O Ministério da Saúde havia aunciado que dia 16 de abril teria início a campanha de vacinação contra a Influenza 2018, na rede pública de saúde. A data prevista para o encerramento da imunização seria 25 de maio. Porém uma nova informação chegou essa semana: a campanha será adiada em pelo menos dez dias.
A previsão é que a campanha inicie por volta do dia 26 de abril e se estenda até 1º de junho. Com possibilidade do dia “D” ser em 12 de maio, véspera do Dia das Mães. A vacina demora em torno de dez dias para começar a fazer efeito, por isso quanto antes for iniciada a vacinação, melhor.
Sem falar diretamente sobre o atraso, o Ministério da Saúde disse em nota que a data de vacinação é adaptada conforme a produção e entrega dos lotes de vacina. A pasta disse ainda que o imunizante leva seis meses para ficar pronto e que a fabricação depende também da informação sobre as cepas do vírus que estão circulando com mais frequência no Hemisfério Sul, que devem ser atualizadas pela Organização Mundial da Saúde.
Sob posse da informação das cepas, os laboratórios começam a produção das vacinas. O Instituto Butantan, no entanto, diz que está pronto para entregar as doses, mas não há um contrato fechado com o Ministério da Saúde. A entidade informa que produziu 5 milhões de doses com antecedência com a verba do ano passado — e que a expectativa era entregar 60 milhões de doses até o final de maio, data que estava previsto o fim da campanha nacional.
Sobre a produção das cepas, o Instituto Butantan afirma que essa informação é atualizada todos os anos pela Organização Mundial da Saúde e que, assim que a OMS divulga a informação, o instituto já começa a produção das vacinas.
Sobre a produção da vacina
A multiplicação dos vírus é feita dentro do ovo; por isso, quem tem alergia não pode usar o imunizante. Por dia, 321.984 ovos chegam à instituição.
No total, segundo o instituto, 500 funcionários estão envolvidos no processo de produção do imunizante. A campanha tem por alvo grupos prioritários.
Veja quem recebe a vacina pelo SUS
* Crianças de 6 meses a menores de 5 anos;
* Gestantes;
* Puérperas (mulheres que estão no período de até 45 dias após o parto);
* Idosos;
* Profissionais da saúde;
* Povos indígenas;
* Pessoas privadas de liberdade;
* Portadores de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade;
* Professores de escolas públicas ou privadas.
O Ministério da Saúde adverte que a transmissão do vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz).
Outras medidas podem ajudar a evitar a doença a doença: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.
Em Vila Maria
O Posto de Saúde de Vila Maria está aguardando informações da 6ª Coordenadoria Regional de Saúde, com sede em Passo Fundo, para reorganizar a equipe de trabalho.
Importante lembrar que os doentes crônicos que levaram atestado no ano passado não precisam apresentar novamente este ano, pois foi feita uma relação dessas pessoas. Os demais que não levaram, obrigatoriamente, precisam apresentar neste ano.
Também quem tem vacinas atrasadas é importante atualizar até antes do início da campanha, pois durante o período de vacinação contra a gripe serão feitas apenas as vacinas de rotina, em função do grande movimento esperado no Posto. Qualquer dúvida é possível esclarecer através do telefone 54 3359-1003.
