Vila Maria FM

No RS, 55% das pessoas consultadas negaram doar órgãos de familiares em agosto

26/09/2017 Rádio Vila Maria FM Notícias

A doação de órgãos ainda enfrenta resistência no Rio Grande do Sul. Em agosto, do total de famílias entrevistadas depois da morte de um parente, 55% negaram o encaminhamento para transplantes. Em 2017, esse foi o mês com o pior índice – para comparação, em janeiro, o número foi de 39%. O levantamento é da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que lançou na segunda-feira (25) as atividades da Semana Nacional de Doação de Órgãos.

Em 20 anos, a pasta contabiliza 10.892 transplantes de órgãos no Estado – uma média de 544 por ano. Se somados os transplantes de tecidos, sobe para 23,9 mil em duas décadas. A doação de córnea lidera a lista, seguida por transplantes de rim.

O número de cirurgias, porém, é bem menor do que a quantidade de pessoas que aguardam na fila. Só em agosto deste ano, 1.318 gaúchos estavam à espera de um órgão. Situação que poderia ser amenizada com o aumento de pessoas favoráveis à doação.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Rio Grande do Sul registrou 697 potenciais doadores em 2016 e 284 transplantes efetivados. Das 521 entrevistas familiares, 211 negaram a doação, fazendo com que a média de rejeição terminasse o ano em 40%.

Mesmo assim, o Estado está na terceiro posição no ranking nacional, perdendo apenas para São Paulo e Paraná. Ao todo, o Brasil contabilizou 7.955 transplantes de órgãos no ano passado – 786 no Rio Grande do Sul. 

Informação: Rádio Gaúcha

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