O Brasileirão Betano iniciou ontem sua primeira rodada desde a proibição das bets. Dos 20 clubes da primeira divisão, 14 tinham contrato com uma casa de apostas como patrocinadora máster em suas camisas.
O que mudou? Com a medida, a publi de bets foi proibida e os sites de aposta precisaram sair do ar. Isso obrigou as marcas a tirarem os patrocínios do uniforme e de ativações comerciais.
O Santos foi o primeiro time brasileiro a deixar de exibir o patrocínio de uma bet após o veto. Apesar disso, o clube, assim como muitos outros, ainda mantém a esperança de que a MP caia e segue à espera de uma liminar que derrube a medida.
Os times se organizaram para esse cenário e vão levar camisas sem e com patrocínio para as partidas deste meio de semana. A mesma decisão se aplica aos backdrops, à frente dos quais os atletas dão entrevistas.
O Flamengo — clube com o contrato mais rentável, de R$ 268M por ano — chegou a reclamar do risco de cerca de 150 mil peças ficarem encalhadas. Mas o governo permitiu a venda de camisas já produzidas com as logos para a queima do estoque anterior à medida.
A reação também estará nos estádios. Todos os jogos do Brasileirão exibirão publicidade contra o fim das bets. Alguns clubes também poderão estampar a campanha em suas camisas, com frases em protesto.
O impacto das bets vai além do futebol. Estima-se que o veto às bets pode liberar até R$ 40 bilhões por ano no orçamento das famílias. O cálculo considera o dinheiro que deixaria de ser gasto nas plataformas, mas não leva em conta uma eventual migração dos apostadores para sites ilegais.
