A Polícia Federal encontrou no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master, um contrato do banco de R$ 3,6 milhões por mês para o escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes — esposa do ministro do STF. Para efeitos de comparação, os salários de Neymar e Depay, os jogadores mais bem pagos do Brasil, giram em torno de R$ 3,5 e 4 milhões mensais.
O acordo teria validade de 36 meses, totalizando R$ 129 milhões. Ele acabou não sendo realizado na totalidade, já que o banco entrou em liquidação no meio do caminho. Mensagens internas indicam que o pagamento ao escritório era tratado como prioridade absoluta, mesmo em meio ao colapso da instituição. Viviane atuava como uma espécie de “representação ampla” do Master onde fosse necessário.
Mas… isso é irregular?
Tecnicamente, não. Em 2023, o próprio STF decidiu que juízes podem atuar em processos mesmo quando uma das partes é representada por escritórios de parentes — desde que o ministro não seja diretamente envolvido no caso.
O episódio vem à tona justo quando Fachin discute criar um código de conduta para ministros, após críticas por viagens, palestras pagas e relações com empresas investigadas.
Curiosidade: Em setembro deste ano, a família Moraes adquiriu uma mansão de 725 m² no Lago Sul, um dos bairros mais valorizados de Brasília. O imóvel custou R$ 12 milhões e foi pago à vista.
