Uma quarta-feira de reviravoltas. Se o dia ontem começou com Trump subindo no palco principal de Davos pressionando a Europa para ter a Groenlândia, ele parece ter terminado com um tom mais pacífico, digamos.
Vamos por partes… “Só queremos esse pedaço de gelo”. Foi assim que Trump resumiu, sem muito rodeio, sua posição sobre a Groenlândia durante o discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos.
O presidente dos EUA voltou a dizer que quer comprar a ilha, mas tentou aliviar o tom ao afirmar que não pretende usar força militar para isso. “Eu não preciso usar a força. Não quero usar a força. Tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é a Groenlândia.”
Para Trump, a lógica é simples: só os EUA têm capacidade real de proteger — da Rússia e da China — o território, que hoje pertence à Dinamarca.
Mas um acordo pode sair do forno…
Horas depois de chamar a Dinamarca de “ingrata” e dizer aos europeus que “Sem a gente, vocês estariam falando alemão — e um pouco de japonês”, Trump afirmou que ele e a OTAN estabeleceram a estrutura de um futuro acordo envolvendo a Groenlândia.
Com isso, o americano anunciou que não irá mais impor as tarifas de 10% sobre países europeus que estavam previstas para fevereiro. Na prática, a notícia aliviou as chances de uma guerra tarifária entre EUA e Europa, que parecia prestes a escalar.
O formato do acordo ainda não está certo, mas fontes dizem que a solução será os EUA terem o direito de instalar mais bases militares na ilha de gelo.
Curiosidade: Os EUA já tentaram comprar a Groenlândia duas outras vezes na história. A primeira foi no século XIX, após comprar o Alasca da Rússia, e a outra após a 2ª Guerra, quando a Dinamarca recusou a oferta de US$ 100 milhões.
