Na 45ª Expointer, o Pavilhão da Agricultura Familiar é um dos grandes atrativos da feira e conta com a participação de 337 empreendimentos, de 160 municípios do Estado e de seis municípios de Minas Gerais, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Deste total, 268 são agroindústrias familiares, 52 são artesanato e 17 espaços trazem plantas e flores para comercialização. Até domingo (04/09), os visitantes poderão conferir as delícias e as novidades do pavilhão, que é coordenado pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Emater/RS-Ascar, Fetag, Fetraf, Via Campesina, Universidade Federal Fluminense e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
No Pavilhão da Agricultura Familiar, a Emater/RS-Ascar tem um espaço de demonstração e orientação aos produtores e consumidores sobre a formalização de agroindústrias familiares, de repasse de informações sobre Crédito Rural, Cooperativismo e de mostra de ações em Turismo Rural, além da Cozinha Show. Neste ambiente são realizadas quatro oficinas culinárias diariamente (11h, 12h, 14h, 15h) com receitas e preparações utilizando os produtos comercializados no pavilhão, pelas agroindústrias familiares que preservam as tradições e a cultura alimentar.
Este ano a Instituição destaca o trabalho de assistência técnica desenvolvido junto às agroindústrias, salientando os processos e ações que envolvem a implantação e legalização de uma agroindústria familiar. No Pavilhão, a Emater/RS-Ascar traz uma maquete de uma estrutura de agroindústria de processamento de vegetais e está orientando os visitantes com informações e esclarecimentos sobre questões sanitárias, ambientais, tributárias e previdenciárias. Também são abordados temas referentes às principais características da agroindústria familiar e os aspectos que devem ser observados ao implantar e legalizar uma agroindústria.
De acordo com o coordenador do Núcleo de Desenvolvimento Econômico da Emater/RS-Ascar, Junior Lopes dos Santos, a atuação da Instituição nesta área ocorre em toda a cadeia produtiva, prestando assistência técnica desde o cultivo e a produção da matéria-prima, passando pelo beneficiamento em unidades agroindustriais e, finalmente, na comercialização, considerada a etapa final do processo agroindustrial.
Nesta etapa, segundo ele, a busca por mercados é determinante para a geração de renda e o desenvolvimento socioeconômico, que permite a permanência das famílias no meio rural. A inserção em novos mercados, permanentes ou sazonais, é estratégia fundamental de sustentabilidade da propriedade rural. “O trabalho com o processamento de alimentos sempre esteve presente nas comunidades rurais, associada à tradição familiar, de acordo com a cultura e costumes peculiares de cada povo. Com o objetivo de melhoria da renda e das condições de vida dos agricultores familiares, o conceito de agregação de valor à produção primária é discutido nas propriedades rurais no trabalho desenvolvido pela Emater/RS”, enfatizou Junior.
A Emater/RS-Ascar operacionaliza em todo o Estado o Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), que é coordenado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e tem como objetivo a agregação de valor à produção primária, melhorando a renda e as condições de vida, bem como contribuir para o desencadeamento de um processo de desenvolvimento socioeconômico em nível municipal, estadual e federal.
“Como vantagens da agroindustrialização, podemos destacar a agregação de valor da produção primária. A agroindustrialização tem ampliado as oportunidades na pequena propriedade, em uma atividade com maior valor agregado, se transformando em maior renda para a agricultura familiar. A agroindustrialização tem agregado a juventude e pessoas de maior faixa etária nas atividades econômicas das propriedades rurais, dinamiza a propriedade, estimulando a diversificação dos sistemas produtivos e, consequentemente, dando maior segurança da atividade rural”, completou dos Santos.
Aos participantes do Peaf, existe a possibilidade de usar o Selo Sabor Gaúcho nos rótulos, que define que aquele produto atende às normas sanitárias e ambientais e tem origem na agricultura familiar. Já para os consumidores, a agroindústria familiar legalizada traz seu acesso a um produto de qualidade diferenciada, produzido de forma artesanal, em pequenos volumes, com a manutenção de receitas tradicionais.
No Espaço da Emater/RS-Ascar na Expointer, o visitante recebe informações sobre os serviços oferecidos no âmbito da agroindústria familiar: assistência técnica de forma continuada; elaboração de projetos para agroindústrias (sanitários, ambientais, acesso a crédito); rotulagem nutricional; apoio à comercialização; qualificação profissional através de cursos; e orientações no campo tributário e previdenciário, visando à legalização da atividade agroindustrial.
Até domingo (04/09), os visitantes poderão conferir a variedade de produtos da agricultura familiar que estão sendo comercializados no pavilhão. A expectativa de vendas para esta edição da feira, segundo os organizadores, é positiva. “Estamos otimistas e esperamos recorde de público e de vendas, pois nossos assistidos passaram por momentos de dificuldades durante o período de restrição das feiras, devido a Covid-19. Da mesma forma, os consumidores estão ansiosos pela chegada da feira e poder encontrar produtos típicos e saberes e sabores do campo. No Pavilhão da Agricultura Familiar, os visitantes encontrarão produtos tradicionais da agricultura familiar como queijos, salames, melado, geleias, compotas, mel, vinhos, espumantes, cachaças e panificados como pães, cucas e bolachas”, finalizou Junior, que também é membro da comissão organizadora do espaço.
Os dois primeiros dias de feira já apresentaram números expressivos. A comercialização de sábado e domingo (27 e 28/08) significou um acumulado de R$ 1.615.635,13, um aumento quatro vezes superior no comparativo com o mesmo período de 2021 (valor de venda em 2021: R$ 495.383,32). Em comparação às vendas do mesmo período de 2019, antes da pandemia, a diferença manteve a crescente, representando um aumento de 67,5% (valor de venda nos dois primeiros dias em 2019: R$ 964.627,76).
Fonte: Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar na 45ª Expointer – Jornalista Marcela Buzatto
