Vila Maria FM

Polonês pode salvar a vida de brasileiro com leucemia

13/09/2018 Rádio Vila Maria FM Notícias

A cura do guararapense Thiago Marini Wilfer, de 34 anos, que tem leucemia e precisa de um transplante de medula óssea com urgência, pode estar nas mãos de um jovem polonês de 26 anos.

Ele apresentou 90% de compatibilidade. Thiago já está passando por exames para se submeter ao procedimento. O ideal seria encontrar alguém 100% compatível, mas ele terá que fazer o transplante, que está marcado para o mês de outubro, de qualquer forma.

A família está empenhada em campanhas nas redes sociais com o objetivo de sensibilizar e mobilizar pessoas para fazer o cadastro. O próprio Thiago gravou um vídeo fazendo um apelo. Com 4 milhões de acessos, pessoas do Rio Grande do Sul, Curitiba, Paraná, Santa Catarina, Ceará, Bahia, Minas Gerais e outros estados se solidarizaram.

A dificuldade de encontrar alguém 100% compatível (1 em 100 mil) é em função da miscigenação do povo brasileiro, formado por diversas raças.

Thiago é casado com Marina e é pai da Bianca, do Nícolas e do Matteo. A vida dele poderá ser salva por uma pessoa que ele não conhece. O doador 90% compatível fez o cadastro em 2015 e desde então está em um banco de dados mundial, o REDOME. Ele está a exatos 9.999 quilômetros do terrítório brasileiro, na Polônia.

Isso foi possível porque os dados são interligados. Quando o doador não é encontrado dentro do Brasil, parte-se para os registros internacionais. Quando ele é encontrado, são feitos testes de compatibilidade no doador e avaliada a sua saúde. Estando tudo ok, a coleta de células tronco é agendada.

O material coletado é trazido para o Brasil por transporte aéreo, por um courier (profissional designado para levar o material até o hospital onde o paciente será transplantado). O transporte é pago pelo governo brasileiro.

As células tronco do doador ficam armazenadas em um bolsa de coleta, que é transportada em uma caixa térmica validada e refrigerada entre 5º e 20º. A caixa não pode passar pelo raio X nos aeroportos e viaja junto com o courier dentro do avião.

Tudo é alinhado com os médicos que farão o transplante. O ideal é que seja feito em até 72 horas após a coleta do material. Após este tempo as células começam a perder a viabilidade.

A Rádio Vila Maria FM entrevistou Marina, esposa de Thiago. Ainda há a esperança de achar o doador 100% compatível. A família está muito esperançosa. Quanto maior a compatibilidade maiores as chances de dar certo, por isso é importante que as pessoa continuem fazendo o cadastro no REDOME, através dos hemonúcleos e hemocentros.

Fonte: www.aracatubaeregiao.com.br

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