Nessa segunda feira ocorreu o encerramento da penúltima rodada do Campeonato Brasileiro de 2021. O Internacional recebeu o Atlético GO no Beira Rio às 20h precisando vencer seus últimos dois confrontos para encarar a Libertadores da América na temporada que vem, mas o sonho do tricampeonato acabou cedo.
Há algumas rodadas – desde o clássico grenal 434 para ser mais exato – o Internacional deixou de jogar o Brasileirão. Para refrescar a memória dos mais esquecidos, a meta do Internacional no começo do campeonato era os 45 pontos, cálculo que a própria torcida desenhava por conta das peças que possuía em mãos.
E de fato, as primeiras rodadas foram um sufoco, beirando o rebaixamento e amargando a parte debaixo da tabela, até que um resultado bem inesperado mudasse a postura colorada no Brasileiro. O 4 a 0 sobre o Flamengo foi o divisor de águas que fez o Colorado acordar e disputar o G6, mas nessa vitória, poucos conseguiram explicar de fato o que aconteceu. Mérito do lado vermelho ou fracasso do lado Rubro Negro? Como diria Renato Portaluppi, técnico do Flamengo na ocasião: “Tem dia que é noite”.
O Inter esperava 45 pontos, chegou aos 48 e puxou o freio de mão. A temporada toda com atuações questionáveis e eliminações constrangedoras, como na Libertadores para o Olímpia que viria a levar nove do Flamengo na próxima fase. Nessa segunda feira, não foi diferente e o 2 a 1 a favor dos goianos, de virada, ficou barato. Resultado podia ter sido bem diferente se não fossem os desperdícios de Yuri Alberto e da ineficácia do meio campo Colorado.
A esperança do Internacional é esperar que Victor Cuesta acerte um cruzamento na segunda trave e que o atacante coloque a bola pra dentro, assim como foi no grenal do Beira Rio no Brasileiro de 2020 com Abel Braga na casamata ou o próprio gol de Edenílson contra o Corinthians que acabou sendo anulado pelo VAR por impedimento, mas para um clube do tamanho do Internacional, como disse o próprio Taison na saída de campo, é muito pouco.
As palavras do meia atacante Colorado ao fim da partida estavam cobertas de razão pois o torcedor está cansado de ver que em toda oportunidade que o Inter tem de fazer história, para na mediocridade do elenco ou na insuficiência de ideias vindas da casamata. Taison e Paixão já avisaram que a reformulação precisa começar agora para que se possa colher os frutos ali na frente. A Sul Americana não oferece o que a Libertadores proporciona, mas abre um caminho de glória que o torcedor tanto almeja.
Internacional 1×2 Atlético GO
Gols: Yuri Alberto (Internacional); Baralhas e Janderson (Atlético GO).
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza.
Internacional: Marcelo Lomba; Saravia (Cadorini), Bruno Méndez, Cuesta e Moisés; Dourado, Lindoso (Palacios), Edenilson, Patrick (Mauricio) e Taison; Yuri Alberto. Técnico: Diego Aguirre.
Atlético GO: Fernando Miguel; Dudu (Arnaldo), Oliveira, Éder e Arthur Henrique (Wanderson); Willian Maranhão, Marlon Freitas (Matheus Barbosa) e Baralhas; Rickson (Igor Cariús), Janderson (Ronald) e Brian Montenegro. Técnico: Marcelo Cabo.
Cartões amarelos: Palacios, Rodrigo Dourado (Internacional); Igor Cariús (Atlético GO).
Texto: Felipe Matiasso
