A Polícia Federal deflagrou no dia 02 de abril, a Operação Fluviolus, com o objetivo de aprofundar as investigações envolvendo os crimes de compra de votos e uso de documentos falsos para fins eleitorais, ocorridos nas eleições municipais de 2024, no município de Riozinho.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, um no município de Riozinho e outro no município de Rolante, a fim de colher elementos de prova e identificar outros envolvidos nos crimes apurados. As ordens judiciais foram expedidas pela 074ª Zona Eleitoral de Alvorada/RS.
As investigações tiveram início a partir de informações recebidas diretamente pelo Ministério Público em Taquara/RS, o qual identificou grande número de transferências de títulos de eleitor para o município de Riozinho, indicando que o número de eleitores seria maior que o número de habitantes.
No decorrer das investigações, foi possível identificar que uma pessoa ligada a um candidato oferecia dinheiro para indivíduos transferirem seus títulos de eleitor ao município de Riozinho. Posteriormente, tal pessoa realizava o transporte desses eleitores no dia do pleito e efetuava os pagamentos, após a votação, aos respectivos eleitores.
No mesmo dia, a Polícia Federal deflagrou a Operação Preço da Democracia, com o objetivo de investigar possível crime de corrupção eleitoral praticado nas eleições municipais de 2024.
Durante a ação policial, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na cidade de Itaara/RS, expedido pela Justiça Eleitoral, tendo como alvo um homem que teria oferecido a venda de votos de 20 pessoas, na média de R$ 500 a R$ 1.000 para cada uma. A medida tem por finalidade angariar novos elementos de prova sobre o suposto crime cometido, buscando identificar se houve outros envolvidos.
A investigação teve início a partir da denúncia de um dos candidatos que não teria aceitado a oferta. Ressalta-se que a mera solicitação de dinheiro para dar voto em determinado candidato já constitui o crime previsto no Código Eleitoral, ainda que a oferta não seja aceita.
Em eleições municipais, onde a diferença de votos entre candidatos pode ser mínima, a compra e venda de votos tem um impacto ainda maior, podendo distorcer significativamente o resultado das eleições e a representatividade da vontade popular.
Fonte e fotos: Comunicação Social da Delegacia de Polícia Federal em Santa Maria e Comunicação Social da Polícia Federal no Rio Grande do Sul
