Na manhã desta segunda-feira, dia 26 de outubro, o Deputado Estadual Vilmar Perin Zanchin, do PMDB, participou do programa Vila Maria em Foco, abordando os mais diversos temas, desde a concessão da ERS 324 à iniciativa privada, até a situação financeira do estado.
Sobre a ERS 324, o parlamentar que também participou da reunião realizada no gabinete do Governador José Ivo Sartori, disse que a concessão para a iniciativa privada é a solução mais viável para que a rodovia tenha uma solução definitiva. Segundo Zanchin, várias medidas foram tomadas ao longo dos anos, mas todas paliativas e muito onerosas aos cofres públicos. Na situação em que o Rio Grande do Sul se encontra, não há recursos para investir na rodovia.
Há muito tempo se vem discutindo a duplicação, mas, não se vislumbra a possibilidade de que isso ocorra em um futuro breve, ainda mais se o estado continuar tendo que arcar com as despesas de conservação e manutenção da mesma. Zanchin disse que este tipo de parceria publico privada já vem sendo adotado em outros estados e que é a solução mais plausível. Ele também garantiu que, antes de ser firmada qualquer parceria, serão ouvidos os usuários da rodovia, pois, não adianta impor se não é da vontade da população.
Sobre a situação financeira do Rio Grande do Sul, o parlamentar afirma que, as ações impopulares que o governador esta sendo forçado a tomar, iriam ser feitas, independentemente de quem fosse o gestor. Nos últimos 44 anos, em 37 deles, o estado trabalhou no vermelho, ou seja, gastou mais do que arrecadou. Segundo Zanchin, as ações que o governador Sartori esta adotando são as mesmas que a presidente Dilma está tomando em Brasília.
Sobre o aumento de impostos, Zanchin comentou que a situação do Rio Grande do Sul é tão grave, que não há outra saída para este momento imediato, que não inclua o aumento no percentual do ICMS. Mesmo esse aumento não vai resolver os problemas, ele vai representar um alivio em torno de 30%, ou outros 70% terão que vir de outras medidas, para evitar que o estado entre em colapso. Para tirar o Rio Grande do Sul desta situação, é necessária a adoção de varias medidas, a curto, médio e longo prazo, e não será somente um governo que terá essa missão. O reflexo destas medidas duras começará a ser sentido a partir de 2017, quando a partir daí, o Rio Grande irá iniciar uma reação positiva.
