Foi com essas palavras que Donald Trump voltou a surpreender a todos nesta quinta-feira ao afirmar que não está preocupado em fechar um acordo com o Irã e que, na verdade, “quem está desesperado são eles”.
Segundo o presidente americano, os EUA bombardeiam o regime diariamente e ainda possuem uma lista de alvos a atingir antes de qualquer cessar-fogo.
Trump ainda destacou que o Irã concedeu um “presente” aos EUA ao liberar 10 petroleiros que cruzaram o Estreito de Ormuz. Contudo, o gesto de boa vontade não parece ter sido suficiente para frear a ofensiva.
A fala joga água fria nas expectativas de trégua que vinham animando os mercados. As ações fecharam ontem em queda, enquanto o preço do petróleo voltou a superar os US$ 100.
“Golpe final” à vista?
De acordo com informações da Axios, o Pentágono estuda um possível “ataque final” contra o Irã caso as negociações não avancem. As opções na mesa seriam:
- Tomar ou bloquear a ilha de Kharg, principal hub de exportação de petróleo iraniano;
- Invadir Larak, ponto estratégico de controle do Estreito de Ormuz;
- Assumir ilhas próximas à entrada do estreito; ou
- Bloquear navios iranianos que transportam petróleo.
A lógica parece simples: usar uma demonstração massiva de força para encerrar a guerra — ou forçar uma negociação em termos favoráveis. Trump, porém, ainda não teria tomado uma decisão.
Bottom-line: O clima de tensão aumentou ainda mais depois que Israel anunciou a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, responsável pelo fechamento de Ormuz.
No fim da noite de ontem, a Casa Branca postou um rápido vídeo em que o áudio dele de trás pra frente diz “Anúncio animador, amanhã”. Mais cedo o perfil também tinha postado imagens pixeladas misteriosas.
