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MUNDO: Israel declara guerra depois da invasão do Hamas

09/10/2023 Rádio Vila Maria FM Notícias

 

O 11 de Setembro israelense. O governo de Israel declarou estado de guerra e o começo de uma forte contraofensiva inédita ao Hamas, depois de ter sofrido ataques do grupo terrorista palestino.

Na manhã de sábado, de maneira inédita, o Hamas disparou pelo menos 3 mil mísseis, conseguindo ultrapassar o Domo de Ferro de Israel com alguns deles.

Os terroristas entraram nas cidades, atiraram pelas ruas, invadiram casas e mataram e sequestraram civis — incluindo mulheres, idosos e até crianças. Militares também foram sequestrados.

Em números: Até este exato momento, o terceiro dia de conflito, foram confirmadas 700 mortes em Israel e 436 mortes em Gaza. Além disso, são +6 mil feridos e é provável que esses números aumentem.

Uma contraofensiva inédita

Imediatamente, após a ofensiva, o primeiro-ministro israelense lançou a operação “Espadas de Ferro”, prometendo uma resposta ao Hamas.

Reservistas foram convocados e já há mais de 100 mil soldados próximos à fronteira com Gaza.

O que está por trás?

Há uma disputa pelo domínio da chamada “Terra Santa” entre judeus e muçulmanos. A história é longa e, para explicar tudo do começo, teríamos que voltar algumas décadas, centenas e até milhares de anos.

Ambos viviam no território da Palestina, até que, em 1947/48, no pós-Segunda Guerra, os países da ONU votaram pela criação de um Estado judaico, depois de toda a perseguição nazista. Nascia Israel.

No entanto, desde então, o povo palestino reivindica esse domínio judeu da região. Você deve se lembrar de ter estudado o conflito no colégio.

O Hamas é a principal organização que comanda parte dos palestinos que vivem pela região e é contra a existência de Israel e dos judeus.

Para eles, esse território deve ser de domínio islâmico — custe o que custar. 

A repercussão pelo mundo

Ontem, na Reunião do Conselho de Segurança da ONU, convocada de última hora, o embaixador de Israel chamou os integrantes do Hamas de selvagens e falou que é hora de acabar de vez com isso.

Já o representante palestino acusou a comunidade internacional de não condenar crimes de guerra cometidos por Israel em Gaza nos últimos anos. No fim, ele disse que mortes israelenses não podem justificar mortes palestinas.

Países começam a se movimentar

Joe Biden e Sunak ligaram para o primeiro-ministro Bibi, prometendo apoio e envio de ajuda. A Alemanha seguiu o mesmo caminho. Os EUA estão enviando navios, caças e munição ao país.

A Rússia pediu um cessar-fogo e culpou os países ocidentais, por terem deixado de lado a atenção ao conflito no Oriente Médio para focar na Guerra da Ucrânia.

Já a China defendeu que a saída está na criação de um Estado Palestino em paralelo à manutenção do Estado Israelense.

O Irã, que é o grande apoiador e financiador do Hamas, considerou o movimento como “autodefesa”. Autoridades iranianas ajudaram a planejar e deram luz verde ao ataque do Hamas.

O que vem pela frente?

No campo de batalha: A coisa parece estar longe do fim. Isso porque Israel realmente afirma que vai tomar medidas para sciar todo esse conflito pelos próximos 50 anos.

Do ponto de vista político: A reatada do confronto pode despertar a volta do conflito EUA x Irã, mesmo que indiretamente. A Liga Árabe vai se reunir hoje, o que deve indicar melhor o tom dos países da região.

Do ponto de vista econômico: A região do confronto é relevante para o petróleo. Não à toa, o preço do barril está em alta de 5%, o que deve impactar na inflação mundial.

Fonte: TheNews

 

 

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