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BRASIL: Governo prepara a volta da contribuição sindical

22/08/2023 Rádio Vila Maria FM Notícias

 

A contribuição sindical, que deixou de ser obrigatória, pode estar voltando com uma nova proposta desenvolvida pelo Ministério do Trabalho. O texto do projeto fixa um teto para a nova taxa de até 1% do rendimento anual do trabalhador.

Esse valor corresponde a três dias e meio de trabalho. Anteriormente, quando era obrigatório, o empregado tinha que pagar o equivalente ao recebido por um dia de expediente.

Que contribuição é essa? A taxa foi criada na década de 1940 com o objetivo de fortalecer o movimento sindical. A ideia era que o valor fosse usado para o sindicato defender os interesses da categoria profissional.

Com a Reforma Trabalhista, porém, essa contribuição deixou de ser obrigatória. Ou seja, o empregado que decide — com autorização formal — se vai pagar ou não essa taxa.

Isso fez a arrecadação dos sindicatos cair em 98% desde a mudança, passando de R$ 3,6 bilhões em 2017 para R$ 68 milhões em 2023.

Agora, segundo as centrais sindicais, a taxa obrigatória teria o objetivo de avançar com as reivindicações das categorias, como negociações de aumento dos salários, vale-refeição e outros direitos.

Uma visão 360° sobre o assunto

Esquerda

A esquerda acredita que um sindicato forte é fundamental para que os trabalhadores tenham mais direitos, mais benefícios e maior segurança no mercado. A ideia é repactuar, visando impedir que o trabalhador negocie direto com o empregador.

Abre aspas: O ministro do trabalho de Lula, Luiz Marinho, afirmo que “uma democracia precisa ter um sindicato forte”.

Direita

A direita vê essa contribuição como uma forma de encher os cofres dos sindicatos, o que não significa, necessariamente, que o interesse do trabalhador será atendido. O trabalhador não deve ser obrigado a destinar parte do seu salário a algo que pode nem ser de seu interesse.

Abre aspas: O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, disse que a volta do imposto é um “retrocesso absoluto”.

 proposta deve ser entregue aos parlamentares em setembro, mas ainda precisa da aprovação do Lula, que está na África do Sul para participar da 15ª Cúpula dos Brics.

 

Fonte: Thenews

 

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