A explosão de casos de zika vírus no continente americano, principalmente no Brasil, tem sido motivo de preocupação para entidades de saúde em todo o mundo. Pouco conhecido até alguns meses atrás, quando foram detectados os primeiros infectados no Brasil, o vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti — o mesmo vetor da dengue, da chikungunya e da febre amarela — passou a ser alvo de estudos e ações de combate após ser levantada a hipótese de que esteja associado aos crescentes casos de microcefalia em recém-nascidos no país.
Em pleno ano de Olimpíadas, órgãos de saúde pública nacionais e internacionais veem-se diante do desafio de controlar a propagação da doença, entender o mecanismo de ação do zika e a real ameaça que representa. No quadro abaixo, saiba o que já se conhece e as dúvidas que ainda restam sobre o vírus que assusta o mundo.
O QUE SE SABE
– A transmissão do zika vírus é feita pelo mosquito Aedes aegypti, que também transmite dengue, chikungunya e febre amarela.
– Em novembro, o Ministério da Saúde confirmou relação entre o zika e a microcefalia. Conforme o órgão, o vírus consegue atravessar a placenta durante a gestação.
– No mesmo mês, a Fiocruz comprovou, em pacientes brasileiros, a relação entre zika vírus e a Síndrome Guillian-Barré ( SGB), doença que causa paralisia no corpo.
– A Fiocruz anunciou a comprovação da presença do zika vírus, com potencial de causar infecção, em amostras de saliva e de urina.
– A maioria dos casos de infecção por zika vírus são assintomáticos e se resolvem naturalmente. É improvável pegar zika uma segunda vez.
O QUE É DÚVIDA
– Ainda não há comprovação de como o vírus chegou no Brasil.
– Não se sabe se o vírus pode ser transmitido sexualmente, por fluidos orais, sangue ou leite materno.
– Não foi comprovado ainda que o zika vírus encontrado na saliva e na urina consegue ultrapassar a placenta e chegar aos fetos, o que pode causar microcefalia.
– É desconhecido se o vírus pode provocar outras doenças e se pode ser evitado por meio de uma vacina.
– O tempo de sobrevivência do vírus em meios como saliva e urina é desconhecido.
– Não se sabe com precisão em qual período da gravidez o vírus é mais perigoso para o bebê.
– Terceiro caso de morte por zika, confirmado nesta quinta-feira, traz mostras mais robustas de que a doença pode levar a quadros mais graves do que inicialmente se imaginava. Não apenas para bebês infectados no período da gestação, mas para adultos que, até então, não apresentavam problemas graves de saúde.
Fonte: ZH Vida
