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Como reconhecer atraso cognitivo e social de crianças

06/03/2018 Rádio Vila Maria FM Notícias

Nem sempre é simples identificar se uma criança que é menos interativa, menos falante, tem manias peculiares e reage de forma incomum a pessoas e estímulos possui algum problema de desenvolvimento ou se se trata apenas de uma natureza desenvolvida.

Para chegar a qualquer tipo de diagnóstico, os especialistas costumam observar o comportamento da criança, aplicar testes específicos e conversar muito com os pais para saber de todo o histórico médico e pessoal da família. O mais comum é que os primeiros sinais de alguma coisa diferente apareçam nos dois ou três primeiros anos de vida.

Avanços recentes em pesquisa cerebral têm mostrado cada vez mais, contudo, que o ambiente ajuda a esculpir o cérebro de crianças pequenas, independentemente da carga genética com que tenham nascido. É justamente por isso que é fundamental buscar ajuda o mais rápido possível. Quanto mais cedo a criança for tratada, maior a chance de ganhos significativos no decorrer da infância e da adolescência.

Se você suspeitar que o comportamento do seu filho é atípico, confie nos seus instintos e procure logo um neuropediatra ou psicólogo que tenha experiência em diagnosticar transtornos de desenvolvimento, e que possa depois trabalhar com intervenções e tratamentos específicos.

Entre esses transtornos do desenvolvimento, os mais comuns são o autismo, a síndrome de Asperger e outros transtornos do espectro autista (TEA), que afetam, em graus muito variados, o desenvolvimento social e cognitivo e a maneira como uma criança se relaciona e se comunica com o mundo exterior.

Ainda não se sabe o porquê, mas o autismo é cerca de quatro vezes mais comum entre meninos do que meninas.

 

Veja a seguir alguns sinais de alerta que podem apontar para um atraso de desenvolvimento sócio-cognitivo.

Criança de 1 ano a 1 ano e meio

  • – Não sorri quando olha para você
  • – Não mantém contato visual
  • – Não faz barulhinhos nem balbucia com frequência
  • – Não aponta nem mostra objetos que possam interessá-lo
  • – Não responde ao próprio nome
  • – Não reage a sons familiares, como telefone, voz do pai, latido do cachorro
  • – Não gesticula para se comunicar (dando tchau ou jogando beijo, por exemplo)
  • – Não comunica o que quer ou o que não quer
  • – Não participa de brincadeiras como a de esconder o rosto com as mãos e dizer “achou” depois
  • – Não imita os outros nem tenta imitar vozes ou músicas
  • – Não brinca com bloquinhos, carros, bonecas, bichos de pelúcia, animais

Criança de 1 ano e meio a 2 anos

  • – Não interage com outras pessoas na hora da brincadeira (seja oferecendo algum objeto, olhando para alguma direção para apontar, esperando alguma reação)
  • – Não reconhece imagens de objetos familiares ou de pessoas, demonstrando ao apontar para o que é pedido
  • – Não brinca de faz-de-conta (alimentando bonecas ou bichinhos, por exemplo)

Criança de 2 anos a 2 anos e meio

  • – Não presta atenção em histórias com fotos ou ilustrações
  • – Não identifica objetos nomeando-os
  • – Responde de forma exageradamente nervosa a sons como buzina, trovão, estouro de balão
  • – Não consegue seguir instruções simples (como “vá pegar o seu tênis”)

Criança de 2 anos e meio a 3 anos

  • – Não responde a perguntas sobre experiências recentes
  • – Não sabe se expressar sobre estados físicos, como frio, calor, fome, machucado
  • – Não segue instruções com duas ou três partes (“vá buscar o tênis e traga aqui para a mamãe”)
  • – Não participa de brincadeiras simbólicas, usando, por exemplo, uma banana para fingir de – telefone
  • – Não se envolve em conversas para trocar experiências e só fala para expressar necessidades
  • Os sintomas descritos acima podem variar muito de criança para criança e podem aparecer em idades variadas. Há casos ainda de crianças que têm um desenvolvimento normal até um certo ponto, e depois regridem de conquistas como fala e socialização.
  • É comum também que crianças com transtornos de desenvolvimento social não gostem de ser tocadas, apresentem tiques, fiquem muito chateadas com a quebra de qualquer rotina e façam movimentos repetitivos com o corpo (como, por exemplo, bater “asas”, mexer-se para frente e para trás, bater a cabeça sem parar).

Fonte: BabyCenter

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