Com projeções de reajuste médio de 8% nas tarifas de energia elétrica em 2026, o Ministério de Minas e Energia pediu à Aneel que postergue decisões tarifárias enquanto estuda alternativas. Em 13 distribuidoras, o aumento projetado fica entre 18,5% e 24%.
A solução estudada é velha conhecida: empréstimos para cobrir temporariamente os custos das distribuidoras, evitando repasse imediato ao consumidor.
O problema é que essa conta volta depois, corrigida pela Selic. Já aconteceu em 2014, 2020 e 2021 — somando mais de R$ 40 bilhões em operações do tipo. “Não tem almoço grátis”, resumiu o CEO da consultoria PSR, Luiz Barroso.
O mecanismo tem um histórico ruim. A tentativa mais famosa de segurar a tarifa foi a MP 579 do governo Dilma, em 2012, que ficou conhecida como o “11 de setembro do setor elétrico” — e resultou em aumento de 50% nas tarifas em 2015.
Aqui estão os pontos principais sobre os reajustes de 2026:
CPFL Paulista: A empresa propôs um diferimento (adiamento) para evitar um aumento direto maior, sugerindo um efeito médio de 8% em 2026, com a recuperação do valor diferido (diferença) ocorrendo entre 2027 e 2029. Sem esse acordo, o reajuste calculado inicialmente pela Aneel era de cerca de 18%.
Light e Enel Rio: Foram aprovadas altas tarifárias em 2026, com aumentos médios em torno de 8,6% para a Light e cerca de 15,6% para a Enel Rio. A tarifa média da Light chegou a sofrer um reajuste de 16,69%.
CEEE Equatorial: No final de 2025 (novembro), foi aprovado um aumento de 21,76% para consumidores residenciais, com reflexos esperados em 2026.
A conta de luz da RGE teve um aumento médio de 12,39% homologado pela ANEEL em meados de 2025, com impacto direto no início de 2026, atingindo 14,11% para consumidores residenciais.
Cenário Geral 2026: A Aneel projeta um aumento médio nacional de cerca de 8% na conta de luz para 2026, impulsionado por custos financeiros e revisões contratuais.
