Após reunião com ministros, realizada neste sábado em Brasília, a presidente Dilma Rousseff desistiu de encaminhar a volta da CPMF, imposto que serviria para cobrir o rombo de 80 bilhões no Orçamento da União de 2016. As informações são do jornal Folha de São Paulo.
Conforme a publicação, a decisão foi tomada durante o encontro com os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e do Planejamento, Nelson Barbosa. A avaliação da presidente foi que a reação de empresários e aliados, demonstrando contrariedade à ideia, inviabilizou a aprovação da CPMF.
De acordo com jornal, o governo pretende fazer uma discussão nos próximos meses sobre como será feito o financiamento da saúde. A ideia de recriar a CPMF pode voltar à tona durante estas reuniões.
Conhecida como imposto do cheque, a CPMF foi criada em substituição ao Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira, em 1996, com uma alíquota de 0,20% sobre todas as operações bancárias em lançamentos a débito. Em 2000, a taxa foi elevada para 0,38%. Os recursos arrecadados eram divididos entre saúde, previdência e o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza. Em 2007, a proposta de prorrogação do tributo foi derrubada pelo Congresso.
Fonte: Correio do Povo
