Após meses de rumores, o governo dos EUA anunciou a inclusão do ministro Alexandre de Moraes na lista de sanções da Lei Global Magnitsky. Criado no governo Obama, o mecanismo é utilizado para punir pessoas que cometam violações graves de direitos humanos, como ditadores e líderes terroristas ao redor do mundo.
A medida, divulgada pelo Departamento do Tesouro, congela ativos do ministro em território americano e impede qualquer relação comercial com empresas ou cidadãos dos EUA — inclusive no Brasil.
Trazendo mais para termos práticos, Moraes está proibido de usar qualquer serviço vinculado aos EUA, como Windows e iPhone, bancos com sede americana ou cartões Visa/Mastercard. Ou seja… sem poder pedir uma comida no iFood, ouvir uma “musiquinha” no Spotify, ver uma série no Netflix, e por aí vai…
Em nota oficial, o secretário do Tesouro americano afirmou que Moraes lidera uma “caça às bruxas ilegal” contra brasileiros e americanos, com “censura, detenções arbitrárias e processos politizados” — incluindo o ex-presidente Bolsonaro.
Em resposta, Lula classificou como “inaceitável” a tentativa de interferência dos EUA no sistema judiciário brasileiro. Já Moraes prepara um discurso de resposta, que deve ser feito amanhã, no STF.
O “efeito Bolsonaro”
A sanção ocorre em meio às pressões do deputado Eduardo Bolsonaro, que atuava nos bastidores de Washington para incluir Moraes na Lei Magnitsky — e poupando outros ministros do STF. Eduardo, inclusive, está articulando com políticos europeus para que as medidas impostas pelos EUA também sejam tomadas no continente europeu.
Ontem, um grupo de 16 deputados ligados à direita do Parlamento Europeu pediu formalmente que a União Europeia aplique sanções contra Moraes e seus aliados na Corte.
Depois de um dia extremamente turbulento, o ministro do STF foi à noite ao jogo entre Corinthians e Palmeiras e viralizou ao ser fotografado fazendo um gesto obsceno.
