Na tarde deste domingo o Corinthians recebeu o Grêmio na Neo Química Arena pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. Para o lado corintiano a festa era de possível rebaixamento do Tricolor e para a equipe de Mancini, o jogo do último suspiro para o clube no Brasileirão. A festa dos torcedores do Corinthians começou cedo demais e já na madrugada de sábado para domingo, foguetório na concentração Tricolor, além da preparação dos caixões nas cores azul, preto e branco que tomaram conta das redes sociais.
Mancini começou com o time que era esperado, colocando em campo a equipe que venceu São Paulo no meio de semana com exceção de Douglas Costa, suspenso pelo terceiro amarelo. O primeiro grande lance da partida foi do Corinthians, com uma jogada bem trabalhada em que a bola de William beijou a trave e deu um aperitivo de como iria ser a tarde Tricolor. A estratégia montada no primeiro tempo por Mancini funcionou principalmente pelo lado esquerdo, de onde saiu a primeira jogada do Grêmio e que resultou na abertura do placar. O jogo do Grêmio era sólido, com uma garra e foco de um mata mata de Copa do Mundo, bem diferente da partida contra o Bahia em Salvador, mas existe um pequeno detalhe que atrapalha o rendimento da equipe na temporada que é a limitação do elenco.
Uma grande decisão, seja ela qual for, desgasta física e psicologicamente em excesso e dessa forma é inevitável que as alterações aconteçam no decorrer da partida. Dessa vez, elas vieram para mudar a estratégia da equipe, que antes era de buscar uma válvula de escape e agora possuía um objetivo um tanto quanto questionável de somente se defender. Atitude que fez o Corinthians usar todas as forças ofensivas que possuía, dentre elas o Renato Augusto, e terminar com a ilusão Tricolor.
Nas mudanças, Villasanti foi um dos escolhidos e que abraça a responsabilidade de um erro tático pequeno que causa um prejuízo enorme. A indisciplina tática de permanecer no seu lugar com o desejo excessivo em ajudar a equipe, fez com que o volante Tricolor dobrasse a marcação em cima de William, que acertou o poste na primeira etapa e serve ao seu companheiro Renato Augusto em um buraco gigantesco na defesa do Grêmio. Renato acerta a trave, assim como William, mas nessa oportunidade, ela morre no fundo da rede de Grando. Essa bola na trave do Corinthians, que culminou no gol do Timão, fez com que a equipe de Mancini batesse na trave a chance de permanecer na elite do futebol brasileiro.
Matematicamente, o Grêmio ainda respira, mas precisa que Cuiabá, Juventude e Bahia não pontuem mais no Brasileirão, além de vencer o Atlético MG na quinta feira às 21:30h.
Corinthians 1×1 Grêmio
Gols: Diego Souza (Grêmio); Renato Augusto (Corinthians).
Corinthians: Cássio; Du Queiroz, João Victor, Gil e Fábio Santos; Xavier (Gabriel Pereira), Giuliano (Gustavo Mosquito), Renato Augusto, Willian (Luan) e Róger Guedes; Jô (Vitinho). Técnico: Sylvinho.
Grêmio: Gabriel Grando; Rafinha (Vanderson), Kannemann, Geromel e Diogo Barbosa; Thiago Santos (Sarará), Lucas Silva e Campaz (Villasanti); Jhonata Robert (Ruan), Ferreira e Diego Souza (Borja). Técnico: Vagner Mancini.
Cartões Amarelos: Kannemann, Rafinha, Pedro Geromel (Grêmio); Róger Guedes (Corinthians).
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo.
Texto: Felipe Matiasso
