O Brasil pode enfrentar um episódio do “Super El Niño” nos próximos meses, e os impactos já preocupam meteorologistas e autoridades. O fenômeno climático acontece quando as águas do Oceano Pacífico ficam mais quentes do que o normal, alterando o padrão de chuvas e temperaturas em várias partes do planeta.
Na prática, o efeito não é igual para todo mundo. Enquanto o Sul do Brasil deve registrar mais chuva, temporais e risco de enchentes, o Nordeste e parte da Amazônia podem enfrentar seca e redução das precipitações.
No Sul, a preocupação é com eventos extremos. Meteorologistas alertam para chuvas persistentes, aumento de temporais e possibilidade de enchentes e deslizamentos.
Já no Nordeste e no leste da Amazônia, o cenário é oposto: menos chuva, temperaturas mais altas e risco de seca. Isso pode afetar reservatórios, agricultura, abastecimento de água e aumentar o risco de queimadas.
O fenômeno também costuma elevar as temperaturas médias globais. Especialistas afirmam que o aquecimento global pode potencializar os efeitos do El Niño, tornando as ondas de calor ainda mais intensas e os eventos climáticos mais imprevisíveis.
Segundo projeções recentes, há até 98% de chance de formação do El Niño até o fim de 2026. Alguns modelos climáticos indicam que ele pode ser um dos mais intensos já registrados.
