No dia mundial contra o trabalho infantil, a ONU divulga um dado alarmante: 168 milhões de crianças estão trabalhando enquanto deveriam estar na escola. Dessas,120 milhões têm entre 5 e 14 anos e 5 milhões estão em condições semelhantes à escravidão.
Isso acontece, principalmente, em países menos desenvolvidos da América Latina, África e do sudeste asiático onde 20% das crianças saem da escola e para entrar no mercado de trabalho até os 15 anos.
O relatório fala também da situação do Brasil. Pouco mais de 14% dos jovens entre 15 e 17 anos estão empregados em trabalhos considerados perigosos. Grande parte na agricultura e na indústria.
Hoje no país mais de 3 milhões de brasileiros enfrentam, todos os dias, esta dura realidade. Quase 6 mil crianças foram retiradas do trabalho em um ano.
Até os 14 anos é proibido trabalhar no Brasil. A partir desta idade só é permitido se o menor for um aprendiz. O emprego precoce tira da criança e do adolescente direitos básicos como o lazer, o esporte e a cultura e, principalmente, a educação.
“Como o adolescente e a criança trabalhadora recebe menos que o adulto, ela tem que trabalhar mais horas para poder ter uma renda que seja compatível com as suas necessidades. Então, ela acaba substituindo o tempo da escola para o trabalho. Se os nossos jovens estão fora da escola, a nossa condição de produzir conhecimento no país deixa de existir”, diz a auditora do trabalho, Katleem Lima.
Fonte: Bom Dia Brasil
