O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, acionou a PGR contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reação a uma fala do presidente sobre os catarinenses, considerada xenofóbica pelo gestor estadual.
- Na sexta-feira, o petista insinuou, durante visita a Itajaí, que os catarinenses são racistas, que se consideram superiores a moradores de outros estados e ainda citou Hitler durante o discurso.
Na avaliação de Jorginho, a declaração ultrapassou o limite do debate político e atingiu diretamente a honra do povo catarinense.
“Uma coisa é o presidente me criticar ou vir a Santa Catarina dizer coisas que não condizem com a realidade. Isso faz parte do debate político e nós respondemos com fatos. Outra coisa, muito diferente, é chamar o povo catarinense de racista. Isso é criminoso, preconceituoso e ele precisa responder por isso”, disse o governador.
O governador também negou que tenha recusado uma parceria de R$ 24 bilhões com o governo federal e acusou o presidente de mentir.
“Ele mentiu de novo. Vem a Santa Catarina só para renovar as mentiras. Diz que disponibilizou R$ 24 bilhões, mas não faz um túnel de R$ 1,5 bilhão no Morro dos Cavalos”, afirmou.
Jorginho também disse que não participou de reunião com Lula porque, segundo ele, o projeto do Ministério dos Transportes previa a concessão conjunta de rodovias federais e estaduais com cobrança de pedágio nas SCs. “Eu renovei todas as estradas estaduais e não quero que o povo pague pedágio”, declarou.
O governador ainda rebateu as críticas do presidente sobre a relação entre os governos. “Ele nunca ajudou Santa Catarina. Vem aqui para fazer bravata”, disse. Ao final, afirmou esperar que haja mudança no comando do país após as eleições de 2026. “Quero que o povo brasileiro faça um faxinão lá em Brasília para que o Brasil possa olhar um pouquinho para Santa Catarina.”
As declarações foram dadas após a inauguração da ampliação e reforma do pronto-socorro e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional do Oeste (HRO), em Chapecó.
