O governo federal estima que precisará remanejar cerca de R$ 20 bilhões no Orçamento de 2027 para custear medidas anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, a reorganização corresponde a pouco mais de 1% das despesas primárias sujeitas ao limite de gastos do próximo ano.
Reeleito no domingo (25), Lula terá de conciliar os compromissos assumidos durante a campanha com as regras fiscais. Entre as iniciativas estão o reajuste do Bolsa Família, com custo adicional estimado em R$ 22,7 bilhões em 2027, e a terceira edição do Desenrola, cujo impacto previsto é de R$ 5 bilhões. Esses valores não devem ser somados ao remanejamento, que representa a necessidade de redistribuição de recursos dentro do Orçamento.
O presidente também prometeu ampliar o Pé-de-Meia para estudantes universitários e criar o chamado Pix MEI, com transferências de até R$ 5 mil para investimentos de microempreendedores individuais. A implementação desta última proposta depende de aprovação do Congresso Nacional.
O Ministério do Planejamento afirma que os ajustes serão feitos sem ampliar o limite total de despesas nem comprometer a meta fiscal. A pasta, porém, ainda não detalhou quais áreas poderão perder recursos. As alterações deverão ser encaminhadas ao Congresso após a definição do relator da proposta orçamentária de 2027.
Fonte: CNN Brasil
