Uma pesquisa com gestores de RH revelou que 53% já identificaram colaboradores com dificuldades financeiras causadas por apostas. Na prática, as bets deixaram de ser um problema só da vida pessoal e passaram a afetar diretamente as empresas.
Os próprios profissionais de RH chamam o efeito de “presenteísmo”. Ou seja, o funcionário comparece ao trabalho, mas passa parte do expediente checando cotações e tentando recuperar perdas.
- Esse comportamento acaba causando erros no trabalho, prazos perdidos e conflitos com colegas antes mesmo de resultar em uma falta.
Por falar em falta… Para se ter noção, no INSS, afastamentos motivados por jogo compulsivo — classificados como ludopatia — subiram cerca de 60% em 2025 frente a 2024.
Além disso, mais da metade dos recrutadores afirmou que os colaboradores usam horários de pausa, como o almoço, para apostar. Já 6 em cada 10 profissionais relataram uma queda na produtividade dos funcionários que apostam.
O que vem a seguir: O TST avalia equiparar a ludopatia a dependências químicas em disputas trabalhistas sobre demissão por justa causa. Na Câmara, está sendo discutido um Projeto de Lei que propõe proibir integralmente as apostas no país.
