o nome do partido para o primeiro escalão de Leite. Também será entregue ao governador eleito uma carta com pedidos do partido a Leite em troca do apoio. Na lista estão a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal e a manutenção das políticas de austeridade.
Na terça (18), na Assembleia, o MDB deve dar seis votos favoráveis ao projeto de Leite de manutenção das alíquotas elevadas de ICMS. Além de Vilmar Perin Zanchin, Edson Brum também deve votar contrário.
Última informação fonte: Correio do Povo
