“O maior já feito”. Foram com essas palavras que Donald Trump se referiu ao acordo comercial oficializado com a União Europeia nesse domingo.O acerto entre as partes, a poucos dias do início de agosto, evita o escalonamento da guerra tarifária entre países que movimentam US$ 1,7 trilhão por ano em acordos comerciais.
O pacto estabelece uma tarifa americana de 15% sobre a maioria dos produtos europeus, incluindo carros, e prevê investimentos bilionários da União Europeia, como:
* Comprar US$ 750 bi em energia americana;
* Investir US$ 600 bi nos EUA;
* Adquirir “grandes quantidades” de equipamento militar dos EUA.
A tarifa de 15% ficou acima dos 10% defendidos pela União Europeia, mas abaixo dos 30% ameaçados por Trump em julho. O novo acordo substitui tarifas mais pesadas, como os 27,5% sobre carros europeus, que afetaram duramente montadoras como a Volkswagen — que perdeu US$ 1,5 bi em lucros no 1° semestre deste ano.
Os Estados Unidos também estão próximos de estender, por mais 90 dias, a trégua tarifária com a China. A proposta é que, durante os próximos 3 meses, nenhuma das partes introduza novas taxas ou tome ações que possam escalar o conflito comercial.
