O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, foi eleito uma das dez personalidades brasileiras mais atuantes na defesa e na divulgação do setor para o mundo. A lista foi elaborada a partir de consulta com 780 empresas, entre fornecedores, editores de publicações especializadas e dirigentes de entidades públicas e privadas.
Com o nome sugestivo de Carne Forte, o prêmio será entregue na próxima terça-feira (9), em São Paulo/SP, durante a abertura da EXPOMEAT (Feira Internacional de Processamento e Industrialização de Aves, Bovinos, Ovinos, Suínos e Pescado).
Turra foi um dos três mais votados na categoria livre, ao lado de Pedro de Camargo Neto, vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB) e José Roberto Permonian Rodrigues, vice-presidente do Grupo BRF. Entre os vencedores estão ainda o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi (categoria governo federal) e a senadora Ana Amélia Lemos (categoria legislativo).
O nome do prêmio é uma alusão à Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal em março deste ano. O presidente da ABPA teve uma atuação intensa nos meses que sucederam a investigação. Reiteradas vezes – em coletivas de imprensa, eventos, artigos publicados e missões internacionais – ele defendeu a qualidade dos produtos e o controle sanitário da cadeia nacional, apontando também a necessidade de punição aos criminosos.
Para a diretora da EXPOMEAT, Maria Antonia Ferreira, a iniciativa é mais um esforço para reforçar a imagem do setor. O Brasil é um dos principais players de proteína animal no mundo. O Prêmio Carne Forte é um reconhecimento à nossa posição de destaque no cenário internacional e um estímulo a essas pessoas lutadoras e abnegadas que trabalham intensamente para reforçar o nosso nível de atividade e excelência, resume.
Francisco Turra
Foi presidente-executivo da Conab, transformando-a, de uma organização com sérios problemas, na empresa pública mais eficiente do Brasil, segundo a Revista Exame.
Em 1998, comandou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Criou programas como o Moderfrota, além de diversas iniciativas voltadas para o pequeno e médio produtor, que permitiram ao país crescer sua produção em 18% no período. Em sua gestão, os embarques de carne bovina cresceram 81%; de frutas, 71% e de carne de frango, 20%.
Comandou ainda a Diretoria de Agronegócios da Fiergs e a Diretoria de Desenvolvimento do BRDE. Em 2008, assumiu a presidência-executiva da ABEF que depois, fundida com a UBA, formou a União Brasileira de Avicultura (UBABEF). É presidente-executivo da ABPA desde 2014.
