As investigações revelaram que, ao longo do último ano, um grupo criminoso organizado, realizou ao menos 12 roubos a joalherias em Passo Fundo e cidades da região.
Os criminosos atuavam de forma altamente estruturada, utilizando veículos para os ataques, que eram abandonados logo após os crimes. Em seguida, um segundo carro dava suporte à fuga, retirando os autores do local.
Os objetos roubados eram ocultados em residências de terceiros ligados ao grupo, para posterior revenda do ouro e de outros itens a receptadores especializados.
As apurações também apontaram que o núcleo de comando da quadrilha estava dentro do sistema penitenciário. De lá, os líderes transmitiam ordens aos executores em campo, que contavam com o apoio de familiares usados como “laranjas” para movimentação de valores, ocultação de objetos e veículos que eram de propriedade do grupo, ou alugados por terceiros.
Na manhã desta quarta-feira, dia 23 de abril, a operação foi deflagrada simultaneamente em Passo Fundo e mais três cidades da região, com a participação de 58 policiais civis. Seis pessoas foram presas preventivamente pelo crime de organização criminosa e uma presa em flagrante por tráfico de entorpecentes.
As investigações estão em estágio avançado e devem ser concluídas, sob sigilo, nos próximos dias.
A ação policial contou com o apoio da 6ªDPRI, 1ªDP, 2ªDP, DHPP, DEAM, DPCA, DP Ernestina, DP Marau, DP Tapejara, DP Nova Alvorada, DP Carazinho, DP Não Me Toque e DP Victor Graeff.
“A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio de suas unidades e setores especializados, como é o caso da DRACO, reafirma seu compromisso com a defesa da ordem pública, a proteção ao patrimônio dos cidadãos e o combate firme e qualificado à criminalidade organizada”, comenta o Delegado Venicios Demartini.
Denúncias para a DRACO, inclusive pelo WhatsApp, 54 3311 2244.
