A Petrobras anunciou na terça-feira, dia 04 de setembro, um aumento de 1,68% nos preços da gasolina nas refinarias. Com isso, o valor passa de R$ 2,1704 para R$ 2,2069 o litro, já a partir desta quarta-feira (5).
Com o aumento, o novo valor atingirá uma máxima dentro da política de reajustes diários, iniciada há mais de um ano. No acumulado em 1 mês, a alta chega a 13,38%.
A decisão de repassar o aumento do valor do combustível cobrado pela Petrobras para o consumidor final é dos postos de combustível.
Já o preço do diesel segue a R$ 2,2964 o litro, em meio ao programa de subvenção do governo federal. Na sexta-feira passada, a estatal anunciou reajuste de 13% no preço médio do diesel praticado nas refinarias após 3 meses de valores congelados.
A Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho do ano passado. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior frequência, inclusive diariamente, refletindo sobretudo o preço internacional e o câmbio.
Desde o início da nova metodologia, o preço da gasolina nas refinarias acumula alta de 67,93% e, o do diesel, valorização de 69,46%, segundo o Valor Online.
NOTA da ABPA- publicada em 1º de setembro
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) manifesta sua preocupação com os movimentos em redes sociais, em que determinados grupos apontam para uma possível nova paralisação de caminhoneiros em todo o Brasil.
A ABPA defende o diálogo entre o Governo e as representações dos caminhoneiros na busca por uma solução, diante das reivindicações apresentadas. O diálogo é parte do jogo democrático e é fundamental para a construção de um caminho que não prejudique a população Brasil.
Ao mesmo tempo, a ABPA ressalta os riscos para a população e para o País diante de uma nova Greve. Em maio passado, os produtores da avicultura e da suinocultura pagaram o preço alto, com a morte de milhões de aves em consequência à falta de ração nas granjas. O prejuízo superou R$ 3 bilhões, com 167 plantas frigoríficas paradas. As consequências da desorganização da produção ainda perduram, com um custo de produção mais elevado. Fábricas foram fechadas. Empregos foram perdidos. E a população foi fortemente atingida, com escassez de produtos e aumento de preços.
O direito de manifestação é legítimo, e é fundamental que o diálogo persevere, evitando atitudes extremas, como os bloqueios nas estradas. A avicultura e a suinocultura do Brasil poderá sofrer consequências insuperáveis diante de uma nova paralisação. O setor apela para o bom senso dos movimentos para que não imponham aos produtores e consumidores um momento gravíssimo e insustentável, como aqueles vividos após o fim de maio deste ano.
