O governo decretou estado de emergência zoossanitária no país por 180 dias diante do avanço do número de casos de influenza aviária. A decisão foi oficializada em edição extra do Diário Oficial publicada na noite da segunda-feira (22).
O número de casos subiu de cinco para oito. Não há ainda casos identificados em humanos, mas a ocorrência em aves silvestres já foi registrada em dois estados: Espírito Santo e Rio de Janeiro.
Com a decretação de estado de emergência, o governo tem mais instrumentos para atuar e conter a disseminação do vírus.
A portaria permite, por exemplo, ações integradas entre o Ministério da Agricultura e outras pastas. Ela autoriza ainda o governo federal a repassar recursos e auxiliar estados em medidas de contenção.
De acordo com o Ministério da Agricultura, o Brasil não perde o status de “livre de influenza aviária”. Isso porque os casos não atingiram a produção comercial.
O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF/ES) e a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento do Rio de Janeiro (SEAPPA/RJ) informaram, no fim de semana, que já estão adotando os procedimentos técnicos relacionados às novas ocorrências, em complementação às ações de comunicação e de vigilância que vinham sendo realizadas desde a detecção dos primeiros casos no Espírito Santo, em 15 de maio de 2023.
Transmissão apenas por contato direto
A doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves e nem de ovos. As infecções humanas pelo vírus da Influenza aviária podem ser adquiridas, principalmente, por meio do contato direto com aves infectadas, vivas ou mortas.
As autoridades pedem que a população acione o serviço veterinário local ou realize a notificação por meio do e-Sisbravet ao identificar aves doentes e que evite o contato com elas.
Saúde humana
O Ministério da Saúde informou no sábado (20) que as amostras dos 33 casos suspeitos de influenza aviária em humanos no Espírito Santo deram negativas para o vírus H5N1. Outros dois novos casos suspeitos estão sendo investigados.
Dessa forma, o Brasil segue sem nenhum caso da doença em pessoas. As amostras foram analisadas pelo laboratório da Fiocruz.
O homem de 61 anos, funcionário de um parque municipal de Vitória, onde foi encontrada uma das aves com resultado positivo para IAAP, já foi liberado do isolamento.
Em casos de contatos com aves infectadas e de sintomas gripais, o cidadão deve informar imediatamente ao serviço de saúde para que sejam adotados os protocolos de monitoramento e análise laboratorial.
Confira abaixo nota emitida pela ABPA – Associação Brasleira de Proteína Animal, na segunda-feira, dia 22 de maio, sobre novos registros de influenza aviária em aves silvestres
Com relação aos novos registros de Influenza Aviária em Aves Silvestres no Brasil, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) aplaude o importante trabalho de monitoramento da enfermidade realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pelas secretarias de Agricultura dos Estados.
A ABPA ressalta que os focos identificados são de aves silvestres. O Brasil segue reconhecido como livre da enfermidade perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), já que a produção comercial segue sem qualquer registro.
A ABPA destaca, ainda, que o registro de novos casos não devem gerar impactos nas exportações brasileiras. Neste contexto, cabe destacar o importante trabalho realizado pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária e das Relações Exteriores para apresentar esclarecimentos aos diversos destinos importadores da proteína animal do Brasil.
Também não há qualquer risco ao abastecimento de produtos, ao mesmo tempo em que a ABPA lembra que, segundo todos os órgãos de saúde internacionais, não há qualquer risco no consumo dos produtos.
Por fim, a ABPA reforça a convocação feita a todos os produtores da avicultura do Brasil para a manutenção da biosseguridade dos plantéis, atendendo às diretrizes estabelecidas pelo Governo e as agroindústrias.
Fonte: CNN e ABPA
