É tempo de copa. A partir das 16h00, os olhos do planeta se voltam para os gramados da América do Norte. Mas, antes mesmo do primeiro gol, esta edição já garantiu seu título: a maior, mais cara e mais lucrativa Copa do Mundo da história.
A FIFA projeta que o faturamento desta edição vai saltar +70% em relação ao Catar, chegando à marca de US$ 13 bilhões. O segredo do sucesso comercial está na escala:
- Com mais de 21 milhões de km² entre EUA, México e Canadá, será o maior território já usado em um Mundial.
- O torneio saltou de 32 para 48 países e de 64 para 104 partidas — segundo o Infantino, “104 Super Bowls em pouco mais de um mês”.
- Gigantes americanas como Visa, Coca-Cola e McDonald’s lideram patrocínios de longo prazo estimados em mais de US$ 100 milhões cada.
Colocar essa engrenagem de pé exigiu uma operação logística em diferentes sentidos
Do lado da segurança
Sob forte tensão geopolítica, os EUA adotaram um esquema “estilo bélico” nos perímetros dos estádios. A emissão de vistos virou um gargalo histórico em consulados pelo mundo, com alertas rígidos de Washington sobre delegações e torcidas de países com relações rompidas, como o Irã. Inclusive, será a primeira vez que um país sediará uma Copa estando ativamente em guerra — quebrando uma regra da FIFA.
Do lado financeiro
Embora a FIFA estime injetar US$ 9,6 bilhões na economia americana, a conta não fecha para as 16 cidades-sede. A entidade retém toda a receita de TV e bilheteria, deixando para os governos locais os custos bilionários de segurança e a troca de gramados sintéticos da NFL por grama natural. Para tentar cobrir o rombo, prefeituras estão cobrando até US$ 100 pelo transporte público até as arenas.
Além disso, o sistema de “tarifa dinâmica” e a revenda oficial da FIFA deram o que falar. Para se ter uma ideia, o ingresso médio para uma partida de fase de grupos custa US$ 200 — quase 4x os US$ 60 pagos na Copa do Catar.
(Imagem: Jonathan Ernst | REUTERS)
Por outro lado, o varejo nacional comemora: O e-commerce brasileiro já faturou R$ 1,2 bilhão com camisas de futebol de janeiro a maio — alta de 80% frente ao mesmo período em 2025. Desse total, quase metade veio do novo uniforme da Seleção, que vendeu 915 mil unidades pela internet desde o lançamento.
