Quanto vale um amigo no trabalho? Para a maioria, cerca de 20% do próprio salário. Esse é o valor que profissionais estariam dispostos a abrir mão em troca de ter amizades próximas no ambiente profissional, segundo uma pesquisa da KPMG.
O principal motivo para este novo fenômeno é a solidão. Atualmente, 1 em cada 5 trabalhadores se diz solitário e o quadro piora para quem trabalha em home office. No fundo, as pessoas estão basicamente trocando dinheiro para se sentirem menos sozinhas.
- O Brasil segue o padrão global. Por aqui, 54% dos profissionais brasileiros têm um “melhor amigo” no trabalho — o que também significa que quase metade não tem.
O impacto nas empresas
Acontece que profissionais isolados impactam no bolso das empresas. Para se ter uma ideia, a solidão custa cerca de R$ 68 mil por funcionário ao ano, somando faltas, despesas médicas e rotatividade.
Do outro lado da moeda, funcionários que têm um melhor amigo no emprego multiplicam por sete suas chances de estarem engajados. O problema é que só 3 em cada 10 trabalhadores no mundo relatam esse vínculo.
Nem tudo são flores. Segundo a pesquisa, 29% já tiveram atrito com amizades no trabalho, principalmente por diferença de opinião e desacordo sobre tarefas. Ainda assim, para 71% dos entrevistados, esses laços nunca causaram problema algum.
