O Brasil segue atrás na corrida da educação. Segundo relatório da OCDE, o gasto público por aluno da educação básica no país em 2024 foi menos de US$ 3.900 — apenas 31% da média dos países ricos, que investem US$ 12.400.
Entre todos os países avaliados, o Brasil teve o 4° menor investimento por estudante, à frente apenas de México, África do Sul e Turquia. Na prática, o Brasil até destina uma parcela maior do PIB para a educação (4,9%) em relação a outros países (4,7%).
Porém, o que nos diferencia — e nos joga para baixo na classificação — é que temos muito mais estudantes, com quase 39 milhões. O contraste é ainda mais evidente no ensino superior. Enquanto na OCDE o gasto por universitário chega a US$ 15 mil, por aqui o valor é 4x menor — e praticamente igual ao da educação básica.
Mas não pense que o fenômeno se resume aos alunos. No Brasil, um professor do ensino fundamental recebe, em média, R$ 11 mil — quase metade da média internacional.
O resultado não poderia ser outro: Apenas 2 milhões de estudantes no ensino superior, sendo que apenas 1/4 dos jovens de 25 a 34 anos no Brasil concluem a universidade.
