A partir de amanhã, o imposto sobre carros elétricos e híbridos que chegam ao Brasil já montados vai subir de 25% para 35%. Enquanto isso, peças para montagem de carros elétricos por aqui continuam totalmente isentas.
- O movimento é mais um passo do governo para estimular a indústria nacional de automóveis eletrificados — com o objetivo de gerar empregos e girar a economia local.
A relevância: Hoje, 20% dos carros zero-km vendidos por aqui são chineses, uma alta significativa frente aos 3% em 2023. Entre os 50 mais vendidos no varejo neste ano, 15 são elétricos ou híbridos, sendo 12 deles chineses, com a liderança da BYD.
Vai ter efeito no preço final?
Em 2023, o Dolphin de entrada, da BYD, custava R$ 150 mil quando chegou ao Brasil, ainda quando a alíquota para carros elétricos importados estava zerada.
Hoje, com a taxa em 25%, o modelo de entrada custa os mesmos R$ 150 mil. Na prática, ele ficou mais barato, já que a inflação no período foi de 14%.
As montadoras aceitaram ficar “no prejuízo” nesse período para que o preço final não chegasse no consumidor e ele voltasse a comprar as marcas já consolidadas por aqui, como Ford, VW, Chevrolet e outras.
- Mais do que isso, esse efeito no preço pode diminuir, uma vez que as chineses estão construindo fábricas por aqui. A BYD na Bahia e a GWM no interior de São Paulo confirmam o movimento da indústria, trocando o navio cargueiro por apenas peças importadas.
Outro lado: Entidades como a Anfavea e a Fiesp acusam o governo de traição. O argumento é que o Planalto liberou a alíquota zero para as marcas chinesas, enquanto as montadoras tradicionais investiram bilhões em fábricas completas no Brasil.
