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Thiago Marini Wilfer que luta contra leucemia fará transplante de medula nesta sexta (30)

30/11/2018 Rádio Vila Maria FM Notícias

Thiago Marini Wilfer mora em Sorocaba/SP, é casado com Marina e com ela tem três filhos, a Bianca, o Nícolas e o Matteo.

Ele tem 34 anos e foi diagnosticado com leucemia. Depois de muita luta para achar um doador de medula óssea, um jovem polonês de 26 anos apresentou 90% de compatibilidade. A dificuldade de encontrar alguém 100% compatível (1 em 100 mil) é em função da miscigenação do povo brasileiro, formado por diversas raças.

O doador 90% compatível fez o cadastro em 2015 e desde então está em um banco de dados mundial, o REDOME. Ele está a exatos 9.999 quilômetros do terrítório brasileiro, na Polônia.

Isso foi possível porque os dados são interligados. Quando o doador não é encontrado dentro do Brasil, parte-se para os registros internacionais. Quando ele é encontrado, são feitos testes de compatibilidade no doador e avaliada a sua saúde. Estando tudo ok, a coleta de células tronco é agendada.

O material coletado é trazido para o Brasil por transporte aéreo, por um courier (profissional designado para levar o material até o hospital onde o paciente será transplantado). O transporte é pago pelo governo brasileiro.

As células tronco do doador ficam armazenadas em um bolsa de coleta, que é transportada em uma caixa térmica validada e refrigerada entre 5º e 20º. A caixa não pode passar pelo raio X nos aeroportos e viaja junto com o courier dentro do avião.

Tudo é alinhado com os médicos que farão o transplante. O ideal é que seja feito em até 72 horas após a coleta do material. Após este tempo as células começam a perder a viabilidade.

Assim como o Thiago, outras pessoas precisam do transplante. Quanto maior a compatibilidade maiores as chances de dar certo, por isso é importante que as pessoas continuem fazendo o cadastro no REDOME, através dos hemonúcleos e hemocentros, com o objetivo de salvar a vida de outras pessoas.

Dos cânceres do sangue, a leucemia é um dos mais conhecidos. Tudo começa na medula óssea, líquido gelatinoso que ocupa o interior dos ossos que produz os componentes do sangue: hemácias (ou glóbulos vermelhos, responsáveis pelo oxigênio de nosso organismo), leucócitos (ou glóbulos brancos, que combatem as infecções) e plaquetas (responsáveis pela coagulação do sangue, evitando hemorragias).

A leucemia acontece quando os glóbulos brancos perdem a função de defesa e passam a se produzir de maneira descontrolada. No Brasil, atualmente a leucemia é o 9º câncer mais comum entre os homens e o 11º entre as mulheres.

Para se tornar um doador de medula óssea é necessário:

– Ter entre 18 e 55 anos de idade.
– Estar em bom estado geral de saúde.
– Não ter doença infecciosa ou incapacitante.
– Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico.
– Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Como fazer o cadastro?

– Procure o hemocentro mais próximo (em Passo Fundo o cadastro pode ser feito);

– O voluntário à doação irá assinar um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), e preencher uma ficha com informações pessoais. Será retirada uma pequena quantidade de sangue (5mils) do braço do candidato a doador. É necessário apresentar o documento de identidade;

– O seu sangue será analisado por exame de histocompatibilidade (HLA), um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que vão ser cruzadas com os dados de pacientes que necessitam de transplantes para determinar a compatibilidade;

– Os seus dados pessoais e o tipo de HLA serão incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME);

– Quando houver um paciente com possível compatibilidade, você será consultado para decidir quanto à doação. Por este motivo, é necessário manter os dados sempre atualizados;

– Para seguir com o processo de doação serão necessários outros exames para confirmar a compatibilidade e uma avaliação clínica de saúde;

– Somente após todas estas etapas concluídas o doador poderá ser considerado apto e realizar a doação;

O transplante de medula óssea pode beneficiar o tratamento de cerca de 80 doenças em diferentes estágios e faixas etárias. O fator que mais dificulta a realização do procedimento é a falta de doador compatível, já que as chances de o paciente encontrar um são de 1 em cada 100 mil pessoas, em média.

Além disso, o doador ideal (irmão compatível) só está disponível em cerca de 25% das famílias brasileiras – para 75% dos pacientes é necessário identificar um doador alternativo a partir dos registros de doadores voluntários, bancos públicos de sangue de cordão umbilical ou familiares parcialmente compatíveis (haploidênticos).

O voluntário pode ser chamado para efetuar a doação com até 60 anos de idade.

Quanto ao doador, em 15 dias a sua medula óssea estará inteiramente recuperada. Fazer o cadastro é um ato de amor e solidariedade. Você pode ser compatível com alguém em qualquer lugar do mundo.

BOA NOTÍCIA

“O Thiago fez duas quimios muito fortes e seis rádios para “matar” a medula velha e foi tudo bem. O exame da medula que ele fez recentemente deu zerado, sem nenhuma célula cancerígena. Assim, o transplante se torna mais eficaz. O grande dia é nesta sexta-feira, dia 30 de novembro. Ele receberá sua nova medula”, publicou sua esposa em rede social.

Em breve as informações serão atualizadas.

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